Por Filipe Garrett, para o TechTudo

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Cientistas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ulsan (UNIST), na Coreia do Sul, criaram um tipo de alto-falante a partir de nanofios de prata e que pode ser usado até mesmo sobre a pele. Durante uma demonstração feita pelos pesquisadores, a invenção toca o áudio de um concerto de violino.

Além de reproduzir som, o microdispositivo também pode realizar gravações. Mas, mesmo que chame atenção, os especialistas acreditam que a tecnologia teria aplicações mais convencionais no desenvolvimento de equipamentos de som mais compactos e econômicos.

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Membrana usa nano fios de prata para provocar vibrações no ar que entendemos como som — Foto: Divulgação/UNIST Membrana usa nano fios de prata para provocar vibrações no ar que entendemos como som — Foto: Divulgação/UNIST

Membrana usa nano fios de prata para provocar vibrações no ar que entendemos como som — Foto: Divulgação/UNIST

De acordo com os pesquisadores, a escolha da prata e de um substrato produzido a partir de um polímero garantem um protótipo maleável, resistente e de boas características óticas, já que é praticamente transparente.

Similar a qualquer alto-falante, o modelo produz som ao causar vibrações no ar em seu entorno. Essas vibrações são obtidas a partir das pequenas variações de temperatura durante a passagem da corrente elétrica: a energia passa nos nanofios de cobre, e aquece o o ar no entorno, provocando as vibrações.

Essa capacidade torna a tecnologia funcional também para uma aplicação como microfone. A membrana fixada à pele, composta do substrato e dos fios microscópicos de prata, também é capaz de fazer o caminho inverso: detectar vibrações produzidas pelas cordas vocais do usuário, processá-las e armazenar como som.

O vídeo abaixo mostra o sistema em ação:

Embora a demonstração da tecnologia em uso – com direito à execução de La Campanella, de Niccolo Paganini – chame a atenção, os cientistas reconhecem que a aplicação como um alto-falante vestível pode não ser ideal. A qualidade do som varia muito de acordo com o tamanho do membrana, e mesmo pequenas oscilações de temperatura no ar em volta do protótipo podem distorcer a reprodução. Além disso, sons mais altos e de maior qualidade exigiriam um consumo de energia impraticável.

Segundo os pesquisadores, a combinação de materiais microscópicos e resistentes usada na pesquisa acena para a possibilidade de desenvolvimento de novos dispositivos de reprodução e gravação de som ainda mais compactos. Os criadores do modelo, no entanto, reconhecem que, para uso comercial, a tecnologia precisa evoluir e garantir maior resistência e qualidade.

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