Por Luiz Felipe Lima, para o TechTudo


O mouse hack é uma modalidade mais complexa de trapaça dentre os muitos hacks e cheats que mancham o mundo dos esports. Apesar de ser um dos facilitadores mais complexos para jogos como Counter Strike: Global Offensive (CS:GO) e Rainbow Six: Siege, o uso do mouse hack tem chamado atenção por ser uma fraude muito difícil de ser detectada. Entretanto, a prática é extremamente proibida nos jogos e pode banir usuários dos servidores e atletas de competições. Entenda, a seguir, o que é um mouse hacker e por que os jogadores devem evitá-lo.

CS:GO proíbe o uso de mouse hack, que é considerado uma trapaça  — Foto: Reprodução CS:GO proíbe o uso de mouse hack, que é considerado uma trapaça  — Foto: Reprodução

CS:GO proíbe o uso de mouse hack, que é considerado uma trapaça — Foto: Reprodução

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O que é mouse hack?

Os chamados “mouse hacks” são dispositivos implantados dentro do mouse que executam hacks e apagam os traços da trapaça depois de removidos. Se aproveitando de falhas de segurança de portas USB, os mouse hacks usam a conexão do periférico com o computador para executar programas que dão vantagens em jogos.

O sistema é similar ao utilizado para a propagação de vírus de computador através de mídias removíveis como pen drives. Porém, ao invés de executar malwares, os mouse hacks executam os cheats e, assim como seus similares, também não deixam rastros aparentes após seu funcionamento.

Mouse hack ou macro?

Os mouse hacks são fundamentalmente distintos do macro. Na prática do macro, uma sequência de comandos (como mover o mouse para baixo a cada 0,02 segundos) é programada e executada ao apertar um botão. Já o mouse hack se trata de uma mídia removível implantada no mouse que executa hacks automaticamente, sem que seja necessário instalá-los no computador. Além disso, por serem elementos externos que são colocados dentro do mouse, nada impede que mouses com macro também recebam hacks.

Usar mouse hack é trapaça?

Sim. Os mouses hacks nada mais são do que uma forma de tentar esconder facilitadores que já são proibidos em torneios. Porém, por ser uma forma mais complexa e nem sempre tão clara de uso de hacks, a proibição se dá através de um caminho distinto.

Um dos melhores exemplos vem das regras da ESL Pro League. Na seção de “Penalidades”, as regras do torneio descrevem exemplos de cheats banidos, porém o último parágrafo estabelece que o rol de trapaças é exemplificativo e não taxativo: outras formas de cheats que eventualmente apareçam, como mouse hacks, serão punidas da mesma forma.

Regras da ESL Pro League: "O uso dos seguintes programas resultará em banimento por cheat: (...) Estes são apenas exemplos, outros programas ou métodos também poderão ser considerados cheats" — Foto: Reprodução/ESL Regras da ESL Pro League: "O uso dos seguintes programas resultará em banimento por cheat: (...) Estes são apenas exemplos, outros programas ou métodos também poderão ser considerados cheats" — Foto: Reprodução/ESL

Regras da ESL Pro League: "O uso dos seguintes programas resultará em banimento por cheat: (...) Estes são apenas exemplos, outros programas ou métodos também poderão ser considerados cheats" — Foto: Reprodução/ESL

Vale destacar também que não se pode usar mídias removíveis em LAN na ESL Pro League. O artigo 9.11 proíbe expressamente o uso de qualquer mídia removível, o que funciona como um veto indireto para o uso de mouse hacks, que nada mais são do que mídias removíveis implantadas nos mouses.

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