Por Marvin Costa, para o TechTudo


O Facebook avalia a confiabilidade nos usuários em um esforço interno de evitar o crescimento de fake news, segundo o jornal americano The Washington Post. A medida começou no ano passado, com um sistema que analisa as ações dos perfis e atribui um nível de confiança em uma escala de zero a um, a partir do compartilhamento de notícias falsas. Com a iniciativa, a rede social tenta evitar que informações mentirosas viralizem na web.

Por meio de algoritmos, a plataforma também monitora quais usuários tendem a notificar conteúdos impróprios e quais são as publicações consideradas seguras por eles. Esses dados são usados como amostragem para definir um parâmetro de reputação. As mudanças de análise, ao menos em sua fase inicial, não afetam recursos ou a forma como usuários interagem entre si.

Facebook avalia a reputação de usuários para combater fake news — Foto: Luciana Maline/TechTudo Facebook avalia a reputação de usuários para combater fake news — Foto: Luciana Maline/TechTudo

Facebook avalia a reputação de usuários para combater fake news — Foto: Luciana Maline/TechTudo

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A gerente de produto do Facebook, Tessa Lyons é a responsável em reduzir a distribuição de mensagens falsas e afirma que o foco da empresa está na oposição às fake news. "Não é incomum que as pessoas indiquem que algo é falso simplesmente por não concordar com um fato ou para denegrir intencionalmente um determinado editor", afirma Lyons. Um exemplo desse comportamento pôde ser notado com a conta do Twitter Sleeping Giants, que sugeriu aos seguidores contestarem o teorista da conspiração Alex Jones e seu site, o Infowars. Com a grande quantidade de denúncias, tanto a página de Jones quanto a de seu site foram banidas do Facebook.

A reputação de crebidilidade, no entanto, não será um indicador absoluto para classificar um perfil como reprodutor exclusivo de fake news ou correntes enganosas. Ou seja, não haverá uma avaliação unificada, de acordo com a gerente de produto. Os algoritmos investigam tendências, mas não podem prever os impulsos do usuário diante de um conteúdo, nem mesmo saber como ele foi convencido a agir daquela maneira. A análise serve como uma investimento para definir comportamentos e entender a propensão desse tipo de publicação e, assim, impedir que determinados compartilhamentos ganhem força.

"Um dos parâmetros que usamos está em como as pessoas interagem com artigos. Caso alguém reporte uma matéria falsa e ela seja reconhecida como tal por nossa equipe, podemos avaliar futuras notícias melhor que alguém que nos forneça feedbacks falsos em artigos classificados como verdadeiros", disse Tessa Lyons.

Mesmo sem esclarecer demais critérios da avaliação e abordagem, a atitude mostra o investimento do Facebook em uma nova abordagem sobre o assunto. Após receber críticas, com a alegação de que notícias falsas influenciaram no resultado das eleições americanas, a companhia ficou mais sensível ao tema. Há, inclusive, preocupação com o crescente número de contas falsas e duplicadas, muitas vezes usadas para propagar ideias incorretas e prejudicar a imagem de pessoas.

No Brasil, a rede social lançou recentemente um serviço para checar notícias em parceria com a Agência Lupa e o site Aos Fatos. A iniciativa foi desenvolvida para evitar a reprodução de mensagens mentirosas durante o periodo eleitoral.

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