Por Felipe Vinha, para o TechTudo


Jogos de tabuleiro modernos estão cada vez mais comuns nas mesas de jogadores do mundo todo, e eles também seguem outra tendência: adaptações de videogames. Assim como filmes, revistas em quadrinhos e outras mídias, os chamados “boardgames”, em inglês mesmo, pegam emprestado estética, nomes e até a jogabilidade de games famosos, como Bloodborne, Civilization, This War of Mine, que já estão no mercado, além de Fallout, que deve chegar ao Brasil em breve. Confira alguns dos exemplos mais recentes:

Bloodborne

O jogo de tabuleiro de Bloodborne segue de perto o ponto principal do game no qual foi inspirado: sua alta dificuldade. Ele é cooperativo até certo ponto, e é jogado apenas com cartas, poucos dados, pequenos tabuleiros e alguns marcadores. O objetivo dos jogadores é se tornar o caçador vitorioso, mas, para isso, é preciso que todos na mesa se unam para derrotar os monstros. Ele é distribuído no Brasil pela Galápagos.

Bloodborne em tabuleiro é tão difícil quanto o game virtual  — Foto: Reprodução/Geek and Sundry Bloodborne em tabuleiro é tão difícil quanto o game virtual  — Foto: Reprodução/Geek and Sundry

Bloodborne em tabuleiro é tão difícil quanto o game virtual — Foto: Reprodução/Geek and Sundry

O game também permite provocar os amigos, causando danos em outros jogadores, já que apenas um sairá vitorioso. Apesar de empolgante e bem feito, com selo do renomado game designer Eric Lang, Bloodborne é um pouco mais indicado para quem já jogou o título original, para pegar todo este clima de dificuldade e tramoias.

This War of Mine

This War of Mine é um game de sobrevivência que fez bastante sucesso no PC, principalmente. Neste mundo temos uma grande guerra, que estourou e consumiu recursos naturais e vidas. Cabe ao jogador montar um abrigo, colaborando entre seus personagens, para que todos saiam sobreviventes e possam acordar no próximo dia, enquanto a guerra ruma para o fim.

This War of Mine reproduz guerra pós-apocalíptica nos board games — Foto: Reprodução/ArsTechnica This War of Mine reproduz guerra pós-apocalíptica nos board games — Foto: Reprodução/ArsTechnica

This War of Mine reproduz guerra pós-apocalíptica nos board games — Foto: Reprodução/ArsTechnica

O jogo de tabuleiro de This War of Mine, que é distribuído pela Galápagos no Brasil, chamou bastante atenção por um simples motivo: a inclusão de miniaturas, algo que ainda é um grande chamariz entre o público de jogos de mesa. Controlando os personagens, é preciso seguir os mesmos objetivos do videogame, que envolve coleta de recursos, resolução de conflitos e, claro, a sobrevivência no dia seguinte. É um jogo igualmente difícil e que exige cooperação.

Civilization

Civilization é um caso à parte dentro dos jogos de tabuleiro: uma versão mais antiga já havia sido lançada, em 2010, e também elogiada pelo público. Como esperado, ela adaptava muito bem os conceitos do game de estratégia e evolução de civilizações do popular game de computador, mas havia alguns problemas, como a enorme demora das partidas.

Civilization: A New Dawn leva as emoções e estratégias do game para o jogo de tabuleiro — Foto: Reprodução/Boardgame Quest Civilization: A New Dawn leva as emoções e estratégias do game para o jogo de tabuleiro — Foto: Reprodução/Boardgame Quest

Civilization: A New Dawn leva as emoções e estratégias do game para o jogo de tabuleiro — Foto: Reprodução/Boardgame Quest

O novo Civilization, chamado de Civilization: A New Dawn, de 2018, não só refaz todo o game do zero, como também o deixa mais dinâmico. A estrutura básica permanece, que é a de coletar recursos, evoluir civilizações, administrar sua nação, entre outros elementos. Contudo, o novo Civilization: A New Dawn não invalida o antigo, que ainda é plenamente jogável e continua sendo uma boa adaptação. Ele também é distribuído pela Galápagos no Brasil.

XCOM

XCOM já foi tema de um artigo aqui, no TechTudo, há alguns anos, e não é um lançamento recente. Porém, ele ainda chama a atenção por onde passa, por um simples motivo: o uso de aplicativo, que controla todo o jogo e dá instruções para os participantes na mesa.

XCOM reproduz de forma fiel as emoções do game — Foto: Reprodução/Polyhedron Collider XCOM reproduz de forma fiel as emoções do game — Foto: Reprodução/Polyhedron Collider

XCOM reproduz de forma fiel as emoções do game — Foto: Reprodução/Polyhedron Collider

Todo o game é jogado com o tabuleiro, dados, miniaturas e cartas, mas o aplicativo, instalado em um tablet, computador ou celular, dá as ordens, guia os turnos e faz os ataques dos inimigos, de maneira dinâmica e bem simples. O game também tem muitos elementos em comum com o jogo de videogame, mostrando a invasão alienígena que os jogadores devem encarar.

Loony Quest

Loony Quest é outro caso peculiar, pois ele não é uma adaptação de videogame em particular – e também não é um jogo tão novo. Contudo, Loony Quest pega emprestado a estética e natureza de games mobile que se baseiam em quebra-cabeças e pontuações de níveis, como Angry Birds, por exemplo.

Loony Quest é uma bela homenagem aos jogos mobile — Foto: Reprodução/Boardgame Quest Loony Quest é uma bela homenagem aos jogos mobile — Foto: Reprodução/Boardgame Quest

Loony Quest é uma bela homenagem aos jogos mobile — Foto: Reprodução/Boardgame Quest

Competitivo, o game exige que os jogadores usem lógica para definir caminhos por entre as “fases”, que são tabuleiros de níveis e dificuldades diferentes. Com um plástico transparente, o jogador deve fazer seu traço e depois comparar com o resultado correto – se acertou, ganha os pontos e segue para o próximo nível. De tão inspirado na estética de videogame que é, Loony Quest tem até mesmo “chefões” para serem encarados, com níveis mais difíceis e arriscados.

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