Jogos de ação

Por Felipe Vinha, para o TechTudo


Detroit: Become Human é o novo título do estúdio Quantic Dream, o mesmo de Heavy Rain e Beyond: Two Souls, produzido por David Cage. O jogo chegou ao PS4 de maneira exclusiva e tem como objetivo ser uma das grandes aventuras focadas em narrativa da geração. Além de gráficos caprichados e um elenco de peso, Become Human também tem jogabilidade bem parecida com os lançamentos anteriores do estúdio, de maneira que crie uma ligação com quem já é fã deste tipo de trabalho. Confira uma breve análise:

Conheça Detroit: Become Human, jogo exclusivo de PS4 — Foto: Divulgação

Três androides no futuro

A história de Detroit: Become Human é focada em três personagens - ou melhor, três robôs androides. O trio vive suas “vidas” de serventia, mas logo descobre que pode ser mais do que isso. Kara é recém-criada, que encontra seu propósito ao escapar da fábrica onde nasceu; Connor é um ser artificial que tem a missão de caçar androides rebeldes; já Markus tem a missão moral de libertar outros iguais a ele da servidão.

Detroit: Become Human destaca a história de três personagens — Foto: Divulgação/Sony

Cada um possui motivações e enredos bem próprios. Assim como em Heavy Rain, suas histórias podem se encontrar mais adiante – sem liberar spoilers –, mas o jogador vive uma de cada vez, decidindo suas opções de diálogo e utilizando suas habilidades na jogabilidade geral.

Um novo motor gráfico

O principal atrativo de Detroit: Become Human - ou melhor, um de seus principais atrativos -, está no visual incrivelmente caprichado. O jogo foi criado com um novo motor gráfico da Quantic Dream e por isso se distancia bastante do que vimos em games como Heavy Rain e Beyond, que já envelheceram.

Detroit: Become Human — Foto: Divulgação/Sony

Assim, os atores usados na simulação parecem realmente estar ali, na tela, enquanto a história se desenrola. O resultado também é visto em outros personagens e em alguns cenários mais populosos. Este é o tipo de game que vale ser jogado na melhor TV possível, para extrair todo o seu potencial.

Jogabilidade indireta

Seguindo de perto a fórmula de outros títulos do estúdio, Detroit: Become Human tem uma jogabilidade indireta, com base em exploração e desenvolvimento de diálogos. É possível lidar com as consequências de cada escolha em todas as cenas ou mais adiante – de acordo com a situação exigida.

Detroit: Become Human — Foto: Divulgação/Sony

Alguns personagens extras são jogáveis, mas fazem parte da surpresa. Em certos momentos, os jogadores poderão voltar em certas decisões, combinando com o sentido futurista que o título tenta dar - o que nem sempre é adequado. Isso se dá por conta da habilidade de um dos heróis, o que pode confundir um pouco a narrativa, em alguns instantes.

Mas Detroit compensa ao ser um jogo com consequências reais em sua jogabilidade, ao contrário de, por exemplo, Heavy Rain. O game expressa suas necessidades por meio de pequenos pontos de interesse e cabe ao jogador atender aos chamados ou não – e ser cobrado sobre isso, seja de uma forma positiva ou negativa.

Detroit: Become Human — Foto: Divulgação/Sony

Porém, a variedade é o forte da jogabilidade. Algumas opções são limitadas e o jogador pode se cansar rápido de controlar determinado personagem, até que mude para o próximo. A narrativa e o desenrolar da história tentam compensar, mas nem sempre será possível evitar esta sensação.

Mas, no fim das contas, Detroit: Become Human se sai como um jogo que diverte bastante e tem o tema minimamente interessante, com base em discussões atuais sobre inteligência artificial e direitos de vida a qualquer ser. Mesmo que não agrade todo mundo, vai gerar assuntos pertinentes.

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