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Por Lucas Schuenck, para o TechTudo

As finais da sétima temporada da ESL Pro League de Counter-Strike: Global Offensive começam na próxima segunda (14), em Dallas, nos Estados Unidos. O campeonato, que vai distribuir US$ 750 mil, cerca de R$ 2.67 milhões, conta com 16 equipes de destaque no cenário internacional que, motivadas pelo prestígio e pelo retorno financeiro em disputa, não vão medir esforços para alcançar as primeiras colocações.

Entre os times participantes, duas equipes brasileiras estão no páreo. Vivendo momentos distintos, a SK Gaming, de Gabriel "FalleN" Toledo, e a Sharks Esports, do veterano Renato "nak" Nakano, estão de malas prontas para o torneio que deixará o time vencedor R$ 860 mil mais rico. Quais são, entretanto, as expectativas dos representantes do Brasil na competição?

SK Gaming

Em queda livre. Esta é a sensação ao definir o início de ano da SK Gaming em 2018. A equipe que dominou o cenário internacional de CS:GO em 2017 e conta hoje com Gabriel "FalleN" Toledo, Marcelo "coldzera" David, Fernando "fer" Alvarenga, Ricardo "Boltz" Prass e Jake "Stewie2K" Yip, definitivamente não vive boa fase.

SK Gaming foi eliminada na fase de grupos da DreamHack Masters Marseille — Foto: Divulgação/DreamHack

Colecionando decepções causadas por eliminações em fases de grupo, como nos recentes torneios Intel Extreme Masters Sydney e DreamHack Masters Marseille, a line up majoritariamente brasileira mostra sinais de mudança para tentar melhorar seu desempenho. Coldzera, eleito por duas vezes seguidas o melhor jogador do mundo, anunciou que ocupará a função de capitão de equipe no lugar de FalleN porque, segundo declarações do próprio, o awper "quer focar mais em seu próprio jogo e sente que todo mundo consegue lê-lo agora".

Além disso, segundo notícia divulgada no site americano DBLTAP, a organização alemã, que hoje conta com FalleN e companhia, teria fechado um acordo de longo termo com os jogadores da Não Tem Como, que hoje conta com Lincoln "fnx" Lau, Bruno "bit" Lima, João "felps" Vasconcellos, Vito "kng" Giuseppe, Marcelo "chelo" Cespedes e o técnico Alessandro "Apoka" Marcucci para que os mesmos passem a representar a SK Gaming a partir de julho deste ano.

A informação reforça a tendência de que FalleN e companhia estariam de saída, no mesmo período, para defender a Immortals, que adquiriu os direitos de imagem da lendária MiBR - mas ainda não definiu seu uso.

Com os recentes resultados ruins e indefinições nos bastidores, a SK Gaming chega as finais da ESL Pro League Season 7 como uma incógnita mas, por sua tradição e história, ainda é um time que não pode ser subestimado.

Sharks Esports

Se por um lado os compatriotas da SK Gaming vivem sua pior fase em muito tempo, Renato "nak" Nakano, Raphael "exit" Lacerda, Leonardo "drunky" Oliveira, Jhonatan "jnt" Silva, Rodrigo "RCF" Figueiredo e Hélder "coachi" Sancho estão em um conto de fadas. Em ascensão, a line up já conquistou títulos em 2018, como o do Minor ESL LA League, por 2x0 nos argentinos da Isurus Gaming.

Sharks Esports sagrou-se campeã sul-americana da ESL Pro League ao vencer a FURIA por 3x1 — Foto: Divulgação/Shark Esports

Logo após serem eliminados do qualificatório da ESL One: Belo Horizonte, por 2x0 para a NTC, a equipe mostrou maturidade, não se abateu e, cerca de uma semana depois, venceu a FURIA pela final da ESL Pro League Season - South America, por três mapas a um. A vitória garantiu a inédita participação do time em um campeonato de nível Premiere.

A Sharks Esports chega as finais da ESL Pro League Season como zebra, mas com muita vontade de provar seu valor. Sentimento similar ao que tinha a Luminosity Gaming de FalleN, em 2016, quando começaram a despontar no cenário internacional.

O filho pródigo retorna aos Premieres

Renato "nak" Nakano, ex-MiBR e ex-coach da Luminosity Gaming, voltará a disputar um campeonato de nível premiere — Foto: Reprodução/Facebook Renato "nak" Nakano

Se o caminho para um campeonato Premiere está apenas começando para a maioria dos jogadores da Sharks Esports, para outro ele já é um antigo companheiro. Renato "nak" Nakano é um veterano e fez parte do lendário time da MiBR que venceu a ESWC 2006, primeiro título mundial de uma equipe brasileira. Além disso, ele acumula a experiência como técnico da notável Luminosity Gaming.

Com 13 anos de carreira como atleta de Counter-Strike, o jogador cumprirá papel fundamental ao compartilhar sua experiência com os jogadores mais novos e, quem sabe, levar a equipe para um novo patamar.

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