Por Taysa Coelho, Para o TechTudo


O Winamp foi o segundo player de MP3 do mercado baseado no Windows e fez sucesso no final da década de 90 e início dos anos 2000. O programa chegou a ter mais de 60 milhões de usuários em 2001. Era possível brincar com a equalização durante as músicas e escolher o melhor layout para a plataforma. Também havia uma série de plugins que permitia adicionar nova funções, com mostrar aos contatos do MSN a canção ouvida.

O app foi descontinuado em 2013, mas, recentemente, voltou em uma versão online. O novo site, que foi desenvolvido por Jordan Eldredge possui os mesmos recursos do programa original. Ficou com saudades? Confira oito curiosidades sobre o Winamp.

Winamp permitia criar playlists de forma fácil — Foto: Divulgação/Winamp Winamp permitia criar playlists de forma fácil — Foto: Divulgação/Winamp

Winamp permitia criar playlists de forma fácil — Foto: Divulgação/Winamp

1. Lançamento

Criado pelos ex-alunos da Universidade de Utah, Justin Frankel and Dmitry Boldyrev, o Winamp integrava a interface de usuário do Windows com o mecanismo de reprodução de arquivos mp3 Advanced Multimedia Products, abreviado pela sigla "AMP". Inclusive, é dessa junção que vem o nome do programa: as primeiras três letras do sistema operacional “Win” com a sigla da ferramenta “AMP”.

Antes do lançamento oficial, em 7 de junho de 1997, os desenvolvedores liberaram duas versões de teste no mesmo ano: a edição minimalista 0.20a, em abril, e a variante 0.92, em maio. Apesar de ser popularmente conhecido como o primeiro tocador de mp3 baseado no sistema da Microsoft, o mérito não é dele, e sim, do app Winplay3, criado dois anos antes.

Primeira versão do Winamp — Foto: Reprodução/Wikipedia Primeira versão do Winamp — Foto: Reprodução/Wikipedia

Primeira versão do Winamp — Foto: Reprodução/Wikipedia

Isso não foi impedimento para o sucesso do programa que, popular pelo compartilhamento e downloads de arquivos, atingiu rapidamente mais de 3 milhões de usuários. No entanto, na edição 1.5, os desenvolvedores que, já haviam criado a empresa Nullsoft, mudaram a licença da aplicação de gratuita para paga - com possibilidade de teste por duas semanas.

Após o lançamento do Winamp 2.23, em junho de 1999, a Nullsoft foi adquirida pela gigante AOL por US$ 80 milhões (cerca de R$ 262 milhões). Com a compra, a partir da versão 2.5 o reprodutor voltou a ser gratuito, mas os usuários tiveram que lidar com o download indesejado do software de navegação da empresa, empacotado junto com o instalador do Winamp.

2. Principais funções

Os recursos mais usados eram as ferramentas de equalização de áudio. Com elas, todos podiam ser DJ e alterar os graves ao arrastar um botão. As skins também eram um diferencial por personalizar o programa a partir de milhares de opções de layout. O alcance do recurso foi tamanho que surgiram comunidades na Internet voltadas para designers dessas capas, como a 1001Skins.com e Skinz.org, que forneciam alternativas gratuitas aos usuários.

Instalando plugin no Winamp  — Foto: Reprodução/Helito Bijora Instalando plugin no Winamp  — Foto: Reprodução/Helito Bijora

Instalando plugin no Winamp — Foto: Reprodução/Helito Bijora

O app também suportava arquivos nos formatos MIDI, MOD, MPEG-1,AAC, M4A, FLAC, WAV e WMA. Ele era capaz de tocar e importar músicas de CDs, além de ser compatível com a maioria das extensões de vídeo para Windows Media Player. O software tinha ainda um recurso chamado “Get Album Art”, que identificava e exibia as capas dos discos e podia até mesmo ser usado como um agregador de feeds de mídia RSS, ao permitir a leitura de artigos pelos usuários, além de baixar ou reproduzir conteúdo.

3. Versão para Android

Winamp para Android — Foto: Divulgação/ Winamp Winamp para Android — Foto: Divulgação/ Winamp

Winamp para Android — Foto: Divulgação/ Winamp

Nem todos se lembram, mas o Winamp ganhou uma versão para Android em 2010. A aplicação podia ser sincronizada com player no desktop através de conexão USB ou Wi-Fi. O programa, que incluía estações de rádio online, foi excluído da Google Play Store quatro anos depois.

4. Easter eggs

Easter egg com o jogo da cobrinha — Foto: Reprodução/  Wayback Machine Easter egg com o jogo da cobrinha — Foto: Reprodução/  Wayback Machine

Easter egg com o jogo da cobrinha — Foto: Reprodução/ Wayback Machine

O termo “easter egg” ficou famoso com o Google, que esconde vários "segredos" em meio a seus serviços para serem descobertos. No entanto, anos antes, o Winamp já utilizava esse recurso para surpreender seus fãs. Entre eles, estava a possibilidade de jogar uma versão do jogo da “cobrinha”, chamada de “Llama Snake”, disponível nas configurações de skins. Outro recurso podia ser encontrado nas informações sobre Nullsoft Vorbis Decoder, ao clicar sobre o peixe do logo da empresa, ele começava a rodar de acordo com a velocidade dos cliques.

5. Integração com o MSN

Integração do Winamp com o MSN — Foto: Reprodução/ TechTudo Integração do Winamp com o MSN — Foto: Reprodução/ TechTudo

Integração do Winamp com o MSN — Foto: Reprodução/ TechTudo

Outro recurso popular era o fato de ser compatível com centenas de plugins, que adicionavam ao software funções extras. O “Windows Live Messenger Now Playing Plugin” exibia aos contatos do MSN, abaixo do status, as músicas ouvidas naquele momento pelo player. Não foram poucos os que utilizaram a ferramenta para mandar indiretas ou impressionar pretendentes com o gosto musical.

6. Descontinuação do programa

Em 20 de novembro de 2013, a AOL anunciou que encerraria o Winamp.com dentro de um mês, sem disponibilizar mais o download ou suporte do programa. No entanto, fãs inconsoláveis reuniram mais de 30 mil assinaturas através de uma petição online, chamada “Save Winamp”. O objetivo era convencer a dona do software a liberar o código do reprodutor de música para que ele continuasse a ser desenvolvido pela comunidade adepta ao código aberto. O apelo, no entanto, foi em vão.

7. Winamp ressuscita (ou quase)

A agregadora de rádios online Radionomy confirmou a compra do Winamp em janeiro de 2014. “O papel do Winamp é ser a evolução da futura mídia online: nós queremos torná-lo mais ubíquo, desenvolvendo novas funcionalidades para desktop, móvel, carros e outras plataformas”, disse o presidente da companhia, Alexandre Saboudjan, à época.

Site do Winamp aguarda novidades há mais de quatro anos — Foto: Reprodução/ Taysa Coelho Site do Winamp aguarda novidades há mais de quatro anos — Foto: Reprodução/ Taysa Coelho

Site do Winamp aguarda novidades há mais de quatro anos — Foto: Reprodução/ Taysa Coelho

A expectativa era acessar as estações de rádio da empresa pelo player, além do suporte a quase 60 formatos de arquivos de áudio e vídeo e a possibilidade de uso de mulhares de skins e plugins. No entanto, depois de quatro anos, nada mudou e o site oficial do programa continua a anunciar que “Há mais vindo em breve”. Alguém ainda tem esperança?

8. Emulador para matar as saudades

Desenvolvedor criou versão online do Winamp — Foto: Reprodução/ Taysa Coelho Desenvolvedor criou versão online do Winamp — Foto: Reprodução/ Taysa Coelho

Desenvolvedor criou versão online do Winamp — Foto: Reprodução/ Taysa Coelho

O desenvolvedor norte-americano Jordan Eldredge desenvolveu em JavaScript uma versão online do Winamp, chamada Winamp2-js, com quase todos os recursos existentes na versão original. Acessível por meio de um site, a plataforma permite ouvir áudios em mp3 enquanto mexe na equalização, criar playlists, trocar skins, entre outros recursos.

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