Por Isabela Cabral, para o TechTudo


A Elowan é uma planta-robô desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). A criação é uma forma de vida cibernética: uma planta conectada a uma máquina que capta seus sinais elétricos naturais para agir. O experimento é parte do projeto Botânica Ciborgue, da universidade americana, e tem como objetivo demonstrar as possibilidades de expansão tecnológica da natureza.

Os movimentos são controlados pelo próprio vegetal, que passa por situações de mudança de luz, gravidade, temperatura, ferimentos, estímulos mecânicos, entre outras condições. A partir daí, a planta conduz sinais entre seus tecidos, linguagem que é captada pela interface artificial da Elowan.

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Planta-robô desenvolvida no MIT se movimenta a partir de sinais elétricos naturais — Foto: Divulgação / MIT Media Lab Planta-robô desenvolvida no MIT se movimenta a partir de sinais elétricos naturais — Foto: Divulgação / MIT Media Lab

Planta-robô desenvolvida no MIT se movimenta a partir de sinais elétricos naturais — Foto: Divulgação / MIT Media Lab

Os eletrodos são inseridos no caule, nas folhas e na terra onde a planta se encontra. Fracos, os sinais recebidos são amplificados para ativar as movimentações nas direções corretas. Desse modo, eles provocam variações fisiológicas como crescimento, respiração e absorção de umidade. Os cientistas esperam estender ainda mais essa dinâmica, fornecendo nutrição, estruturas de crescimento e novos mecanismos de defesa para os vegetais em teste.

Plantas como sensores

A ideia da planta-robô parte do princípio de que esses vegetais são uma espécie de eletrônico natural. Em qualquer dispositivo interativo há dois componentes principais: um sensor (input) e uma saída que exibe feedback (output). Tais funções são cumpridas normalmente por eletrônicos artificiais, mas o que os pesquisadores notaram é que as plantas têm essas capacidades inerentes. Elas sentem e se manifestam, além de serem organismos auto-alimentados, auto-regeneradores e auto-fabricáveis. Portanto, podem vir a ser o melhor “eletrônico” possível.

Aplicações

O uso de plantas como sensores de luz indica como elas poderiam servir de plataformas sensoriais, aproveitadas em equipamentos físicos ou para fins de interação. Seriam possíveis, por exemplo, aplicações como a detecção de um ambiente por meio de sinais de plantas ou árvores e o roteamento desses sinais através de dispositivos interativos. Além disso, as plantas poderiam ser utilizadas para monitorar a própria saúde, cronometrar mudanças no ambiente ou até para dar origem a novos aparelhos interativos orgânicos.

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