Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Os detalhes que faltavam para padronizar todas as redes 5G no mundo foram liberados pelo consórcio global da indústria envolvida no desenvolvimento e comercialização de produtos de telefonia (3GPP). Fruto de um processo de discussões de 34 meses, uma das promessas está na velocidade 50 vezes maior que a rede 4G, de até 5 Gb/s em condições ideais.

As definições são consideradas como o último degrau do processo de estruturação da tecnologia em direção à sua implementação comercial, que deve ter início nos Estados Unidos ainda em 2018.

Tecnologia 5G fica mais próxima do consumidor com novos padrões — Foto: Divulgação/Intel Tecnologia 5G fica mais próxima do consumidor com novos padrões — Foto: Divulgação/Intel

Tecnologia 5G fica mais próxima do consumidor com novos padrões — Foto: Divulgação/Intel

Compatibilidade e implementação

O novo padrão 5G complementa outro regra técnica da tecnologia divulgada pela 3GPP em dezembro de 2017. Antes, o consórcio referia-se às especificações técnicas necessárias para que fabricantes criassem modens, dispositivos de transmissão e outros equipamentos.

O novo documento encerra o ciclo de desenvolvimento, já que determina as especificações finais das redes de quinta geração. Produtos 5G já em circulação em alguns mercados, baseados na documentação publicada anteriormente, funcionam nas estruturas 4G de operadoras e não atingem o potencial total da nova geração de redes móveis.

A expectativa é de que o 5G substitua o 4G de forma progressiva, convivendo com a tecnologia antiga por algum tempo, assim como aconteceu entre o 4G e 3G. Isso vale não só para a área de cobertura, mas também para dispositivos: os celulares, tablets e até notebooks com suporte a redes 5G serão compatíveis com padrões antigos.

Muito mais velocidade e dispositivos

5G também estará presente em laptops conectados com processadores Intel, AMD ou Qualcomm — Foto: Anna Kellen Bull / TechTudo 5G também estará presente em laptops conectados com processadores Intel, AMD ou Qualcomm — Foto: Anna Kellen Bull / TechTudo

5G também estará presente em laptops conectados com processadores Intel, AMD ou Qualcomm — Foto: Anna Kellen Bull / TechTudo

A velocidade de 1 Gb/s (Gigabit por segundo), prometida pela Qualcomm, deve impactar tanto celulares quanto outros dispositivos. Especialistas acreditam que conexões assim estarão amplamente disponíveis para os usuários, ainda que, em teoria, o 5G possa alcançar 5 Gb/s em condições ideais.

Redes 4G convencionais atingem até 100 Mb/s (Megabits por segundo). Redes 4,5G, oferecidas por algumas operadoras brasileiras em alguns pontos, podem chegar a 200 Mb/s.

Com tanta banda disponível, uma série de novas aplicações se tornam possíveis. Novos aparelhos com Internet das Coisas (IoT) e veículos conectados e autônomos são duas das frentes que podem se beneficiar com o alto volume de tráfego de dados permitido pelo 5G.

Frequências e disponibilidade no Brasil

As redes de quinta geração dependem de faixas de frequência de rádio. Tal qual aconteceu com o 4G e o 3G, será necessário que governos eventualmente desobstruam o espectro. Na sequência, as operadoras deverão realizar os investimentos necessários para implementar a tecnologia no país.

Redes 5G podem ser até 50 vezes mais rápidas que conexões 4G — Foto: Lucas Mendes/TechTudo Redes 5G podem ser até 50 vezes mais rápidas que conexões 4G — Foto: Lucas Mendes/TechTudo

Redes 5G podem ser até 50 vezes mais rápidas que conexões 4G — Foto: Lucas Mendes/TechTudo

O Brasil corre o risco de ficar para trás na adoção da nova tecnologia. Atualmente, o 5G exige as faixas de frequência 3,5, 26 e 40 GHz. No entanto, a mais baixa, com 3,5 GHz, destina-se a alguns serviços de transmissão de TV-RO (das antenas parabólicas).

A implementação da quinta geração pode esbarrar em limitações técnicas em diversas regiões do Brasil caso a Anatel não interfira e reorganize a distribuição dessas faixas.

Com informações Samsung, Venture Beat e G1

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