Por Isabela Cabral, para o TechTudo


O crescimento das fake news em forma de texto, vídeos e fotos tem preocupado os brasileiros durante as eleições 2018. Entre as notícias falsas compartilhadas no WhatsApp e redes sociais, muitas vezes estão fotos modificadas em programas de edição. A proliferação de boatos e informações incorretas pode ser extremamente prejudicial, portanto, é importante aprender a verificar a autenticidade de imagens e denunciar.

Além disso, vale lembrar que uma foto verdadeira pode também ser utilizada fora de contexto, corroborando com uma mentira. Confira, na lista a seguir, cinco maneiras de descobrir se uma imagem sofreu alterações.

Veja dicas de como reconhecer fotos falsas e não cair em fake news — Foto: Divulgação/Facebook Veja dicas de como reconhecer fotos falsas e não cair em fake news — Foto: Divulgação/Facebook

Veja dicas de como reconhecer fotos falsas e não cair em fake news — Foto: Divulgação/Facebook

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1. Procure por inconsistências visíveis

O primeiro passo para saber se uma foto é fake é buscar sinais mais óbvios de manipulação na imagem. Objetos e pessoas com bordas irregulares ou muito precisas, iluminação e sombras incompatíveis e tamanhos que não batem com o resto da cena podem indicar que a foto foi editada. Foto em resolução muito baixa também não é bom indício, já que a intenção pode ter sido esconder vestígios.

É preciso ser cético. Se a imagem é polêmica ou traz uma grande revelação, especialmente sobre temas atuais na sociedade, há chances de que se trate de uma montagem. Desconfie e pesquise antes de compartilhar.

Foto editada mostra sinais de modificação — Foto: Reprodução/Reddit Foto editada mostra sinais de modificação — Foto: Reprodução/Reddit

Foto editada mostra sinais de modificação — Foto: Reprodução/Reddit

2. Faça uma busca reversa no Google

Uma das formas mais fáceis de verificar o “passado” de uma foto é a pesquisa reversa do Google. Na página de busca de imagens, clique no botão de câmera dentro da caixa de busca. Submeta então a imagem que desejar, por upload ou link, e o buscador exibirá resultados iguais ou semelhantes.

Desse modo, é possível encontrar a foto original ou versões distintas, além de saber quem mais já divulgou a imagem antes. Outra alternativa com a mesma função é o TinEye, serviço desenvolvido por uma empresa especializada em visão digital, reconhecimento de padrões, redes neurais e aprendizado de máquina.

Google permite busca reversa de imagens — Foto: Reprodução/Isabela Cabral Google permite busca reversa de imagens — Foto: Reprodução/Isabela Cabral

Google permite busca reversa de imagens — Foto: Reprodução/Isabela Cabral

3. Use ferramentas que detectam manipulações

Há uma técnica de diagnóstico de imagens chamada análise de nível de erro (ELA, na sigla em inglês), que ajuda a encontrar fragmentos adicionados por edição a uma imagem. A foto é processada comparando os níveis de erro de suas partes e, assim, aquelas que mostram diferenças significativas são destacadas. O site FotoForensics faz essa análise gratuitamente e também fornece outras informações, como metadados e o percentual de qualidade em que o arquivo foi salvo em relação a seu original.

Site FotoForensics ajuda a analisar imagens — Foto: Reprodução/Isabela Cabral Site FotoForensics ajuda a analisar imagens — Foto: Reprodução/Isabela Cabral

Site FotoForensics ajuda a analisar imagens — Foto: Reprodução/Isabela Cabral

4. Verifique os metadados

Os metadados são informações incorporadas ao arquivo de uma imagem. São dezenas de dados, incluindo o modelo da câmera fotográfica, o ISO, a velocidade do obturador, o zoom e às vezes até a data e o local em que a foto foi tirada, além dos softwares que a processaram. Alguns sites permitem visualizar esses metadados facilmente, como o FindExif (findexif.com), o ExifData (exifdata.com) e o Metapicz (metapicz.com).

Quando uma foto passa por uma ferramenta de edição, partes dos metadados podem ser retiradas ou adicionadas. A ausência de dados, muitas vezes, indica alterações, mas não é uma certeza. Já se as informações da câmera de origem estiverem intactas costuma ser um bom sinal.

Metadados revelam informações sobre fotografias — Foto: Reprodução/Isabela Cabral Metadados revelam informações sobre fotografias — Foto: Reprodução/Isabela Cabral

Metadados revelam informações sobre fotografias — Foto: Reprodução/Isabela Cabral

A presença de "Photoshop" ou outro programa do gênero na lista pode ou não ter relevância, já que o editor pode ter feito apenas ajustes básicos, como no tamanho e na coloração. Outro ponto a ser considerado é a data, que pode se referir a quando a fotografia foi feita ou ao momento em que o arquivo foi modificado e salvo.

5. Confira o local onde a foto foi feita

Dependendo do assunto da foto, saber onde e quando ela foi capturada e compará-la ao local usando outras fontes pode ser útil. Às vezes, o lugar é reconhecível, então a informação é óbvia. Se não for o caso, conforme mencionado anteriormente, os metadados podem incluir a localização. Mas, se você não der essa sorte, será necessário examinar os detalhes da imagem.

Placas, condições meteorológicas, paisagem, roupas, anúncios, edifícios, lojas. Tudo isso pode ajudar a determinar o local e, em alguns casos, ser uma prova de falsificação. Para investigar o lugar onde a foto supostamente foi feita, use o Google Maps, que contém imagens do mundo todo, e o Geofeedia (geofeedia.com), uma plataforma que reúne fotos de diversas redes sociais por localização geográfica. Tenha sempre atenção, porém, para a compatibilidade das datas.

É possível ver fotos por localização no Google Maps — Foto: Reprodução/Isabela Cabral É possível ver fotos por localização no Google Maps — Foto: Reprodução/Isabela Cabral

É possível ver fotos por localização no Google Maps — Foto: Reprodução/Isabela Cabral

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