Por Diego Borges, da BGS 2018

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O Razer Nari Ultimate é um headset que traz uma proposta ousada aos games: transformar o som em estímulos táteis. Em outras palavras, o modelo faz com que tiros, golpes e arrancadas produzam uma vibração em seus ouvidos junto ao áudio normal dos efeitos.

Desenvolvido em parceria com a empresa alemã Lofelt, o modelo é o primeiro headset háptico do mundo, com a inédita tecnologia Razer Hypersense, que transforma o som em estímulos táteis. O TechTudo testou a novidade que está exposta na BGS 2018 e traz, a seguir, as primeiras impressões. A previsão é de que o Nari Ultimate chegue às lojas do Brasil em novembro com o preço de R$ 1.599.

Headset Razer Nari entrega som de qualidade para jogar — Foto: Diego Borges/TechTudo Headset Razer Nari entrega som de qualidade para jogar — Foto: Diego Borges/TechTudo

Headset Razer Nari entrega som de qualidade para jogar — Foto: Diego Borges/TechTudo

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"Tremendo batidão"

A letra do popular funk cai como uma luva para definir a sensação de usar o Razer Nari Ultimate. É um tanto estranho ter sons e vibrações em seu ouvido durante, por exemplo, uma partida intensa de Overwatch. Entretanto, aos poucos, é possível se acostumar e pensar: como não fizeram isso antes?

Os primeiros momentos com o headset foram suáveis, com a seleção de personagens do FPS da Blizzard fazendo apenas pequenas vibrações nas orelhas. No começo do jogo, a função pareceu ser apenas desnecessária. Depois disso, com o game rolando e os tiroteios se intensificando, os ouvidos percebiam cada vez mais as vibrações.

O sentimento de ser um recurso supérfluo vai embora junto com uma saraivada de disparos, em que os sons não conseguem alertar do perigo – mas o tato, sim. Em outras palavras, como Overwatch proporciona muitas ações ao mesmo tempo, apenas o áudio não é suficiente para saber se o jogador é o alvo do momento – por isso, as vibrações são muito úteis nessa tarefa. Elas alarmaram do perigo no tempo certo para fugir do abate eminente.

A vibração do acessório ajudou bastante ao jogar Overwatch — Foto: Diego Borges/TechTudo A vibração do acessório ajudou bastante ao jogar Overwatch — Foto: Diego Borges/TechTudo

A vibração do acessório ajudou bastante ao jogar Overwatch — Foto: Diego Borges/TechTudo

Uma pena que o teste tenha sido limitado a um FPS. Seria interessante descobrir como é a sensação dessa vibração em games de luta e, principalmente, de corrida.

Design leve e conexão via Bluetooth

Ao contrário de boa parte dos modelos gigantescos dos headsets atuais, o Razer Nari Ultimate traz uma composição simples que agrada. Além de muito confortável no encaixe do arco com os ouvidos, o peso do modelo é bem leve, mesmo com o sistema de vibração implementado.

Outro recurso que facilita é a sua conexão via Bluetooth. O teste não durou muitas horas, por isso não foi possível estipular o quanto sua bateria aguenta em uso intenso. Apesar disso, é possível prever que, com as opções de vibração ligadas, o tempo de duração da carga seja menor do que os outros modelos com a mesma conexão.

Com design interessante, o headset também pode ser usado no dia a dia — Foto: Diego Borges/TechTudo Com design interessante, o headset também pode ser usado no dia a dia — Foto: Diego Borges/TechTudo

Com design interessante, o headset também pode ser usado no dia a dia — Foto: Diego Borges/TechTudo

No fim das contas, a conclusão é que o ditado de "nunca julgar um livro pela capa" faz sentido até com fones de ouvido. O recurso de vibração, que inicialmente aparentava ser desnecessário, é uma boa opção para quem busca não apenas qualidade de áudio, mas também uma boa imersão e precisão nas horas de jogatina. Solta o batidão!

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