Celulares

Por Bruno De Blasi, da redação


Quase três meses após o retorno ao Brasil, a fabricante de celulares Blu retirou o nome "Vivo" dos produtos lançados no país. Eles passam a se chamar Blu V XI e Blu V XI Plus. A decisão foi tomada devido a “oposições” criadas pela operadora Vivo, de acordo com nota enviada pela Blu. O Grupo Telefônica declarou por meio de nota ser “a única empresa que pode utilizá-la [a marca Vivo] comercialmente”, sem responder aos questionamentos do TechTudo sobre uma eventual disputa na Justiça.

Apesar da mudança, a empresa norte-americana informa que o posicionamento não afeta outros países da América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia. A nova polêmica marca a trajetória da empresa, que adota postura diferente das demais marcas estabelecidas no país: os telefones são importados e não há rede física de assistência técnica.

Blu V XI Plus tem nome alterado; celular repete visual do iPhone X — Foto: Thássius Veloso / TechTudo Blu V XI Plus tem nome alterado; celular repete visual do iPhone X — Foto: Thássius Veloso / TechTudo

Blu V XI Plus tem nome alterado; celular repete visual do iPhone X — Foto: Thássius Veloso / TechTudo

A decisão foi comunicada nesta terça-feira (20). Segundo a fabricante norte-americana, os smartphones passam a se chamar Blu V XI e Blu V XI Plus em território nacional, em vez de Blu Vivo XI e Blu Vivo XI Plus. A medida afeta apenas o nome dos smartphones. As respectivas fichas técnicas permanecem inalteradas.

A marca voltou a operar no mercado nacional em setembro de 2018, com o lançamento do Blu V XI Plus. Com visual do iPhone X – tela de 6,2 polegadas com o polêmico recorte –, o smartphone desembarcou com preço sugerido de R$ 1.299. A ficha técnica conta com processador MediaTek Helio P60, memória RAM de 4 GB e armazenamento de 64 GB.

Em outubro, a Blu também anunciou o Blu V XI no país. Mais simples, o celular repete o mesmo design, com ficha técnica mais simples. O smartphone está disponível no comércio nacional com preço sugerido de R$ 899.

A empresa chamou a atenção por fazer a importação de celulares, em vez da fabricação em território nacional. O motivo seria reduzir custos. Na ocasião, o CEO Samuel Ohev-Zion disse o seguinte: “O custo de fabricação no Brasil com terceiros é muito alto, e o investimento em construir nossa própria fábrica é uma possibilidade, mas somente no futuro, uma vez que tenhamos aumentado nosso volume”.

Também há novidades em relação à assistência técnica. A Blu não conta com rede física de lojas e centros de reparo. Em vez disso, a companhia pede que consumidores enviem pelos correios os produtos defeituosos, com a promessa de trocar o smartphone por um aparelho novo.

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