Repetidor ou powerline: veja qual usar para aumentar alcance do Wi-Fi

Equipamentos tem mesma proposta, mas funcionam de forma diferente; descubra qual é o mais indicado para o seu perfil de uso

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Por Gabriel Ribeiro, para o TechTudo

Repetidor e powerline são alternativas interessantes para quem precisa ampliar a cobertura da rede Wi-Fi. Apesar de apresentar bom custo-benefício, o funcionamento do repetidor depende bastante do posicionamento – por isso, ele pode não ser o mais indicado para todas as situações. Uma outra opção é o powerline. Embora seja mais caro, o aparelho traz a vantagem de fazer a transmissão dos dados pela rede elétrica da casa.

Está em dúvida sobre qual escolher? O TechTudo preparou um guia que pode ajudar a decidir se vale mais a pena comprar um repetidor ou um powerline.

Repetidores: saiba como ampliar o sinal Wi-Fi da sua casa

Repetidores: saiba como ampliar o sinal Wi-Fi da sua casa

O que faz cada um?

O repetidor amplifica o sinal do Wi-Fi sem a necessidade de passar cabos – ocorre apenas pela transmissão sem fio. Este tipo de equipamento pode clonar as configurações do roteador para estender a rede principal ou, se o usuário preferir, criar uma rede separada, com o SSID (nome) diferente.

Já os aparelhos powerline trabalham de forma diferente. A transferência de dados é feita dentro da instalação elétrica residencial. O kit básico contém dois equipamentos: um é o adaptador ligado ao modem/roteador por meio de um cabo RJ-45 e o outro é um receptor do sinal. Ambos se comunicam por meio da rede elétrica e o receptor passa a ser um ponto de acesso, criando outra rede Wi-Fi independente.

Vale deixar claro que o powerline não tem nada a ver com a Internet pela rede elétrica. Mesmo que se compre o equipamento, ainda assim será necessário ter um plano de uma operadora, já que ele só funciona junto a um roteador/modem.

Velocidade e alcance

Atualmente, existe uma variedade maior de repetidores, com preços e especificações diferentes. Os modelos mais básicos oferecem entre 150 Mb/s e 300 Mb/s de velocidade de transferência pela rede e operam sobre o protocolo b/g/n trabalhando em 2.4 GHz. Há também versões mais avançadas compatíveis com os roteadores AC, chegando até 1.200 Mb/s ao combinar a velocidade em 2.4 GHz e 5 GHz.

Equipamento powerline trabalha em dupla: um adaptador e um receptor (Foto: Lucas Mendes/TechTudo) Equipamento powerline trabalha em dupla: um adaptador e um receptor (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)

Equipamento powerline trabalha em dupla: um adaptador e um receptor (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)

Já as opções de aparelhos powerline no Brasil são bem limitadas: apenas a TP-Link e a D-Link vendem oficialmente modelos com a tecnologia no Brasil. Os aparelhos disponíveis por aqui variam de 300 Mb/s a 500 Mb/s de velocidade pela fiação – a comunicação entre o adaptador ligado ao roteador e o receptor. Para o Wi-Fi, a velocidade gira em torno de 300 Mb/s. Por enquanto, ainda não foram lançados por aqui receptores compatíveis com o protocolo AC (5 GHz).

O alcance varia de acordo com o modelo. No entanto, de forma geral, os repetidores mais avançados oferecem uma melhor cobertura wireless em relação aos aparelhos powerline disponíveis – que, por sua vez, podem trazer maior estabilidade de conexão com da instalação elétrica.

Instalação

Os dois tipos de aparelho têm uma instalação bastante simplificada. É possível colocar o equipamento para funcionar sem maiores dificuldades mesmo se o usuário não tiver conhecimento de redes. Em 2015, o TechTudo fez o teste com exemplos de repetidor e de powerline: a facilidade de instalação foi apontada como ponto positivo em ambos.

No entanto, o repetidor pode causar um pouco de transtorno. Isso porque, para trabalhar de forma adequada, é preciso que o sinal Wi-Fi do roteador principal esteja com um nível bom no local onde ele vai ser colocado. Se isto não for feito, o usuário pode enfrentar diversos problemas, desde oscilações na conexão até queda na velocidade da Internet transmitida.

Repetidor com duas antenas externas da D-Link (Foto: Ana Marques/TechTudo) Repetidor com duas antenas externas da D-Link (Foto: Ana Marques/TechTudo)

Repetidor com duas antenas externas da D-Link (Foto: Ana Marques/TechTudo)

Imagine esta situação: um roteador principal está no quarto e o Wi-Fi não chega na cozinha. Você instala o repetidor na sala que fica entre os dois cômodos, na única tomada disponível, e o repetidor consegue receber um bom nível de sinal. Porém, quando a porta do quarto está fechada, o sinal fica baixo. Com isso, a Internet transmitida pelo repetidor começa a enfrentar instabilidade.

Essa situação é bastante comum, principalmente por quem tem apenas o roteador oferecido pela operadora como equipamento de rede. Muitas vezes isto acontece e a pessoa põe a culpa no repetidor.

Com o powerline, por outro lado, o usuário não tem este tipo de problema. Isso porque a única exigência é que tanto o adaptador (ligado ao roteador por cabo), quanto o receptor (responsável por transmitir o sinal Wi-Fi) estejam dentro de uma rede elétrica doméstica – ou seja, conectados em tomadas ligadas ao mesmo quadro de luz. Também é recomendado que as instalações de energia estejam em dia.

Área de cobertura indicada

O repetidor é indicado para levar a rede Wi-Fi em áreas com apagão em casas não muito grandes, onde o roteador principal não consegue chegar. Além disso, o aparelho é interessante para quem quer melhorar a qualidade do sinal wireless recebida em certas áreas da casa.

Kit Powerline da TP-Link; dados transportados pela rede elétrica (Foto: Divulgação/TP-Link) Kit Powerline da TP-Link; dados transportados pela rede elétrica (Foto: Divulgação/TP-Link)

Kit Powerline da TP-Link; dados transportados pela rede elétrica (Foto: Divulgação/TP-Link)

Para isso, o dispositivo precisa estar em local adequado para receber o sinal com qualidade. Um exemplo de uso seria, por exemplo, ter o roteador principal na sala e o repetidor no corredor para melhorar o Wi-Fi nos quartos e cozinha.

Já o powerline é mais indicado para levar a Internet para um cômodo específico, mesmo em casas grandes ou com mais de um andar. Por não sofrer com interferências externas, como paredes ou lajes, este tipo de equipamento oferece uma Internet mais estável. O tamanho limite varia de 300 a 400 metros de fio.

Preços

  • Repetidores

Multilaser RE051: um dos repetidores mais baratos, o modelo da Multilaser traz velocidade de até 300 Mb/s, opera em 2.4 GHz, conta com porta RJ-45 e botão WPS. Tem preço de aproximadamente R$ 60;

TP-Link WA855RE: esse repetidor da TP-Link traz a vantagem de ter duas antenas com tecnologia MIMO, que melhorar a qualidade do sinal. Tem suporte para até 300 Mb/s, traz RJ-45, WPS e compatibilidade com o app Tether, para monitoramento por celular;

D-Link 1620: o repetidor top de linha da D-Link custa por volta de R$ 280. É dual-band, conta com duas antenas externas e porta RJ-45 Gigabit, oferecendo uma melhor velocidade para dispositivos conectados via cabo de rede.

Repetidor TL-WA855RE da TP-Link com antenas externas (Foto: Divulgação/TP-Link) Repetidor TL-WA855RE da TP-Link com antenas externas (Foto: Divulgação/TP-Link)

Repetidor TL-WA855RE da TP-Link com antenas externas (Foto: Divulgação/TP-Link)

  • Powerline

TP-Link Tl-WPA4220kit: Com o preço em torno de R$ 250, esse kit da TP-Link traz até 500 Mb/s de velocidade pela rede elétrica. Já para a comunicação sem fio pode chegar a 300 Mb/s. Trabalha em 2.4 GHz (b/g/n), conta com criptografia AES e botão de pareamento para fácil instalação, além de entradas RJ-45;

D-Link DHP-W221AV: modelo mais básico da D-Link, pode ser encontrado por volta de R$ 180. O equipamento traz velocidade de 200 Mb/s pela rede elétrica e trabalha até 150 Mb/s por Wi-Fi. Conta com porta RJ-45 e oferece rede de 2.4 GHz (b/g/n).

D-Link DHP-W311AV: equipamento powerlink mais avançado à venda no Brasil, conta com 500 Mb/s pela rede elétrica e 300 Mb/s para Wi-Fi. Com preço na casa dos R$ 275, o produto traz porta RJ-45, Wi-Fi b/g/n e criptografia para proteção dos dados.

Powerline DHP-W311AV (Foto: Divulgação/D-Link) Powerline DHP-W311AV (Foto: Divulgação/D-Link)

Powerline DHP-W311AV (Foto: Divulgação/D-Link)

Conclusão

Os dois tipos de equipamento têm o mesmo propósito: levar a conexão Wi-Fi para lugares onde o sinal não está disponível. No entanto, eles trazem como diferença a forma de trabalhar. A questão de qual é o melhor vai variar de acordo com o seu objetivo.

Procura maior custo-benefício? A melhor escolha sem dúvida é o repetidor. No entanto, lembre-se de que há vários fatores que devem ser analisados, como qual área você quer levar o Wi-Fi e o local onde o repetidor vai ficar.

Se sua casa for muito grande, com o roteador principal posicionado em um lugar muito isolado (um quarto separado, por exemplo) e você pretende levar o Wi-Fi apenas para um cômodo específico, talvez a melhor escolha seja um equipamento powerline. Nesta situação, apesar de ser mais caro, ele vai oferecer uma melhor estabilidade na conexão.

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