Por Filipe Garrett, para o TechTudo


A empresa responsável pelos vidros Gorilla Glass que revestem boa parte dos smartphones do mercado já trabalha em materiais flexíveis para serem usados nos celulares dobráveis. Em entrevista ao portal Cnet, a Corning fez demonstração de compostos ainda em estudos, mas que oferecem as características necessárias para proteger os smartphones do futuro a partir do ano que vem.

Telas dobráveis devem virar a nova moda da indústria de smartphones. Entretanto, os primeiros dispositivos com essa característica deverão ter revestimento de plástico, polímeros e outros materiais, em vez de vidro.

Corning trabalha em versão flexível do Gorilla Glass com espessura inferior a um fio de cabelo — Foto: Reprodução/YouTube Corning trabalha em versão flexível do Gorilla Glass com espessura inferior a um fio de cabelo — Foto: Reprodução/YouTube

Corning trabalha em versão flexível do Gorilla Glass com espessura inferior a um fio de cabelo — Foto: Reprodução/YouTube

Os especialistas da Corning citaram a espessura como o grande desafio do vidro dobrável: quanto mais espesso, também mais rígido e inflexível se torna o vidro. Espessuras na faixa de 0,1 mm são necessárias para que o material possa flexionar e dobrar sobre si mesmo, algo que, somado ao que o consumidor já espera de uma tela de celular – resistência contra impactos e riscos – ajuda a explicar porque, no momento, o vidro da Corning ainda está em desenvolvimento.

O protótipo dobrou como uma folha de papel num raio de 5 milímetros, tudo sem perder a resistência do vidro. Os especialistas da Corning explicaram ainda que já pesquisam vidros mais finos que um fio de cabelo humano como alternativa para aparelhos dobráveis do futuro.

A falta de um Gorilla Glass dobrável no mercado abre espaço para que os primeiros celulares dobráveis recorram a outras opções. O chinês FlexPai, por exemplo, usará plástico para revestir a tela flexível, solução parecida com o que se acredita ser o material usado pela Samsung no dobrável revelado há algumas semanas: um polímero industrial usado na fabricação de placas e circuitos eletrônicos deverá cobrir a tela do Galaxy Flex.

Celular dobrável da Samsung usará polímero poliimida; FlexPai tem tela revestida de plástico — Foto: Reprodução/YouTube Celular dobrável da Samsung usará polímero poliimida; FlexPai tem tela revestida de plástico — Foto: Reprodução/YouTube

Celular dobrável da Samsung usará polímero poliimida; FlexPai tem tela revestida de plástico — Foto: Reprodução/YouTube

A Corning aposta no longo prazo: acredita que será necessário um intervalo de tempo para que a própria indústria e os consumidores definam os padrões de design e de uso de celulares dobráveis.

Quando isso acontecer, com um produto pronto, os criadores do Gorilla Glass acreditam que pesará a favor da empresa as vantagens inerentes ao vidro, como resistência a riscos e descoloração, além da inexistência de marcas que podem surgir no plástico depois de muitas dobras.

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