Vale a pena comprar uma TV usada? Veja dicas e conheça os riscos

Dicas podem ajudar usuário a descobrir maneiras de se proteger ao comprar uma TV mais barata, já com algum tempo de uso.

email facebook googleplus pinterest twitter whatsapp

Por Bruno Soares, para o TechTudo

Comprar uma TV usada pode parecer uma boa forma de economizar. Esse tipo de acordo costuma oferecer uma queda significativa no preço e, por isso, consegue deixar muita gente tentada. Investir em produtos usados tem potencial para, de fato, ser um bom negócio, mas antes de tomar a decisão é preciso ter muito cuidado: alguns anúncios podem não ser exatamente o que parecem e é essencial pesquisar melhor sobre o assunto para não ser passado para trás.

Além disso, as televisões de hoje não são produtos tão simples como eram antigamente. Com o sinal digital, aparelhos smarts e os vários tipos de resolução, surgiram mais aspectos com os quais o usuário deve se preocupar, especialmente em modelos de segunda mão. Para ajudar, reunimos abaixo algumas dicas para ajudar quem está pensando em comprar uma TV mais barata. Confira.

Vale a pena comprar uma TV usada? Descubra os riscos (Foto: Rodrigo Bastos/TechTudo) Vale a pena comprar uma TV usada? Descubra os riscos (Foto: Rodrigo Bastos/TechTudo)

Vale a pena comprar uma TV usada? Descubra os riscos (Foto: Rodrigo Bastos/TechTudo)

Antes de tudo, avalie outras possibilidades

Uma smart TV Samsung de 55 polegadas custa, no varejo online, cerca de R$ 5.000. Por isso, pode ser tentadora a ideia de comprar um modelo usado por R$ 2.500 - e economizar outros R$ 2.500. Mas antes de fechar negócio, é interessante pensar melhor: talvez você não precise de um televisor com tela tão grande.

Um modelo 40MU6100, da mesma fabricante, tem display menor, com 40 polegadas, mas um exemplar novo pode ser comprado por algo em torno dos R$ 2.000 em lojas do varejo. Há, ainda, a possibilidade de investir em modelos de marcas diferentes, como a Philco, que tem a smart PH55A17DSGWA, de 55 polegadas, que é encontrada por R$ 2.499 em lojas confiáveis.

Investir em um modelo novo, porém mais simples, pode ser mais vantajoso (Foto: Divulgação/Samsung) Investir em um modelo novo, porém mais simples, pode ser mais vantajoso (Foto: Divulgação/Samsung)

Investir em um modelo novo, porém mais simples, pode ser mais vantajoso (Foto: Divulgação/Samsung)

Também é essencial pesquisar o preço de mercado de uma versão nova do televisor. É possível que você perceba, por exemplo, que se juntar um pouco mais de dinheiro por mais um mês é possível comprar a mesma TV em primeira mão. Um televisor novo pode parecer mais caro em um primeiro momento, mas tem suas vantagens, como maior tempo de garantia e provavelmente uma maior vida útil do aparelho.

Compatibilidade com o sinal digital

Entre 2016 e 2018, o Brasil irá encerrar totalmente o sinal de TV analógico, cidade a cidade. Ou seja, se você está pensando em comprar um novo televisor, é melhor que ele seja compatível com a TV digital para que não haja a necessidade de investir, ainda, em um conversor.

Em sites de produtos usados, é comum que os eletrônicos vendidos tenham uma data de fabricação mais antiga. Segundo o site oficial da TV digital brasileira, caso a televisão tenha sido fabricada antes de 2010, existe uma grande chance de que ela não tenha compatibilidade com o padrão mais moderno.

Mesmo que você não se importe de comprar um conversor digital depois e se decida por um modelo antigo, é importante se certificar de que as entradas RCA da televisão - aquelas nas cores branco, amarelo e azul - estão em perfeito estado de funcionamento, já que elas são essenciais para instalar um conversor digital.

Mesmo em TVs antigas, é importante que as entradas de áudio e vídeo estejam intactas para instalar o conversor (Foto: Thiago Rocha/TechTudo) Mesmo em TVs antigas, é importante que as entradas de áudio e vídeo estejam intactas para instalar o conversor (Foto: Thiago Rocha/TechTudo)

Mesmo em TVs antigas, é importante que as entradas de áudio e vídeo estejam intactas para instalar o conversor (Foto: Thiago Rocha/TechTudo)

Ano de fabricação

Mas a TV digital não é o único motivo para ficar de olho no ano de fabricação. Uma palavrinha temida também precisa ser levada em consideração: obsolescência. No geral, as fabricantes param de produzir peças compatíveis com produtos mais antigos, o que torna inviável o conserto de alguns desses televisores.

Dessa forma, uma TV antiga oferece um risco duplo, não só por ter mais chances de apresentar defeitos, como também pelo fato de que existe uma tendência maior de você não encontrar mais peças compatíveis com aquele modelo específico. É interessante, por isso, evitar modelos que tenham sido fabricados há mais de três anos.

Confira o ano de fabricação da TV (Foto: Viviane Werneck/TechTudo) Confira o ano de fabricação da TV (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)

Confira o ano de fabricação da TV (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)

Smart TV?

Quando for comprar uma TV usada, avalie se o que você procura é uma TV comum ou uma smart TV. Esses aparelhos mais modernos permitem instalar aplicativos como a Netflix, o Spotify e o YouTube e, por isso, passaram a ser cobiçados por muita gente. Mas eles tendem também a ser mais caros e, por isso, talvez não compensem o investimento. É possível que você economize mais comprando um televisor comum novo com entrada HDMI e investindo, depois, em acessórios que transformam esses modelos em smart TVs, como o Chromecast 2 e o Amazon Fire TV Stick, que custam cerca de R$ 250.

Resolução de tela

A maior parte das TVs mais modernas utiliza resolução de vídeo 4K, chamada também de Ultra HD, mas uma definição tão alta não faz diferença para todo mundo. Aparelhos com resulução Full HD (1080p) e HD (720p), apesar de não aproveitarem a qualidade total dos vídeos disponíveis em serviços como o YouTube e a Netflix, oferecem imagem de qualidade e não atrapalham a experiência geral. Entre as duas últimas resoluções, prefira a Full HD, especialmente em telas acima de 32 polegadas.

Resolução das TVs: nem sempre é necessário investir no 4K (Foto: Viviane Werneck/TechTudo) Resolução das TVs: nem sempre é necessário investir no 4K (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)

Resolução das TVs: nem sempre é necessário investir no 4K (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)

Possíveis defeitos

Antes de fechar o negócio, conheça cada um dos possíveis defeitos do televisor. Procure saber se todas as entradas e conexões estão em perfeito estado de funcionamento. Saiba, também, se a tela está funcionando bem, com as cores intactas e os pixels funcionando sem prejuízo à formação das imagens. Alguns modelos também costumam ficar com a imagem esverdeada depois de algum tempo de uso, o que tende a ser bastante irritante.

No caso das smart TVs, é comum que, depois de algum tempo de uso, o sistema operacional fique obsoleto, pesado e lento. Procure saber se a fabricante continua enviando atualizações para essa versão específica do modelo e se é possível restaurar as configurações de fábrica para eliminar as alterações feitas pelo usuário anterior.

Procure saber se os conectores da TV estão em bom estado (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) Procure saber se os conectores da TV estão em bom estado (Foto: Barbara Mannara/TechTudo)

Procure saber se os conectores da TV estão em bom estado (Foto: Barbara Mannara/TechTudo)

Motivos da venda

Saber os motivos pelos quais o televisor foi posto à venda é importante para entender melhor que tipo de negócio está sendo feito. Não tenha medo de parecer inconveniente: sinta-se à vontade para fazer todas as perguntas que considerar pertinentes ao vendedor. E caso ele se recuse a responder, desconfie.

Às vezes, o produto está em perfeito estado de fabricação e o vendedor só está passando adiante para conseguir dinheiro extra ou porque pretende substituir por um modelo mais moderno. Em alguns casos, porém, a pessoa decide revender a TV porque ela está com algum defeito ou porque não gostou do funcionamento dela.

Saiba os motivos da venda: a TV tem algum defeito? (Foto: Edivaldo Brito/TechTudo) Saiba os motivos da venda: a TV tem algum defeito? (Foto: Edivaldo Brito/TechTudo)

Saiba os motivos da venda: a TV tem algum defeito? (Foto: Edivaldo Brito/TechTudo)

Nesses últimos exemplos, ligue o sinal de alerta e se faça as seguintes perguntas: é possível e vantajoso comprar a TV com defeito e tentar consertá-la depois? Eu posso conviver com esses defeitos? Os problemas que o vendedor enxerga no produto são também um problema para mim?

Reputação importa

Existem duas reputações que merecem atenção antes de se investir em uma TV usada: a do vendedor e a do fabricante. Por isso, se estiver interessado em alguma oferta, faça uma busca no Google e utilize fóruns especializados, como o do TechTudo, para descobrir a opinião geral de outros usuários sobre determinada marca.

Priorize, também, sites de usados que permitam que os vendedores sejam avaliados pelos clientes e faça o possível para comprar de pessoas com boa reputação. Buscar serviços que permitam reembolso caso o produto entregue não seja o prometido também é uma ótima forma de se proteger. Leia os comentários e evite fechar negócio por e-mail ou WhatsApp, já que, nessas plataformas, você perde as garantias dadas pelo site. Compare, ainda, as configurações do produto anunciado com aquelas descritas no site da fabricante para ter certeza de que não se trata de uma réplica.

Confira a reputação do vendedor (Foto: Reprodução/Bruno Soares) Confira a reputação do vendedor (Foto: Reprodução/Bruno Soares)

Confira a reputação do vendedor (Foto: Reprodução/Bruno Soares)

MAIS DO TechTudo