Por Filipe Garrett, para o TechTudo


A LG com o V40 ThinQ e a Samsung com o Galaxy A7 se unem à Huawei com o P20 Pro no nicho de smartphones com sistemas de câmeras triplas. A solução que envolve múltiplos sensores de imagens, cada um com sua lente, e exige poder de processamento para a criação de fotos de maior qualidade, pode virar a nova grande tendência em termos dos lançamentos mais aguardados de 2019, segundo os primeiros rumores. A seguir, você vai entender porque as três câmeras tem conquistado espaço e saber quais são suas vantagens.

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Por que mais de uma câmera?

LG V40 ThinQ embarca na nova febre das câmeras triplas — Foto: Divulgação/LG LG V40 ThinQ embarca na nova febre das câmeras triplas — Foto: Divulgação/LG

LG V40 ThinQ embarca na nova febre das câmeras triplas — Foto: Divulgação/LG

Independente da quantidade de câmeras – duas, três ou até quatro, como se ventila em rumores a respeito de novos Galaxy – a ideia é sempre a mesma: contornar as limitações que lentes muito pequenas oferecem a smartphones.

Ao contrário de câmeras grandes, com lentes maiores e que podem ser trocadas, o celular precisa usar basicamente o mesmo conjunto ótico. Isso significa que uma câmera simples nunca poderá ser boa em tudo: se ela usar uma lente na medida para pegar objetos próximos, será ruim para imagens em movimento. Se tiver uma lente boa para aproximar o que está longe, o problema passa a ser baixa performance em ambientes de baixa luminosidade. No resumo, cada lente assume um conjunto de vantagens, mas também uma série de desvantagens.

Ao usar mais de uma câmera e mais de uma lente, o fabricante passa a abraçar uma maior variedade de cenários, dispondo de câmeras mais eficientes para situações diversas. Soma-se a isso o crescente poderio de processamento dos celulares, que passam a ser capazes de fundir imagens das múltiplas lentes criando composições de alta qualidade, e fica fácil entender qual é a ideia por trás da multiplicação das câmeras.

Em princípio, a ideia central por trás de duas, três ou mais câmeras está nesse ponto: mais lentes para mais situações e capacidade de criar imagens de alta qualidade a partir da composição de várias fotos numa só. Mas há ainda outras abordagens.

O Huawei P20 Pro como exemplo

Huawei P20 Pro superou expectativas e virou líder de ranking das melhores câmeras em celulares — Foto: Divulgação/Huawei Huawei P20 Pro superou expectativas e virou líder de ranking das melhores câmeras em celulares — Foto: Divulgação/Huawei

Huawei P20 Pro superou expectativas e virou líder de ranking das melhores câmeras em celulares — Foto: Divulgação/Huawei

O P20 Pro foi o primeiro smartphone a adotar essa solução de três câmeras e é um bom exemplo para entender como tudo funciona e quais as vantagens de várias câmeras num único celular.

O principal sensor fica no meio do conjunto e tem 40 megapixels de resolução. Esse sensor é acoplado a uma lente com abertura focal de f/1.8 e distância focal de 28 mm, que é a distância padrão para uma lente mais aberta.

Há ainda uma câmera monocromática 20 megapixels com f/1.6, o que significa maior capacidade de absorção de luz em detrimento da distância focal. E, por fim, um sensor de 8 megapixels acoplado a uma lente teleobjetiva mais fechada a f/2.4, essencial para zoom e para compor imagens a grandes distâncias: como fotografar animais ou detalhes distantes de você.

Essa combinação é bastante poderosa e alçou o P20 Pro na liderança de rankings de qualidade quando o assunto é fotografia.

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O único Galaxy com trio de câmeras até o momento, o A7, não deve, no entanto, ameaçar a posição do P20 Pro. No Samsung, que é um lançamento intermediário, as câmeras são mais simples: uma de 24 megapixels com abertura f/1.7, outra em 8 MP com lente grande-angular (f/2.4), e uma unidade de 5 MP, com lente teleobjetiva de f/2.2, usada para a percepção de profundidade.

A câmera monocromática, que captura imagens basicamente em preto e branco, é usada em conjunto com a câmera de 40 megapixels para compor imagens com mais contraste e informações mais precisas de profundidade de cor. O processador do celular, por fim, processa as imagens e combina os resultados para garantir fotos com HDR de alta qualidade.

A teleobjetiva entra em cena para oferecer zoom que, nas contas da Huawei, aumenta objetos em cinco vezes sem causar distorção – número alto para câmeras minúsculas em celulares, além de ser peça indispensável na percepção de profundidade usada na criação de imagens com o chamado efeito bokeh.

Diferentes estratégias, diferentes resultados

Samsung adotou as três câmeras no novo Galaxy A7 — Foto: Divulgação/Samsung Samsung adotou as três câmeras no novo Galaxy A7 — Foto: Divulgação/Samsung

Samsung adotou as três câmeras no novo Galaxy A7 — Foto: Divulgação/Samsung

O P20 Pro é só um exemplo e não é a medida de todas as coisas quando o assunto são câmeras triplas em celulares. Seu conjunto de sensores, de 40, 20 e 8 megapixels, não foi repetido até aqui, assim como as medidas exatas de suas lentes e a combinação de câmeras coloridas com monocromáticas também não é universal entre os fabricantes.

Isso ocorre por conta de algo que tocamos lá atrás: qualquer combinação de câmera e lente é, em si, optar por alguns pontos fortes em favor de outros pontos fracos. Não existe, sobretudo no tamanho cada vez mais espremido dos celulares, espaço para uma solução que abrace todas as situações.

Por conta disso, Huawei, Samsung, LG, e qualquer outro fabricante que resolver embarcar na tendência das câmeras triplas o fará equilibrando uma equação que visa atender soluções para problemas recorrentes dos usuários, como performance em ambientes pouco iluminados e capacidade de zoom, tudo isso garantindo também qualidade de imagem, cor e HDR, e menor produção de ruído, por exemplo.

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