Por Thomas Schulze, para o TechTudo


The Legend of Zelda: Ocarina of Time é um dos principais jogos da história. Lançado originalmente para Nintendo 64 em 21 de novembro de 1998, o jogo foi aclamado por público e crítica e marcou época com suas inovações de gameplay e narrativa. Veja, a seguir, dez motivos que o tornam um clássico absoluto dos videogames.

Uma equipe genial

Em sua história centenária, a Nintendo empregou os nomes de maior peso, tradição e genialidade do mercado de videogames. O time responsável por Ocarina of Time, por exemplo, é uma rara e invejável reunião de talentos.

Shigeru Miyamoto comandou o projeto — Foto: Divulgação/Nintendo Shigeru Miyamoto comandou o projeto — Foto: Divulgação/Nintendo

Shigeru Miyamoto comandou o projeto — Foto: Divulgação/Nintendo

Sob a produção e direção de Shigeru Miyamoto, a equipe da Nintendo EAD ainda contava com Eiji Aonuma, o futuro diretor da franquia, e Yoshiaki Koizumi, que viria a produzir Super Mario Odyssey no Nintendo Switch.

Z Target

Entre as numerosas inovações de gameplay apresentadas em Ocarina of Time, o maior destaque certamente fica com o sistema de trava de mira, então conhecido com “Z Targetting” (algo como “mirando com o botão Z”).

O Z target permite travar a mira — Foto: Reprodução/Thomas Schulze O Z target permite travar a mira — Foto: Reprodução/Thomas Schulze

O Z target permite travar a mira — Foto: Reprodução/Thomas Schulze

Ao segurar o botão Z na parte de trás do joystick do Nintendo 64 era possível travar a mira em um inimigo específico. O sistema fez tanto sucesso que foi e continua sendo amplamente copiado até hoje nos jogos de ação tridimensionais.

Botões contextuais

Outra tendência de jogabilidade popularizada por Ocarina of Time foram os botões sensíveis ao contexto, ou seja, que podem realizar diferentes ações dependendo dos objetos ao redor do jogador.

Os botões são sensíveis ao contexto em Ocarina of Time — Foto: Divulgação/Nintendo Os botões são sensíveis ao contexto em Ocarina of Time — Foto: Divulgação/Nintendo

Os botões são sensíveis ao contexto em Ocarina of Time — Foto: Divulgação/Nintendo

Essa ideia também foi amplamente copiada em praticamente todos os jogos de aventura 3D lançados nas gerações seguintes, permitindo que um mesmo botão sirva para pegar itens, conversar com personagens, pular ou atacar, dependendo do ambiente e momento.

Unanimidade crítica

Em 1998 o jornalismo de videogames ainda encontrava sua principal voz nas revistas especializadas, e Ocarina of Time conquistou um feito notável: por todo o planeta, as principais revistas publicaram reviews com a nota máxima, várias delas dando a primeira nota 10 de sua história.

O jogo foi aclamado pela crítica — Foto: Reprodução/Thomas Schulze O jogo foi aclamado pela crítica — Foto: Reprodução/Thomas Schulze

O jogo foi aclamado pela crítica — Foto: Reprodução/Thomas Schulze

As então bastante exigentes Electronic Gaming Monthly (maior revista dos EUA), Famitsu (Japão) e Edge (Inglaterra) celebraram o jogo com a pontuação máxima. Até hoje, ao abrir o agregador de reviews Metacritic, é possível encontrar Ocarina of Time com a média 99, uma das maiores da plataforma.

Personagens inesquecíveis

Embora Link protagonize todos os principais jogos da série The Legend of Zelda, cada jornada por Hyrule ou pelos demais reinos da franquia é repleta de pessoas e animais interessantes para conhecer.

Darunia e os outros Sages figuram entre os melhores personagens da série — Foto: Divulgação/Nintendo Darunia e os outros Sages figuram entre os melhores personagens da série — Foto: Divulgação/Nintendo

Darunia e os outros Sages figuram entre os melhores personagens da série — Foto: Divulgação/Nintendo

Com foco nos sete Sages (sábios) que o Herói do Tempo conhece pelo caminho, Ocarina consegue trabalhar bem seus personagens de maior destaque, como Darunia, Ruto e Saria, mas também apresenta NPCs charmosos como a turma do Rancho LonLon e a Grande Árvore Deku.

O maior mundo da época

Desde os tempos do NES, a franquia The Legend of Zelda se esforça para criar mundos gigantescos e imersivos, repletos de enigmas e locações variadas. Graças ao poder de hardware do Nintendo 64, a Nintendo conseguiu criar o maior mundo já visto nos videogames.

O mundo de Ocarina of Time apresentou um tamanho sem precedentes — Foto: Divulgação/Nintendo O mundo de Ocarina of Time apresentou um tamanho sem precedentes — Foto: Divulgação/Nintendo

O mundo de Ocarina of Time apresentou um tamanho sem precedentes — Foto: Divulgação/Nintendo

A área inicial do jogo, a floresta Kokiri, já parecia enorme por si só, mas o jogo revelava seu verdadeiro escopo assim que o jogador saía dela e entrava nos campos verdejantes de Hyrule, que dava acesso a várias novas áreas para explorar, com direito a passeios na égua Epona para tornar tudo ainda mais legal.

Edição de colecionador

Apesar de parecer um quesito fútil, quem jogava videogames em 1998 deve lembrar com bastante carinho da edição de colecionador nacional, disponibilizada pela Gradiente, então distribuidora oficial da Nintendo no Brasil.

A Gradiente lançou uma edição exclusiva com guia de jogo no Brasil — Foto: Reprodução/Thomas Schulze A Gradiente lançou uma edição exclusiva com guia de jogo no Brasil — Foto: Reprodução/Thomas Schulze

A Gradiente lançou uma edição exclusiva com guia de jogo no Brasil — Foto: Reprodução/Thomas Schulze

O jogo era acompanhado de uma caixa gigantesca, com quase o triplo do tamanho de uma caixa normal de jogos da época, e trazia incluso um guia de jogo bem detalhado, além de uma versão dourada do cartucho.

Trilha sonora lendária

A franquia sempre contou com melodias incríveis e marcantes, mas Ocarina of Time conseguir ir um pouco além: o compositor Koji Kondo, principal músico da Nintendo e também responsável pela trilha da série Mario Bros., bolou músicas e efeitos sonoros que foram utilizados em todos os jogos posteriores, de Majora’s Mask a Breath of the Wild.

Koji Kondo (à direita) compôs as músicas do jogo — Foto: Divulgação/Nintendo Koji Kondo (à direita) compôs as músicas do jogo — Foto: Divulgação/Nintendo

Koji Kondo (à direita) compôs as músicas do jogo — Foto: Divulgação/Nintendo

Foi nesse jogo que surgiu a marcante e emocionante melodia da família Real de Hyrule, por exemplo. Não por acaso, a trilha do jogo costuma ser bastante tocada em eventos de músicas videogame mundo afora.

Todos amam a Ocarina

O objeto que dá título ao jogo naturalmente exerce um grande impacto tanto na trama como na jogabilidade de Ocarina of Time. Além de ser responsável por todos os eventos da narrativa, a Ocarina é muito divertida e possui mecânicas próprias.

Tocar ocarina era uma mecânica divertida e interessante — Foto: Divulgação / Nintendo Tocar ocarina era uma mecânica divertida e interessante — Foto: Divulgação / Nintendo

Tocar ocarina era uma mecânica divertida e interessante — Foto: Divulgação / Nintendo

Com um uso inteligente do controle do Nintendo 64 é possível usar a ocarina do jogo para tocar músicas de verdade, já que ela conta com uma escala completa de notas musicais. Até as revistas de videogame da época ensinavam dicas para aprender a tocar músicas de filmes famosos, como Jurassic Park, Star Wars e muitos outros.

Relançamentos

Como todo clássico que se preza, Ocarina of Time teve sua longevidade esticada graças a relançamentos em diferentes plataformas. Com o Virtual Console, a Nintendo disponibilizou o jogo para donos de Nintendo Wii e Wii U em sua versão original.

A versão 3D para Nintendo 3DS modernizou bem o clássico — Foto: Divulgação/Nintendo A versão 3D para Nintendo 3DS modernizou bem o clássico — Foto: Divulgação/Nintendo

A versão 3D para Nintendo 3DS modernizou bem o clássico — Foto: Divulgação/Nintendo

Já o Nintendo 3DS recebeu a “versão definitiva” do jogo, graças ao belo remake produzido pela Greezo. Os controles foram otimizados e adaptados para a tela de toque do console, o que facilitou bastante a troca de itens e, com isso, melhorou bastante o design do infame Templo da Água, um dos poucos pontos controversos de Ocarina of Time.

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