Placas

Por Mathias Felipe*, para o TechTudo


A presença de uma placa de vídeo dedicada no hardware de um notebook pode ou não ser necessária. Dependendo da finalidade dada ao dispositivo, o usuário não deve ter uma experiência inferior com chip integrado. No entanto se a ideia é usar o computador para jogos ou edição de vídeo, vale a pena buscar uma opção com GPU poderosa.

Pensando nisso, o TechTudo reuniu algumas informações sobre as placas de vídeo onboard e offboard para ajudar na hora de escolher qual tipo de processamento gráfico é o melhor para você.

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À esquerda, o espaço ocupado por GPU, memória RAM e o processador. À direita, o novo chip de oitava geração da Intel, capaz de integrar todos esses componentes — Foto: Divulgação/Intel

Placa de vídeo integrada

Mesmo sendo integrados à CPU, os gráficos oferecidos pelas placas de vídeo onboard não deixam a desejar, dependendo da tarefa. As GPUs podem alimentar monitores de resolução 4K e até mais de um display externo Full HD sem exigir tanto do computador, sendo uma boa opção para o dia a dia.

Grande parte dos notebooks modernos equipados com processadores Intel Core da série i (i3, i5, i7 ou i9) trazem uma placa Intel HD Graphics integrada. Para usar o laptop com programas do pacote Office, navegar na Internet ou assistir vídeos do YouTube em 4K, por exemplo, esses chips são suficientes.

A Intel conta com várias versões da GPU HD Graphics (Foto: Divulgação/Intel) — Foto: Divulgação/Intel

Uma das principais vantagens é a portabilidade, uma vez que seu tamanho permite máquinas menores. Dessa forma, notebooks cada vez mais finos e leves podem funcionar bem durante streaming de vídeos ou até uso básico do Photoshop, por exemplo. Outro benefício é o preço: as placas integradas costumam ser mais baratas, o que reflete no computador. Além disso, a geração de calor é inferior a GPUs dedicadas e há menor gasto de energia, melhorando a duração geral da bateria.

Os MacBook Air da geração anterior e os MacBook com display de retina trazem as placas Intel HD Graphics 6000 e 5300 integradas, respectivamente. Segundo a Apple, isso é suficiente para realizar tarefas regulares no macOS, além de ser possível editar vídeos por meio do Final Cut Pro. Apesar disso, jogos com configurações mais pesadas não devem rodar muito bem.

Placa de vídeo dedicada

As GPUs dedicadas trazem sua própria memória de vídeo, sem exigir da RAM disponível no computador. Componentes do tipo são uma boa opção para gamers ou designers profissionais, por exemplo.

Suporte com cooler é opção para evitar superaquecimento em notebook — Foto: Divulgação/Thermaltake

O processamento gráfico gera calor significativo, exigindo mais energia. Vale lembrar que peças muito quentes podem ser um problema para processadores de silício, causando queda no desempenho e diminuição da vida útil da CPU. Sendo assim, é importante que as placas dedicadas tenham seu próprio sistema de resfriamento, o que aumenta o tamanho do componente, além do preço.

Alguns modelos são alternáveis, o que significa trazer as opções dedicada e integrada. Para atividades simples, como editar uma planilha ou utilizar o Chrome, a placa muda para a unidade onboard, preservando bateria. Ao assistir a um filme de alta definição ou jogar um título pesado, a GPU dedicada é utilizada para melhorar o desempenho geral.

Placas de vídeo dedicadas são perfeitas para usuários que buscam melhor experiência visual, seja jogando ou projetando gráficos. Mas é preciso planejar com antecedência a compra de um modelo do tipo, já que a tecnologia está sempre se atualizando. Portanto, vale investir em uma GPU que funcione bem por pelo menos alguns anos antes de ficar obsoleta, sendo necessário realizar o upgrade com a compra de outro componente.

Afinal, qual é a melhor opção?

Não dá para dizer que uma é melhor que a outra. Os modelos vão funcionar melhor de acordo com o tipo de uso que o usuário deseja. Para trabalhos mais pesados comr enderização em 3D, jogos atuais ou edições de vídeo, as placas dedicadas devem funcionar melhor. Entretanto, para isso, é importante saber se o sistema suporta um componente do tipo, além de levar em conta o gasto energético que a GPU vai exigir.

Para acessar a Internet no dia a dia, rodar games mais leves, assistir a vídeos no YouTube e até utilizar algum editor de fotos, as placas integradas devem funcionar sem problemas. Dessa forma, o aparelho deve gastar menos energia, além de não precisar de mecanismos mais avançados de ventilação.

*Colaborou Yuri Hildebrand

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