Internet 4G do Brasil fica mais lenta em ranking global de conexões

Singapura aparece novamente em primeiro lugar, com rede 4G perto dos 45 Mb/s.

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Por Thássius Veloso, da redação

O Brasil conseguiu uma negativa façanha no campo das telecomunicações: reduzir a velocidade média da internet 4G. Apesar dos investimentos que as empresas do setor alegam fazer, o brasileiro alcançava em média 20,34 Mb/s (Megabits por segundo, o famoso “Mega” por aqui) no terceiro trimestre de 2017. No último trimestre do ano, no entanto, a rapidez de acesso caiu levemente, para 19,67 Mb/s.

Os dados fazem parte do extenso levantamento “O Estado do LTE”, divulgado nesta terça-feira (20) pela empresa de mensuração de conectividade OpenSignal. Foram considerados quase 59 bilhões de testes de velocidade entre outubro e dezembro do ano passado.

Estado do 4G no planeta: países pintados de cores mais escuras alcançam velocidades mais elevadas (Foto: Divulgação/OpenSignal) Estado do 4G no planeta: países pintados de cores mais escuras alcançam velocidades mais elevadas (Foto: Divulgação/OpenSignal)

Estado do 4G no planeta: países pintados de cores mais escuras alcançam velocidades mais elevadas (Foto: Divulgação/OpenSignal)

Com mais que o dobro da velocidade, Singapura aparece em primeiro lugar no ranking da OpenSignal. De modo geral, países asiáticos e europeus são listados como os de maior velocidade para internet móvel de quarta geração.

Confira os países que chegam na frente na corrida pelo 4G:

  1. Singapura: 44,31 Mb/s
  2. Holanda: 42,12 Mb/s
  3. Noruega: 41,20 Mb/s
  4. Coreia do Sul: 40,44 Mb/s
  5. Hungria: 39,18 Mb/s
  6. Bélgica: 36,13 Mb/s
  7. Austrália: 36,08 Mb/s
  8. Nova Zelândia: 33,52 Mb/s
  9. Bulgária: 33,34 Mb/s
  10. Dinamarca: 33,09 Mb/s

O Brasil alcançou a posição 52, a melhor para um país da América do Sul, de acordo com o relatório. A Colômbia figura dois postos atrás, com velocidade média de 18,42 Mb/s.

Na lanterna do ranking está a Índia, cuja conexão chega a reles 6,07 Mb/s.

Segundo análise da OpenSignal, as mais rápidas conexões por LTE – nome do padrão empregado no 4G – estagnaram na casa dos 45 Mb/s. Com isso, a empresa afirma que o “Santo Graal dos 50 Mb/s” permanece inalcançável. “A indústria parece ter alcançado um limite do que a tecnologia atual, a largura de banda espectral e a economia dos dispositivos móveis é capaz de suportar do ponto de vista nacional”, aponta o documento.

A média global passou de 16,6 Mb/s para 16,9 Mb/s, um ligeiro avanço. O 4G faz bonito frente a outras formas de conexão, com resultado mais rápido que o Wi-Fi (14 Mb/s), o 3G (4,1 Mb/s) e o 2G (0,1 Mb/s).

4G vs outras formas de conexão (Foto: Divulgação/OpenSignal) 4G vs outras formas de conexão (Foto: Divulgação/OpenSignal)

4G vs outras formas de conexão (Foto: Divulgação/OpenSignal)

O relatório traz ao menos uma boa notícia para os consumidores brasileiros: a disponibilidade do 4G no país teve incremento de 59,31% para 61,26%. Na prática, o indicador revela, em percentual, a quantidade de vezes em que os celulares, tablets e outros dispositivos conseguiram se conectar às redes de quarta geração.

Veja o top 10 de países com maior oferta de 4G:

  1. Coreia do Sul: 97,49%
  2. Japão: 94,70%
  3. Noruega: 92,16%
  4. Hong Kong: 90,34%
  5. Estados Unidos: 90,32%
  6. Holanda: 89,64%
  7. Hungria: 89,26%
  8. Kuwait: 88,40%
  9. Lituânia: 88,40%
  10. República Checa: 87,37%

O estudo destaca que a disponibilidade acima de 90% deveria ser a meta das nações, uma vez que aponta que a maioria das operadoras de telefonia de um determinado território oferece conectividade por 4G/LTE. Em média, cada empresa de telecomunicações seria capaz de fornecer conexão rápida ao usuário em nove de dez tentativas.

Os dados completos estão na página sobre “O Estado do LTE”, em inglês. A OpenSignal também dedica uma página a explicar a metodologia do estudo.

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