Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Comprar um SSD usado pode ser uma boa alternativa para economizar. Os SSDs são unidades de armazenamento que disponibilizam mais velocidade para os computadores. Seguros, fáceis de instalar e de manter, os dispositivos têm, no entanto, o ponto negativo de custarem muito mais do que os discos rígidos convencionais.

Quer saber se é seguro investir em um SSD usado com um preço mais em conta? Nas linhas a seguir, descubra os pontos positivos e negativos ao comprar uma Unidade de Estado Sólido de segunda mão.

Dependendo da tecnologia, SSD usado pode representar economia relevante — Foto: Divulgação/Samsung Dependendo da tecnologia, SSD usado pode representar economia relevante — Foto: Divulgação/Samsung

Dependendo da tecnologia, SSD usado pode representar economia relevante — Foto: Divulgação/Samsung

PONTOS POSITIVOS

1. Preço

Não há dúvida de que o preço é um atrativo importante na hora de considerar a compra de um SSD usado. A diferença pode variar muito em função do modelo e do tipo de interface: SSDs SATA convencionais têm menor diferença de valor, entre R$ 150 e R$ 250 para produtos iguais.

Entre SSDs de interfaces mais avançadas, como NVMe, você pode encontrar maiores variações no preço. Entretanto, é preciso considerar que esse tipo de disco tem valor de entrada muito mais alto do que os SSDs SATA.

2. Desempenho

O grande benefício do SSD é o desempenho. Ao contrário dos HDs convencionais, os discos de estado sólido são muito mais rápidos e podem deixar qualquer computador mais rápido na hora de copiar e mover arquivos e de carregar aplicativos e jogos pesados.

Uma boa medida da diferença de performance é o tempo consumido para inicializar o sistema operacional. Computadores com SSDs podem ser mais de 10 segundos mais rápidos do que um mesmo sistema equipado com um HD.

3. Segurança

Combinar SSD com HD pode ser uma boa ideia — Foto: Filipe Garret/TechTudo Combinar SSD com HD pode ser uma boa ideia — Foto: Filipe Garret/TechTudo

Combinar SSD com HD pode ser uma boa ideia — Foto: Filipe Garret/TechTudo

Ao contrário de HDs, discos sólidos são imunes a quedas e impactos. Além disso, dependendo das capacidades do seu computador e da forma como você pretende usar o disco, o SSD pode ser um elemento de maior segurança para seus dados. Usar um SSD separado para rodar o sistema operacional e os aplicativos permite que você isole os arquivos em outro disco. Isso deve garantir a sobrevivência dos dados caso algum acidente ocorra com a partição do sistema, instalada no SSD.

PONTOS NEGATIVOS

1. Desgaste

SSDs têm uma vida útil limitada, normalmente medida em TBW, que é a quantidade total de terabytes que podem ser gravados no SSD ao longo do tempo até que ele atinja um ponto em que falhas se tornam mais possíveis. O SSD pode passar a não gravar mais dados, ter problemas de leitura e até mesmo a corromper informações previamente armazenadas.

O ritmo de desgaste depende diretamente do perfil de uso. Um uso agressivo do disco consistiria em constantemente apagar e gravar arquivos enormes no SSD de forma a ir subindo cada vez mais na contagem de TBW tolerada pelo dispositivo.

Vida útil de SSDs é medida em TBW: fuja de SSDs com número próximo do limite estipulado pelo fabricante — Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo Vida útil de SSDs é medida em TBW: fuja de SSDs com número próximo do limite estipulado pelo fabricante — Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo

Vida útil de SSDs é medida em TBW: fuja de SSDs com número próximo do limite estipulado pelo fabricante — Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo

Por conta disso, na hora de comprar um SSD usado, você precisa primeiro descobrir qual é a estimativa oficial do fabricante de TBW para o modelo. Em seguida, é importante que você busque com o vendedor a quantidade de TBW já registrada no SSD. Esse valor deve ficar disponível nos softwares das fabricantes e também pode ser obtida por alguns apps especializados em diagnóstico de disco.

2. Garantia

Dependendo do tempo de uso, e até da proveniência, você pode comprar um SSD ainda dentro da garantia: há marcas e modelos com períodos de três ou cinco anos. Entretanto, há aqueles com período mais curto ou apenas um ano de garantia.

O principal tipo de SSD sem garantia prolongada são os tipos OEM, aqueles que são retirados de notebooks e PCs prontos vendidos por marcas como Dell, HP, Lenovo, entre outras. Nesses casos, o disco não terá uma garantia própria, já que acompanha o plano aplicado sobre o PC de origem.

Produtos OEM tendem a ser mais baratos nas mãos do mercado paralelo. Por conta disso, você precisa ficar atento ao fato de que, se algo der errado, dificilmente terá acesso à garantia do fabricante por trás do SSD.

3. HD pode ser interessante

HDs podem ser alternativa mais em conta para quem precisa de muito espaço — Foto: Filipe Garrett/TechTudo HDs podem ser alternativa mais em conta para quem precisa de muito espaço — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

HDs podem ser alternativa mais em conta para quem precisa de muito espaço — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Comprar um SSD mais em conta pode ser equivalente ao custo de comprar um HD novo. Sim, o disco sólido terá uma performance muito superior mas, como vimos, o dispositivo de segunda mão pode estar sujeito ao desgaste, apresentar vida útil encurtada e, além disso, ter uma capacidade muito menor que a encontrada em discos rígidos novos.

A grande questão é até que ponto o SSD fará uma grande diferença no seu ritmo de trabalho, estudo e mesmo lazer. Se o seu computador for muito lento, é possível que seus problemas possam ser amenizados com trocas de outros componentes. Partes como memórias e processadores podem ser encontradas em segunda mão sem tanto prejuízo com o tempo de uso.

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