Por Wallace Nascimento, para o TechTudo

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Além de oferecer velocidades superiores, as redes 4G chegaram para resolver diversos problemas de segurança presentes em tecnologias anteriores, como o 3G. No entanto, falhas descobertas recentemente indicam que hackers podem se apropriar da rede LTE dos celulares conectados para coletar dados sensíveis. Desta forma, o defeito chamado de “aLTEr” permitiria a espionagem dos usuários.

A técnica é possível devido a um aparelho que custa cerca de US$ 4.000 (por volta de R$ 15 mil em conversão direta). A GSMA, representante das operadoras móveis, não acredita no ataque de usuários no futuro.

Celular [marca] — Foto: Lucas Mendes/TechTudo Celular [marca] — Foto: Lucas Mendes/TechTudo

Celular [marca] — Foto: Lucas Mendes/TechTudo

O site especializado Ars Technica diz que há preocupações importantes. Por exemplo, um hacker poderia redirecionar os clientes de 4G para páginas falsas, mesmo que eles digitem o endereço correto no navegador. A técnica conhecida como phishing utiliza sites fraudulentos para capturar senhas e dados pessoais.

De acordo com os pesquisadores, a falha cria a possibilidade de alterar o DNS de dispositivos conectados em redes 4G e permite o mapeamento da identidade na rede. O histórico de navegação das vítimas também pode ser espionado.

Os cientistas Thorsten Holz e David Rupprecht, da intituição Ruhr-Universität Bochum, afirmam que a ameaça é maior para pessoas públicas. “Em particular, as pessoas que são de interesse especial (políticos, jornalistas, embaixadores, executivos etc) devem se preocupar com esses ataques (veja, por exemplo, os ataques contra políticos descobertos através dos vazamentos de Snowden)”, explicaram ao Ars Technica.

Técnica permite redirecionar o usuário para links maliciosos na rede — Foto: Divulgação/David Rupprecht Técnica permite redirecionar o usuário para links maliciosos na rede — Foto: Divulgação/David Rupprecht

Técnica permite redirecionar o usuário para links maliciosos na rede — Foto: Divulgação/David Rupprecht

Não há soluções porque a falha está na estrutura do padrão 4G. Ainda assim, o preço elevado dos equipamentos necessários serve de entrave para a expansão da técnica. A necessidade de estar próximo do alvo, a aproximadamente a 1,5 km, também aparece como uma dificuldade.

A GSMA afirma estar trabalhando para proteger a integridade do tráfego e das informações no LTE, e lembra que a futura rede 5G está protegida deste tipo de problema. "Os padrões 5G já incluem suporte para a proteção da integridade do plano do usuário, e a GSMA está apoiando a indústria para garantir que ela seja totalmente implementada conforme a tecnologia for lançada", informou em nota.

Com informações: Betanews e Ars Technica.

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