Por Paulo Alves, para o TechTudo

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Um ataque de grandes proporções que atinge roteadores da MikroTik para minerar criptomoedas não para de crescer. Um novo levantamento aponta que o número de aparelhos afetados já chega a 280 mil em todo o mundo, com o Brasil no topo da lista de países com mais vítimas. A quantidade é cerca de 64% maior desde que o problema foi identificado, em agosto.

De acordo com o especialista em segurança Troy Mursch, 3,7 mil dispositivos foram infectados apenas nos últimos dois dias. O golpe envolve o sequestro do poder de processamento dos computadores e da energia elétrica da residência da vítima para minerar a Monero, moeda que garante maior anonimato nas transações que o Bitcoin, por exemplo. Não há relatos sobre roubo de dados de usuários.

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Criminosos atacam mais de 280 mil roteadores para minerar criptomoedas — Foto: Divulgação/MikroTik Criminosos atacam mais de 280 mil roteadores para minerar criptomoedas — Foto: Divulgação/MikroTik

Criminosos atacam mais de 280 mil roteadores para minerar criptomoedas — Foto: Divulgação/MikroTik

Assim como há um mês, o ataque aproveita uma falha antiga presente em roteadores da MikroTik para instalar um código conhecido como CoinHive. Ao ser transmitido do roteador para o PC, a chave força o navegador do usuário a integrar uma rede de bots (botnet) responsável por minerar a criptomoeda. Ao contrário de ataques com ransomware, infecções com criptomineradores podem passar despercebidos no PC por muito tempo.

Dessa forma, os criminosos podem ter ganhos por um longo prazo sem precisar gastar com energia elétrica ou investir em infraestrutura. Segundo o site The Next Web, estima-se que o CoinHive renda cerca de US$ 250 mil (R$ 1,02 milhão) por mês, somados todos os PCs afetados. Uma fatia desconhecida desse valor é, portanto, gerada por roteadores infectados.

Usuários de dispositivos Wi-Fi da MikroTik devem atualizar o sistema do aparelho o mais rápido possível. Para isso, é preciso baixar o pacote manualmente no site da fabricante. Após a atualização, o dispositivo fica protegido do ataque e não apresenta mais riscos ao usuário.

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