Por Filipe Garrett, para o TechTudo


O TrueDepth é a tecnologia da Apple para reconhecimento facial no iPhone X, iPhone XS, iPhone XS Max e iPhone XR. Responsável pelo funcionamento do Face ID e dos famosos Animojis, o recurso possui uma série de sensores diferentes para que o rosto do usuário seja detectável mesmo com pouca luz e com segurança, a fim de impedir tentativas de enganar o sistema com fotos ou máscaras. Confira, a seguir, como a tecnologia funciona e como ela pode facilitar a vida dos consumidores dos novos iPhones.

TrueDepth: conheça a tecnologia de reconhecimento facial da Apple — Foto: Luciana Maline/TechTudo TrueDepth: conheça a tecnologia de reconhecimento facial da Apple — Foto: Luciana Maline/TechTudo

TrueDepth: conheça a tecnologia de reconhecimento facial da Apple — Foto: Luciana Maline/TechTudo

O TrueDepth é o conjunto de sensores que são usados nos iPhones e iPad Pro (2018) para criar modelos tridimensionais do rosto do usuário a partir da câmera de selfie dos dispositivos. Ele é responsável pela autenticação do aparelho, com o Face ID, e também é aplicado em outros recursos, como os Animojis e Memojis. Dessa forma, o usuário pode desbloquear o celular sem digitar a senha ou utilizar a própria digital, e, até mesmo, "brincar" com emojis em 3D pelo iMessage e FaceTime.

Para ser utilizado, basta o usuário posicionar o celular em frente ao rosto. Depois, automaticamente, o sistema irá autenticar as credenciais a partir dos detalhes do rosto e liberar as informações protegidas por senha.

O funcionamento se dá por um conjunto de componentes interligados à câmera de selfies. São eles a câmera infravermelha, que lê mais de 30 mil pontos para reconhecer o rosto do usuário, o emissor de luz, para detectar a face mesmo no escuro, e o projetor de pontos. Juntos, eles são responsáveis por autenticar a biometria com segurança.

Tecnologia TrueDepth envolve conjunto de sensores que detectam profundidade, luz e movimento  — Foto: Divulgação/Apple Tecnologia TrueDepth envolve conjunto de sensores que detectam profundidade, luz e movimento  — Foto: Divulgação/Apple

Tecnologia TrueDepth envolve conjunto de sensores que detectam profundidade, luz e movimento — Foto: Divulgação/Apple

Mais segurança

Do iPhone X em diante, a Apple passou a apostar todas as suas fichas no Face ID, ao deixar o Touch ID e o clássico botão Home de lado. Atualmente, além das tradicionais senhas, este é o único método de autenticação biométrica nos atuais iPhones, o que requer mais precisão e segurança por conta do Apple Pay, compra em apps, entre outros casos.

Além dos sensores, o recurso trabalha em conjunto com o Secure Enclave (chip de segurança da Apple) e o Neural Engine dos processadores atuais da marca. Com isso, segundo a Apple, o Face ID é a forma de autenticação facial mais segura do mercado.

O Face ID também tem a promessa de que não será enganado por uma fotografia. Mas e se alguém usar uma máscara bem precisa, que imite o seu rosto?

Para evitar que algo assim engane o Face ID, a Apple usa um conjunto de técnicas que reconhece 50 traços e movimentos do seu rosto. Isolados, esses traços dão margem para que o sistema detecte elementos específicos da sua face e que não são facilmente reproduzidos por uma máscara, por exemplo.

Outro desdobramento desse recurso está na percepção de alteração do rosto. Ainda de acordo com a fabricante, a tecnologia se adapta de acordo com os traços do usuário. Dessa forma, é possível utilizar o Face ID mesmo quando o proprietário está usando um chapéu ou óculos escuros, diferentemente de outras soluções, como o do Zenfone 5 (2018).

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