Celulares

Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Celulares com telas dobráveis já são realidade. O primeiro celular com a ideia, o Royole FlexPai, apareceu antes da tela dobrável da Samsung. Apesar de trazer apenas um protótipo com a nova tela Infinity Flex Display, a fabricante sul coreana demonstrou a sua nova tecnologia em 7 de novembro – o telefone, segundo rumores, deve custar US$ 1.770 (cerca de R$ 6.690 em conversão direta). Além das duas marcas, a Huawei também tem planos para lançar o seu dispositivo flexível em 2019. Confira, nas linhas a seguir, a promessa que pode mudar o futuro dos smartphones.

Samsung apresentou tela dobrável em um protótipo; tecnologia deve chegar ao consumidor em 2019 — Foto: Reprodução/YouTube

Como funciona a tela do futuro Galaxy F

As telas dobráveis apresentadas até o momento são funcionais, porém, menos ambiciosas do que as primeiras sugestões da tecnologia há alguns anos. Nos dois casos, Samsung e Royole mostraram dispositivos que dobram em apenas em um único ponto e eixo, capazes de alternar o tamanho do celular de acordo com o gosto do usuário.

No caso da Samsung, o design permite que o smartphone transite entre dois formatos de tela diferentes. m primeiro momento, o painel é estreito e se parece com qualquer celular. Noutro, com o smartphone "aberto", o display se expande e assume as dimensões de um tablet, o que possibilita o uso de mais de um app ao mesmo tempo.

Celular com tela dobrável da Samsung traz dois displays — Foto: Divulgação/Samsung

A tela com tamanho de celular ocupa a parte frontal do aparelho quando dobrado. No verso, dobrada como se fosse uma carteira, o outro display fica desativado e entra em operação apenas quando o usuário “abre” o dispositivo.

A abordagem da Royole, porém, é diferente. O FlexPai tem apenas uma tela, apesar de trazer o mesmo design de carteira.

FlexPai tem tela única de 7,8 polegadas — Foto: Divulgação/Royole

Poucos fatos e alguns boatos

Embora as duas telas dobráveis demonstradas até aqui sejam funcionais, há inúmeras questões ainda não respondidas pelas fabricantes. A Samsung, por exemplo, se limitou a mostrar um protótipo que, distante destinado ao consumidor, foi revelado em um palco envolvido na penumbra.

Entre as lacunas a preencher sobre os celulares dobráveis, estão questões práticas do hardware: o processo continuo de dobra produz desgaste no display? Quais são os verdadeiros riscos? Segundo a Royole, a sua tecnologia sobrevive a 200 mil acionamentos.

Embora tenha sido muito econômica a respeito das características da novidade, a Samsung divulgou alguns dados importantes, segundo o site especializado SamMobile. O primeiro deles é que a tela no modo celular tem 4,6 polegadas em aspecto 21:9 – muito mais estreito que qualquer aparelho no mercado atualmente –, o que pode ser desconfortável para jogos, vídeos e apps mais tradicionais.

Nesse modo, a tela teria uma resolução de 1960 x 840 pixels, totalizando uma densidade de 420 pixels por polegada (ppi). Estendido, o display assumiria 7,3 polegadas e cobriria 2152 x 1536 pixels, no formato 4,2:3.

São valores parecidos com os do FlexPai. Nesse dispositivo, a tela desdobrada chega a 7,8 polegadas e em formato 4:3 – mais quadrado, ele é o mesmo usado nas TVs mais antigas.

Samsung apresenta tecnologia Infinity Flex Display — Foto: Reprodução/YouTube

Dúvidas sobre a ompatibilidade

Um dispositivo que transita entre essas duas formas e oferece, na prática, duas experiências de uso completamente diferentes, pode trazer desafios significativos para os desenvolvedores. Ciente disso, a Samsung vem trabalhando com o Google para que o suporte à tecnologia esteja integrado no Android assim como nos celulares atuais.

Até o momento, a grande novidade é que o sistema poderá exibir três apps em uso ao mesmo tempo, ao contrário da atualidade, que só permite até dois aplicativos.

Mas a integração com o sistema operacional pode não ser suficiente para prevenir que uma tela flexível não comprometa a experiência de uso. No fim das contas, caberá aos desenvolvedores a adaptar os seus aplicativos para garantir que eles funcionem de forma integrada ao novo formato.

Via SamMobile (1 e 2), Samsung, The Verge (1 e 2), Mashable, Bloomberg

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