Apple bane apps de mineração de Bitcoin e criptomoedas no iPhone e iPad

Carteiras virtuais estão liberadas na App Store.

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Por Paulo Alves, para o TechTudo

A Apple baniu da App Store aplicativos que usam recursos do iPhone, iPad ou Mac para minerar criptomoedas como o Bitcoin. Programas de mineração já haviam se tornado alvo da empresa devido ao seu consumo excessivo de bateria e processamento, mas ainda faltavam regras explícitas contra eles.

As novas diretrizes também visam frear o uso do celular para acessar corretoras de moedas digitais, mas seguem permitindo carteiras virtuais ou mineração em nuvem.

Edição especial do iPhone 8 no Apple Park, novo quartel-general da empresa em Cupertino (Foto: Thássius Veloso / TechTudo) Edição especial do iPhone 8 no Apple Park, novo quartel-general da empresa em Cupertino (Foto: Thássius Veloso / TechTudo)

Edição especial do iPhone 8 no Apple Park, novo quartel-general da empresa em Cupertino (Foto: Thássius Veloso / TechTudo)

A norma destaca principalmente o prejuízo no hardware provocado por apps de mineração. “Projete seu aplicativo para usar energia de forma eficiente. Os aplicativos não devem drenar a bateria rapidamente, gerar calor excessivo ou sobrecarregar desnecessariamente os recursos do dispositivo. Aplicativos, incluindo anúncios de terceiros exibidos neles, não podem executar processos em segundo plano não relacionados (ao objetivo primário do app), como a mineração de criptomoedas”, explica o guia atualizado para desenvolvedores.

As novidades devem frear o crescimento de apps voltados para o mercado de criptomoedas em geral, mas tendem a atingir principalmente aplicativos que mineram sem o consentimento do usuário. O poder de processamento no iPhone e no Mac é considerado baixo para executar mineração de maneira eficiente, tornando os aparelhos úteis apenas em rede. Nessa modalidade, a mineração tende a gerar ganhos somente para o desenvolvedor do aplicativo, e não para o usuário.

Recentemente, a Apple removeu um desses programas da loja do macOS. O app Calendar 2 drenava bateria e processamento demais do computador porque, além de oferecer um calendário, usava o hardware para minerar criptomoedas. A remoção ocorreu antes da atualização do guia para desenvolvedores.

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As regras também afetam apps criados para transacionar moedas digitais. A partir de agora, programas do tipo só podem enviar e receber pagamentos se forem ligados a corretoras reconhecidas. Além disso, apps para iOS e macOS não podem gerenciar a participação em ICOs (Inicial Coin Offer ou Oferta Inicial de Moedas), a não ser que sejam oferecidos por instituições financeiras.

Com informações: Motherboard, FastCompany e The Verge

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