Por Fernando Sousa, para o TechTudo


Ter uma conexão Wi-Fi ideal depende de diversos fatores, incluindo os dispositivos que fazem sua distribuição. Em uma rede comum, melhorar o sinal em pontos específicos ou aumentar o alcance do mesmo pode ser feito a partir de repetidores ou aparelhos powerline. Além disso, também é possível optar por um sistema Mesh de roteadores, que já estão presentes no mercado brasileiro por preços cada vez mais acessíveis.

Para escolher a melhor forma de usar a Internet sem fio na sua casa, é preciso considerar o tipo de ambiente em que os aparelhos de rede serão instalados e como funciona cada um desses dispositivos, além de seus custos e limitações. Saiba a seguir qual a opção ideal para sua casa ou escritório e veja modelos disponíveis para comprar no Brasil.

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Nas redes Mesh, a redistribuição de sinal é feita pelos próprios roteadores — Foto: Divulgação/Intelbras Nas redes Mesh, a redistribuição de sinal é feita pelos próprios roteadores — Foto: Divulgação/Intelbras

Nas redes Mesh, a redistribuição de sinal é feita pelos próprios roteadores — Foto: Divulgação/Intelbras

Roteadores Mesh: facilidade de configuração e velocidades mais altas

Os roteadores Mesh funcionam da mesma forma que os modelos convencionais. O diferencial é que esses aparelhos trabalham em conjunto, sendo vendidos sempre em kits de dois, três ou até mais dispositivos. A rede criada por eles é expansiva e funciona em uma espécie de ramais, mudando de unidade de acordo com a distância e buscando sempre o melhor sinal. Essa troca acontece de forma automática: os próprios roteadores Mesh analisam qual aparelho tem melhor qualidade de acesso, levando em conta também a demanda em cada um.

O principal problema desses sistemas é o preço, que ainda está relativamente alto no Brasil. Além disso, a rede pode sofrer instabilidade em locais com muitas barreiras físicas, gerando instabilidade. Os valores para comprar um kit Mesh podem ser mais salgados – lembrando que, quanto mais dispositivos a rede tiver, melhor será a qualidade e estabilidade do sinal. No Brasil, existem alguns modelos à venda, como o Deco M5, da TP-Link, e o Covr, da D-Link, que podem ser encontrados nas lojas oficiais custando R$ 1.850 e R$ 1.399, respectivamente. As fabricantes brasileiras Multilaser e Intelbras também têm produtos do tipo, com a vantagem do preço mais em conta. O Cosmo AC1200, da Multilaser, sai por R$ 649, enquanto os Twibi Fast e Twibi Giga, da Intelbras, custam R$ 499 e R$ 1.047,90, respectivamente.

Roteador TP-Link Deco M5 alcança até 400 m²  — Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo Roteador TP-Link Deco M5 alcança até 400 m²  — Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo

Roteador TP-Link Deco M5 alcança até 400 m² — Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo

Repetidores: menor custo e menor desempenho

Repetidores, como o nome sugere, são dispositivos que captam e retransmitem o sinal de um roteador já instalado, aumentando assim o alcance da rede. Portanto, o aparelho é um extensor de sinal, e não cria uma conexão própria com a Internet. Um ponto positivo é o preço, já que é possível encontrar modelos a partir de R$ 50.

Em contrapartida, a replicação de sinal pode ser problemática, visto que as ondas enfrentam obstáculos não apenas para chegar ao dispositivo em si, mas também para seguir até os aparelhos conectados. Existem modelos que funcinam a partir de um cabo Ethernet ligado diretamente no roteador, o que pode continuar sendo um problema em casas maiores, por exemplo.

As velocidades de conexão também costumam ser mais modestas em relação a outras soluções, além do alcance, mais baixo. Existem diversos repetidores à venda no Brasil, como o TL-WA850RE, da TP-Link, que pode ser encontrado no e-commerce por a partir de R$ 83. Além dele, há também o DAP-1325, da D-Link, disponível por R$ 99.

Modelo da D-Link conta com velocidades de até 300 Mb/s — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo Modelo da D-Link conta com velocidades de até 300 Mb/s — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Modelo da D-Link conta com velocidades de até 300 Mb/s — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Powerline: uma opção interessante para cenários específicos

O powerline, assim como os repetidores, replica o sinal criado por um roteador já instalado. A diferença é que esses dispositivos fazem a transmissão de sinal por meio da rede elétrica da casa, sendo possível conectar aparelhos por meio de cabo diretamente na tomada. Outra possibilidade é ter um ponto de acesso sem fio em outra parte da casa sem o risco de perda de sinal por conta de obstáculos físicos.

Vale lembrar que, por ser um tipo de retransmissão de sinal que depende da rede elétrica, é importante que a mesma esteja bem conservada; caso contrário, a conexão perde força. Entre os kits à venda no Brasil estão o DHP-W311AV, da D-Link, que custa a partir de R$ 265, e o TL-WPA4220, da TP-Link, com valores começando em R$ 280.

Kit powerline custo-benefício com duas peças. — Foto: Divulgação/TPLINK Kit powerline custo-benefício com duas peças. — Foto: Divulgação/TPLINK

Kit powerline custo-benefício com duas peças. — Foto: Divulgação/TPLINK

Escolhendo a melhor opção

Para saber o modelo ideal para você, são necessárias algumas observações. Primeiro, o tipo de ambiente. Casas grandes, com muito espaço aberto e poucas barreiras físicas podem ser ideais para a instalação de uma rede Mesh, para alcançar todos os pontos do imóvel. Já em espaços menores e com muitos obstáculos pode ser interessante optar por um powerline, desde que a fiação elétrica esteja em dia. Os repetidores são ideais para ambientes médios e sem muitas paredes, já que as ondas têm maior liberdade para chegar ao dispositivo a partir do roteador.

Repetidores: saiba como ampliar o sinal Wi-Fi da sua casa

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É importante ter em mente que essas avaliações não são determinantes, mas podem ajudar na hora de escolher o produto certo para sua casa ou escritório. Uma rede Mesh pode funcionar muito bem em espaços menores, justamente por seu alcance e velocidades maiores, mas pode ir além do necessário. Da mesma forma que repetidores e kits powerline podem funcionar em imóveis grandes, mas para áreas específicas, levando em conta o espectro mais limitado.

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