Carteira virtual: como escolher o app para guardar Bitcoin e outras moedas

Avast descobriu apps que roubam moedas digitais na Google Play Store.

email facebook googleplus pinterest twitter whatsapp

Por Gabriel Ribeiro, para o TechTudo

A Avast descobriu neste mês que pelo menos dois aplicativos disfarçados de carteira digital na realidade roubavam as criptomoedas depositadas. Os programas foram baixados entre cem e 500 vezes na Google Play Store, o que evidenciou a necessidade de checar a reputação de um aplicativo antes de baixá-lo.

Aplicativos que usam a popularidade das criptomoedas para roubar os usuários não chegam a ser uma novidade. No entanto, com o aumento de pessoas interessadas nesta prática, é possível que mais golpes apareçam. Para te ajudar a fugir de programas mal intencionados, preparamos algumas dicas para te ajudar a identificar uma wallet segura.

Avast identificou alguns apps na Google Play que roubam criptomoedas  (Foto: Divulgação/Avast) Avast identificou alguns apps na Google Play que roubam criptomoedas  (Foto: Divulgação/Avast)

Avast identificou alguns apps na Google Play que roubam criptomoedas (Foto: Divulgação/Avast)

O que é carteira digital?

Carteira digital é o software onde é possível mandar e receber Bitcoin ou outro tipo de moeda digital, como a Ethereum e a Bitcoin Cash. Ele também serve para visualizar o saldo e, em alguns casos, passar o valor de uma moeda para outra. Quando uma wallet é criada, ela recebe um endereço único. Este código está ligado à chave pública. Por ele é possível receber e enviar uma criptomoeda.

Existe confusão a respeito de exchanges, sites onde são compradas as criptomoedas com dinheiro real. Ao adquirir uma moeda digital por uma corretora, o usuário pode não ter acesso a chave privada, o que, em outras palavras, não o torna dono da criptomoeda. Há uma discussão a respeito do armazenamento em corretoras, já que a ideia inicial proposta pelo Bitcoin era que a moeda digital pudesse ser transferida sem custo e sem burocracia.

O que fazem as carteiras falsas da Google Play?

Um dos aplicativos falsos tinha a proposta de registrar a moeda virtual ADA Cardano. Para passar despercebido, ele utilizava a marca da Daedalus, outra wallet de ADA mais conhecida. Entre as vantagens propostas pelo app estaria a conversão dos valores para moedas mais fortes como o Bitcoin e o Litecoin. O problema está quando o usuário envia o valor para as chaves da carteira: nesta hora todas as criptomoedas são roubadas.

Avast Mobile Security identifica carteira falsa (Foto: Reprodução/Gabriel Ribeiro) Avast Mobile Security identifica carteira falsa (Foto: Reprodução/Gabriel Ribeiro)

Avast Mobile Security identifica carteira falsa (Foto: Reprodução/Gabriel Ribeiro)

Outra carteira falsa funcionava de maneira diferente. Além de fazer com que as criptomoedas enviadas desaparecessem, ela vinha com uma propaganda da exchange Changelly. Se o usuário clicasse no link e fizesse uma transferência para o site, o desenvolvedor da wallet falsa receberia 50% de bônus em cima da operação.

Como escolher uma carteira digital?

Existem diversas formas de acesso à carteira digital. Os programas de computador, por exemplo, são baseados na nuvem e podem ser acessados pelo navegador. Existem ainda tokens e HDs, dispositivos físicos que servem para guardar criptomoedas, mas que são indicados para outros casos.

As carteiras mobile (compatíveis com celulares) possuem como principal vantagem a praticidade, já que podem ser acessadas de maneira rápida. Elas são indicadas para guardar pequenas quantidades de moedas digitais e também para quem precisa fazer transações a qualquer momento do dia.

1. Procure por apps consagrados

A principal recomendação na hora de escolher uma carteira digital mobile é buscar aplicativos já consolidados no mercado. Com o boom das criptomoedas, surgem novos apps a todo momento. Ser um usuário de um programa iniciante pode causar dores de cabeça desnecessárias no futuro.

Por isso, fique de olho em quantas vezes o app já foi baixado na App Store ou Google Play Store. Verifique se o nome do desenvolvedor é de uma empresa reconhecida. Além disso, dê uma atenção especial às críticas.

2. Só conceda permissões necessárias

Também é importante ficar atento às permissões que o aplicativo solicita. O app pedir acesso à câmera e microfone sem que use estes recursos, pode ser um sinal de que o software está mal intencionado.

3. Desconfie de taxas muito baixas

Outra recomendação é desconfiar de aplicativos que prometem taxas de câmbio muito abaixo do mercado. E, claro, sempre baixar o app nas lojas oficiais.

Opções para guardar suas criptomoedas

Bitcoin Wallet Blockchain.info - Uma das pioneiras e mais conhecidas carteiras digitais para celular. A Bitcoin Wallet da Blockchain.info também serve para guardar Ethereum. O app permite enviar e receber as moedas por meio de QR Code. Para segurança, ele permite validar as transações por um código PIN.

O app oferece autenticação de fatores e backup por meio de uma frase-resposta. Funciona no iOS e Android.

Mycelium - A Mycelium é uma das carteiras digitais que oferece o visual mais limpo. Uma das maiores vantagens está em importar a chave pública de outras carteiras. Desta forma, mesmo que você tenha outras wallets, ela consegue reunir todos os valores em um único app.

Mycelium permite importar a chave pública de outras carteiras (Foto: Raquel Freire/TechTudo) Mycelium permite importar a chave pública de outras carteiras (Foto: Raquel Freire/TechTudo)

Mycelium permite importar a chave pública de outras carteiras (Foto: Raquel Freire/TechTudo)

Com um PIN é possível proteger o aplicativo. Além de validar as transações, a senha bloqueia o app. Com isso, mesmo que alguém tenha o celular desbloqueado em mãos não vai conseguir acessar o programa. Outro atributo é o backup inteligente. Com ele, mesmo que o celular seja roubado ou perdido é possível recuperar os valores em outro aparelho. O aplicativo está disponível para iOS a partir da versão 8.0. No Android, a partir da versão 4.0.

Com informações: Avast

Como investir em Bitcoins e por quê? Troque dicas no Fórum do TechTudo.

MAIS DO TechTudo