Armazenamentos
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Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Os HDs são mais baratos e costumam oferecer mais espaço do que SSDs. Por outro lado, existem algumas desvantagens em suas construções, como partes móveis e componentes mecânicos sujeitos a falhas. Já os SSDs podem ter outro tipo de problema, envolvendo o desgaste eletrônico após certo tempo de uso.

São diversas diferenças a serem consideradas na hora de comprar um tipo de armazenamento. A seguir, entenda quais são os diferenciais e saiba o que pode causar problemas em cada um dos padrões.

Interior dos HDs é formado por discos, motores e braços de acionamento mecânico — Foto: Divulgação/Seagate

Partes móveis

A grande diferença entre SSDs e discos rígidos está no fato de que unidades de estado sólido não possuem partes móveis, já que têm funcionamento completamente centrado em componentes eletrônicos. Em HDs, discos, motores e cabeças de gravação/leitura podem sofrer desgaste com o tempo, fazendo com que o disco rígido pare de funcionar.

As partes móveis dos discos rígidos também provocam outros efeitos negativos. Além de exigirem mais energia para funcionar, o processo mecânico no hardware também produz mais calor e ruído.

Quedas e impactos

HDs são sujeitos a falhas em caso de impactos — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

A existência de um conjunto de acionamento mecânico dentro do HD também justifica a pouca resistência dos dispositivos a quedas. O impacto pode desalinhar o conjunto de peças e mecanismos, o que pode causar danos graves aos discos envolvidos no processo e prejudicar o armazenamento da unidade.

SSDs nunca dão problema?

Crucial MX500 é boa alternativa de SSD intermediário — Foto: Divulgação/Crucial

Em unidades de estado sólido o tipo de desgaste é outro, de natureza eletrônica, e pode se manifestar após longo período, que varia de acordo com o modelo. Fabricantes de SSDs fazem a estimativa da durabilidade de seus produtos com uma medida chamada de TBW, sigla para “terabytes written”, ou “terabytes gravados". Essa medida conta a quantidade de TB de informação é possível escrever em um SSD até que ele possa apresentar falhas.

Os TBW variam bastante de produto para produto e tendem a ser maiores em unidades maiores. Um SSD de 128 GB terá menor vida útil estimada do que uma unidade de 1 TB – mesmo que os dois aparelhos tenham rigorosamente as mesmas tecnologias e sejam produzidos pelo mesmo fabricante.

O que estraga um SSD?

O desgaste eletrônico mencionado anteriormente ocorre nas células individuais do SSD, que juntas formam a totalidade de espaço suportado pelo disco. Ao salvar dados no SSD, o estado dessas células é alterado a partir da passagem de corrente elétrica.

Assim, essa célula vai deixar de reagir à passagem de corrente, tornando sua escrita impossível, algo que começa a condenar o drive. Como descrito anteriormente, esse ponto determina que a vida útil do SSD está chegando ao fim e varia de produto a produto.

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