Por Isabela Giantomaso, para o TechTudo


O Ashley Madison, site de traição que ajuda pessoas comprometidas a marcarem encontros, voltou a crescer após polêmicas com vazamento de dados em 2015 e agora conta com um grande número de brasileiros cadastrados. De acordo com um relatório divulgado pela rede social, o Brasil foi o segundo país com mais usuários inscritos na plataforma em 2017, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Com nova administração e promessa de ferramentas para garantir a privacidade de quem quer "pular a cerca", o novo diretor Ruben Buell afirmou em entrevista ao Engadget publicada nesta quinta-feira (29) que está reconquistando a confiança do público.

Site de traição recebeu mais de 1 milhão de brasileiros em 2017 com reforços na segurança — Foto: Divulgação/Ashley Madison Site de traição recebeu mais de 1 milhão de brasileiros em 2017 com reforços na segurança — Foto: Divulgação/Ashley Madison

Site de traição recebeu mais de 1 milhão de brasileiros em 2017 com reforços na segurança — Foto: Divulgação/Ashley Madison

Há três anos, o Ashley Madison foi acusado de ter os dados pessoais e informações de mais de 30 milhões de clientes vazados. Além disso, veículos internacionais revelaram que muitos perfis femininos na rede social, na verdade, se tratavam de robôs usados para atrair dinheiro para a plataforma - que é paga. Apesar das graves denúncias, o site não encerrou o serviço e passou por uma reformulação que rendeu 5,7 milhões de novas contas em 2017.

No Brasil, segundo a rede de relacionamentos, cerca de 139 mil novos membros foram cadastrados por mês no ano passado, totalizando mais de 1,5 milhão de pessoas. No cenário geral, a plataforma passou a alcançar 191 mil usuários diários trocando mensagens e 1,4 milhão de novas conexões feitas mensalmente.

Para agradar a gregos e troianos, os números de usuários por gênero também mudaram, de acordo com o site, atingindo uma proporção de 1,13 mulheres ativas para cada homem na plataforma. No quesito idade, os jovens, conhecidos por utilizarem aplicativos como o Tinder, parecem ficar de fora, já que 70% dos membros da plataforma têm cerca de 40 anos.

Promessa de mais segurança

Plataforma de traição foi reformulada e promete mais privacidade dos usuários — Foto: Divulgação/AshleyMadison Plataforma de traição foi reformulada e promete mais privacidade dos usuários — Foto: Divulgação/AshleyMadison

Plataforma de traição foi reformulada e promete mais privacidade dos usuários — Foto: Divulgação/AshleyMadison

Em um levantamento da FTC, agência de proteção aos consumidores dos Estados Unidos, o Ashley Madison foi acusado de não ter políticas de segurança e oferecer treinamento de privacidade inadequado aos funcionários. Para resolver essa questão, o novo diretor diz que novas medidas como autenticação de dois fatores e programas de recompensa de bugs foram criados para reforçar a proteção dos dados.

"Não usamos os dados para qualquer tipo de publicidade de terceiros, não exibimos anúncios em nossos sites, os dados não são movidos para nenhum lugar. Nós mantemos isso muito, muito perto de nós", afirma Buell.

Planos para 2018

Ainda em entrevista ao site Engadget, o diretor técnico do Ashley Madison ressaltou que o plano de expansão da plataforma em 2018 deve mirar países da Ásia, como Taiwan, Japão e Coréia do Sul e entregar mais discrição para vencer seu "concorrente número um": locais de trabalho. De acordo com Buell, o ambiente profissional é o que mais tem casos de traição e indica aos potenciais clientes: "Não coloque sua carreira em risco junto com seu casamento".

Via Engadget

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