Por Isabela Cabral, para o TechTudo


Um robô humanóide da Toyota ganhou controles à distância via Internet 5G durante testes recentes. O T-HR3 é uma criação em parceria com a operadora japonesa NTT Docomo, e até então só podia ser comandado por uma conexão direta com fio. Desenvolvido para auxiliar seres humanos em várias atividades cotidianas, o robô é operado por uma pessoa e serve como uma espécie de avatar.

A operação sem fio é um avanço importante para a utilização em cenários práticos. Em vídeo divulgado pela fabricante de carros, o robô consegue se movimentar e manejar objetos, além de apresentar bom equilíbrio.

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T-HR3 é um robô que funciona como um avatar — Foto: Divulgação / Toyota T-HR3 é um robô que funciona como um avatar — Foto: Divulgação / Toyota

T-HR3 é um robô que funciona como um avatar — Foto: Divulgação / Toyota

Desde o início das pesquisas, o andróide foi pensado para ser guiado remotamente. O operador fica preso a uma base, vestindo controles de mão, braço e pé, além de utilizar um óculos VR na cabeça que exibe em tempo real o que a máquina vê. O robô, por sua vez, envia um feedback de força, permitindo que o ambiente seja sentido pelo operador e o processo se mantenha seguro. O primeiro se move e o segundo repete tudo.

Ao mesmo tempo, o robô possui total equilíbrio corporal e coordenação para se manter de pé, além de trazer um controle de articulações flexíveis para gerenciar sua força de contato com os objetos e as pessoas ao redor. O vídeo abaixo tem uma demonstração de como o T-HR3 funciona:

Para garantir movimentos gentis e suaves e com o mínimo de atraso, a conexão entre o robô da Toyota e seu controlador precisa ser muito boa. O padrão 5G, portanto, é fundamental: a rede de baixa latência da Docomo possibilitou uma comunicação sem fio com pouco delay. Vale lembrar que a internet móvel de quinta geração ainda não está disponível para o público geral, mas deve chegar no ano que vem.

As empresas pretendem continuar os testes, baseando-se em diversos cenários próprios para o uso de robôs. O objetivo é que tecnologias como a do T-HR3 possam funcionar no futuro dar suporte a humanos no dia a dia, como na assistência a pacientes com mobilidade reduzida, por exemplo.

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