Segurança

Por Camila Iglesias e Thássius Veloso, da redação


A cena é comum: ao executar um novo aplicativo de celular pela primeira vez, o software pede autorização para acessar a câmera, o microfone e até o registro das últimas ligações. Justamente aí mora o perigo: um relatório da empresa de segurança digital Symantec, divulgado pelo TechTudo em primeira mão, mostra que 45% dos aplicativos de Android, por exemplo, pedem autorização para saber a localização geográfica dos usuários. No iOS, o índice é de 25%.

Informações sensíveis dos usuários estariam sendo requisitadas por alguns aplicativos, e de forma não tão clara, mesmo sem a necessidade disso para funcionarem.

Pesquisa mostra que tipo de informações seus aplicativos têm acesso — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

Quer comprar celular, TV e outros produtos com desconto? Conheça o Compare TechTudo

Com isso, lá se vão dados importantes e que podem ser repassados aos criadores dos aplicativos sem necessidade. Os pesquisadores descobriram um aplicativo de lanterna de Android com mais de 10 milhões de downloads, cujo único objetivo é ativar o flash no telefone, que solicita acesso a chamadas, mensagens e câmera. “Você realmente deseja que o desenvolvedor tenha acesso a essas informações pessoais para usar uma lanterna?”, questiona o relatório.

Entenda o caso

De acordo com a análise dos 100 principais aplicativos gratuitos da Play Store e App Store, 46% dos aplicativos para o sistema do Google pedem acesso a câmera do smartphone, contra um quarto dos que rodam nos celulares Apple.

Outros dois números curiosos: são os 15% de programas para Android que querem coletar dados das suas mensagens SMS e os 10% que pedem liberação para suas chamadas telefônicas.

Além das concessões para acessar funções do smartphone, a pesquisa também encontrou muitos aplicativos que tinham alcance a informações de identificação pessoal (PII). Os endereços de e-mail foram os mais solicitados: em 48% dos aplicativos iOS e 44% para Android analisados. Já o nome completo do usuário é compartilhado com um terço dos apps do sistema da Apple e com três em cada dez dos que rodam no sistema operacional do Google.

Informações consideradas altamente pessoais também estão sendo compartilhadas com programas de celular. 12% dos aplicativos iOS e 9% para Android pedem o número de telefone de seus usuários. Nem o endereço de casa escapou, 5% dos apps para Android e 4% dos que rodam em iOS querem saber essa informação.

Dicas para evitar dor de cabeça

Fazer cadastro e login com Facebook ou conta do Google nos aplicativos também pode liberar permissões que você também não sabia. A Symantec não recomenda fazer login com redes sociais, mas lembra que é possível saber quais informações da rede que o aplicativo terá acesso antes de fazer o cadastro.

Além disso, o Facebook permite gerenciar os apps que estão usando dados da sua conta na parte “Aplicativos e Sites”, dentro das configurações. Já o Google disponibiliza o site My Account para administrar essas concessões.

Ler as solicitações em vez de só “permitir” é um começo para saber quais informações pessoais estão sendo liberadas. É importante também filtrar a necessidade do aplicativo em ter acesso a algumas funções. Para remover permissões desnecessárias é só acessar “Permissões” em celulares Android e “Privacidade” em dispositivos com iOS.

O que significa download pendente na Google Play Store? Usuários respondem no Fórum TechTudo

WhatsApp: cinco dicas para usar o app com segurança

WhatsApp: cinco dicas para usar o app com segurança

Mais do TechTudo