Segurança

Por Ana Letícia Loubak, para o TechTudo


Um novo adware escondido em 210 aplicativos para Android foi baixado mais de 150 milhões de vezes na Google Play. A ameaça batizada de SlimBad se disfarça por meio de anúncios nas plataformas e, assim, não gera suspeitas nas vítimas. O vírus, que foi identificado por pesquisadores da empresa de segurança Check Point, afeta principalmente jogos de simulação – esses somam mais de 55 milhões downloads, concentrados em dez aplicativos. Apesar disso, em um comunicado oficial de janeiro de 2018, o Google apontou medidas contra conteúdos maliciosos em 2017 e reafirmou seu comprometimento em "fornecer uma experiência segura a bilhões de usuários".

Segundo o monitoramento da companhia, o SlimBad estava oculto dentro de um kit de desenvolvimento de software (SDK) usado para fins publicitários e geração de monetização. Além de exibir propagandas infectadas, o malware também é capaz de abrir o navegador em qualquer página, inclusive sites de phishing, e baixar mais aplicativos maliciosos da loja oficial do Google ou de um servidor remoto. No entanto, a única atividade maliciosa registrada pelos especialistas da Check Point foi a exibição de anúncios.

Google Play Store teve 700 mil aplicativos removidos do seu catálogo em 2017 — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

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A estratégia utilizada no desenvolvimento do vírus dificultava a remoção. O SDK trazia um código que permitia ao SlimBad remover seu próprio ícone. Dessa forma, ele passava despercebido durante o uso do dispositivo. Para ter acesso ao funcionamento do aparelho, o malware seria carregado em segundo plano a cada vez que o sistema fosse iniciado e, assim, veicularia propagandas para gerar receita fraudulenta.

O Google removeu os conteúdos infectados reportados pela Check Point da loja oficial de aplicativos. O adware também foi encontrado em editores de fotos e aplicativos para download de wallpapers.

O TechTudo entrou em contato com a empresa, porém não houve resposta até o momento. De acordo com o portal TechCrunch, a infecção de celulares via Google Play é um problema recorrente no sistema. Em 2017, a desenvolvedora do Android removeu cerca de 700 mil softwares perigosos da plataforma de download. No entanto, vale ressaltar que a medida não exclui os itens dos celulares dos usuários – isso deve ser feito manualmente.

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