Por Filipe Garrett, para o TechTudo


O Facebook trabalha no desenvolvimento de uma tecnologia de Internet via satélite, que foi batizado de Athena. A proposta, que pode envolver o uso de constelações de nano-satélites, teria como objetivo oferecer conectividade estável para lugares remotos do mundo até 2019. Assim, a empresa poderia disponibilizar acesso à Internet para moradores de áreas onde a instalação de infraestruturas convencionais tem custo elevado.

As informações foram obtidas pela Wired em documentos cedidos pela FCC (órgão norte-americano equivalente à Anatel). A novidade foi confirmada ao site da revista pela rede social na última sexta-feira (20).

Projeto do Facebook pode lançar primeiro satélite de Internet em 2019 — Foto: Melissa Cruz/TechTudo Projeto do Facebook pode lançar primeiro satélite de Internet em 2019 — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Projeto do Facebook pode lançar primeiro satélite de Internet em 2019 — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Segundo os documentos, o Facebook estaria se preparando para lançar o instrumento, batizado de Athena, em 2019. O objetivo é proporcionar acesso à Internet em áreas mais remotas, onde a instalação de cabos e tecnologias de superfície são inviáveis ou caras demais, como desertos, regiões carentes ou esparsamente povoadas, por exemplo.

Embora não existam muitas informações a respeito do satélite, sabe-se que a ideia é levá-lo a uma órbita baixa, ou seja, compreendida na faixa que vai de 160 a 2 mil quilômetros. Esses números representam uma distância menor para que o sinal chegue até o usuário. Dessa forma, a qualidade de conexão tende a ser superior em relação às soluções de Internet via satélite disponíveis no momento.

No futuro, satélites do Facebook podem garantir acesso à Internet em lugares restritos — Foto: Divulgação/Nasa No futuro, satélites do Facebook podem garantir acesso à Internet em lugares restritos — Foto: Divulgação/Nasa

No futuro, satélites do Facebook podem garantir acesso à Internet em lugares restritos — Foto: Divulgação/Nasa

Ao usar altitudes maiores, acima dos 35 mil quilômetros, os serviços apresentariam limitações sérias de velocidade devido à latência – que seria causada pela enorme distância percorrida pelo sinal até alcançar o satélite.

Vale lembrar, porém, que quanto mais perto o Athena orbitar do planeta, menor será sua janela de cobertura da superfície. Para equilibrar isso, o Facebook deve depender de múltiplos satélites – repetindo, assim, a abordagem da SpaceX de Elon Musk, que pretende lançar milhares de nano-satélites Starlink para prover Internet a áreas isoladas do globo.

Via Wired

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