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Por Felipe Gelani, para o TechTudo


Fortnite foi um dos games mais populares e relevantes durante todo o ano de 2018. Disponível para PC, Xbox One, PS4, Nintendo Switch, e na versão Fortnite Mobile para Android e iPhone (iOS), o fenômeno da Epic Games é dono de uma trajetória com diversas conquistas e polêmicas. O jogo apareceu em programas de humor na TV americana, bateu todos os recordes de visualizações no Twitch e de jogadores simultâneos, mas também foi alvo de alguns processos. Relembre um pouco dos principais momentos de Fortnite no ano.

Lançado originalmente em julho de 2017 com o subtítulo "Save the World", o título ainda não tinha caído nas graças do público. Nessa versão, os jogadores enfrentavam hordas de zumbis, criando fortalezas para se protegerem das invasões dos mortos-vivos. Tudo mudou em setembro do mesmo ano, quando a Epic lançou a versão Battle Royale de Fortnite. Desde então, o sucesso do game só parece aumentar.

Fortnite foi um dos maiores jogos de 2018 — Foto: Divulgação/Epic

Além de se apoiar no gênero Battle Royale – cujo maior concorrente até então era o PlayerUnknown's Battlegrounds (ou PUBG) – Fortnite começou o ano desenvolvendo mecânicas que seriam fundamentais para o seu sucesso. Apesar do Passe de Batalha já ter sido criado em dezembro do ano anterior, o conceito – que consiste de uma série de desafios que desbloqueiam itens do jogo – foi refinado em fevereiro de 2018, com os Desafios da Semana.

As primeiras imagens promocionais do jogo revelavam a ideia inicial: os jogadores enfrentavam hordas de zumbis — Foto: Divulgação/Epic Games

As sementes do fenômeno já estavam plantadas: também em fevereiro, o jogo alcançou um pico de 3,4 milhões de jogadores simultâneos, que levou a problemas de sobrecarregamento nos servidores da Epic, que resolvidos posteriormente.

Mas foi só no mês seguinte que Fortnite realmente explodiu. Com participação dos rappers Drake e Travis Scott e do jogador de futebol americano JuJu Smith-Schuster, o streamer Tyler “Ninja” Blevins bateu o recorde de espectadores simultâneos do Twitch – plataforma de streaming de jogos. Mais de 600 mil pessoas acompanharam a transmissão.

Ninja bateu o recorde do Twitch acompanhado de Drake (com o nome TheBoyDuddus), JuJu Smith-Schuster (FaZeJuJu_19) e Travis Scott (cactus_jackk92) — Foto: Reprodução/Twitch/Ninja

Fortnite supera adversário e ganha versão mobile e para Switch

Março marcou o momento no qual Fortnite superou PUBG, ao atingir um faturamento mensal de US$ 126 milhões (mais de R$ 484 milhões), contra os US$ 103 milhões (cerca de R$ 400 milhões) do rival. Vale lembrar que Fortnite é gratuito, e se sustenta apenas com microtransações. Mesmo assim, o jogo agora se sentava no trono do disputado gênero dos Battle Royales.

A Epic aproveitou o embalo e lançou o game para iPhone no começo de abril. A versão mobile do jogo para iOS faturou US$ 15 milhões (quase R$ 60 milhões) apenas nos primeiros três dias após o lançamento. O game agora também deixava para trás sucessos do mobile, como Candy Crush Saga e Pokémon GO.

Em agosto, o game seria lançado para o Android. 15 milhões de aparelhos tinham o jogo instalado nos primeiros 21 dias de seu lançamento. Detalhe: o jogo não estava disponível na Play Store, apenas no site da própria Epic, sendo lançado inicialmente apenas para aparelhos Samsung.

Após estrear nos mobiles em sua versão para iOS, Fortnite seria lançado para Android em agosto — Foto: Divulgação/Epic Games

Enquanto isso, a desenvolvedora não parava de ganhar dinheiro com seu carro-chefe. Em todas as plataformas para as quais estava disponível até então, Fortnite já tinha rendido US$ 300 milhões para a empresa. No mês seguinte, era a vez do Nintendo Switch ganhar sua versão. 24 horas depois de ser anunciado e lançado na E3, dois milhões de consoles da Big N já tinham o game instalado.

Nas primeiras 24 horas desde o lançamento, Fortnite já estava em dois milhões de Nintendo Switch — Foto: Reprodução/Epic Games

Apesar dos números absurdos, nem tudo eram flores. A partir de junho, a Epic precisou lidar com fãs muito insatisfeitos. Os proprietários da versão do jogo para PS4 não conseguiam jogar contra os donos de outros consoles. A polêmica se estendeu até o final de setembro, quando finalmente a Sony liberou o crossplay entre seu console e as outras plataformas.

Processos

No final de maio, a Bluehole, produtora de PUBG, abriu um processo contra a Epic Games por violação de direitos autorais. A justificativa era a similaridade entre os dois games, ambos do gênero battle royale. A Bluehole afirmou na ocasião ter "preocupações crescentes" sobre a similaridade de ambos desde 2017.

Em dezembro, outro processo seria aberto contra a Epic, vindo de um lugar inimaginável. O ator Alfonso Ribeiro, o Carlton do seriado Um Maluco no Pedaço, processou a desenvolvedora de Fortnite por causa de uma dança incluída no jogo. A dança foi chamada de "Fresh", com movimentos idênticos aos realizados por Carlton no seriado, conhecido originalmente nos EUA como "The Fresh Prince of Bel-Air".

Ator de Um Maluco no Pedaço processa a Epic Games por copiar dança em Fortnite — Foto: Reprodução/HopMedia/EpicGames. Editado por Felipe Gelani

Não era a primeira vez que uma dança do jogo era alvo desse tipo de polêmica. Em novembro, a Epic foi acusada pelo rapper 2 Milly de roubar a dança "The Milly Rock", marca registrada do americano. O rapper também processaria a empresa no mês seguinte. Com o precedente aberto, pode ser que outros artistas também venham a reclamar. O jogo inclui danças do coreano Psy em Gangnam Style e do também rapper Snoop Dog, famosa por Drop it Like it's Hot.

Fortnite vai para a TV

O caso do ator da série evidenciou um movimento que já vinha se consolidando desde setembro, mês de aniversário da versão Battle Royale do game: Fortnite se tornava definitivamente um fenômeno cultural. Comediantes do popular programa da TV americana Saturday Night Live faziam piadas com o jogo e o streamer Ninja era entrevistado pela apresentadora de talk show Elen DeGeneres.

Enquanto isso, Fortnite ostentava números cada vez maiores. Em novembro, o jogo já possuía 200 milhões de jogadores registrados (um aumento de 60% desde junho), com 8,3 milhões de jogadores simultâneos. Só no Nintendo Switch, o jogo estava instalado em quase metade de todos os consoles vendidos.

Epic Games Store é a nova loja de apps da desenvolvedora do Fortnite — Foto: Divulgação / Epic Games

Nos últimos meses do ano, Fortnite não parecia reduzir seu ritmo. Com novos modos, itens, veículos e mudanças no mapa – iniciadas com o meteoro ainda em maio – o jogo parece ser capaz de se reinventar constantemente. Como se não fosse o bastante, a Epic lança uma loja virtual dentro do launcher do próprio Fortnite, se estabelecendo como uma possível rival da Valve, dona da Steam.

Apesar de tudo isso, Fortnite não conseguiu superar o resistente Minecraft, ficando como o segundo jogo mais assistido no YouTube. Já no Twitch, parece que o game atingiu o máximo possível de visualizações, e parece seguir agora uma tendência de queda. Mesmo assim, Fortnite ainda parece ter muita lenha para queimar, até o inevitável dia em que surgir um novo fenômeno dos videogames.

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