Por Leticia Bay, para o TechTudo


Comprar um ar-condicionado portátil pode ser uma boa alternativa para garantir um ambiente fresco e confortável em sua casa durante as altas temperaturas no verão. Esses aparelhos evitam mudanças na estrutura da casa e são úteis para quem viaja muito. No entanto, apesar de serem considerados portáteis, esses modelos são pesados, chegando a ter 30 kg.

Nesse caso, o usuário que busca um produto com mobilidade, pode comprar um climatizador de ar pessoal. Mais leves, eles são mais fáceis de transportar, mas não garantem temperaturas muito baixas, visto que são uma espécie de ventilador com reservatório d'água. Já quem está disposto a investir em um ar-condicionado mais tradicional pode apostar em um modelo com Wi-Fi, que pode ser controlado à distância e ainda ajuda na economia de energia elétrica. A seguir, o TechTudo explica a diferença entre os aparelhos para te ajudar a decidir qual é a melhor forma de refrescar o ambiente.

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Climatizador de ar pessoal é a opção mais portátil, mas menos eficiente — Foto: Divulgação/Geizeer Climatizador de ar pessoal é a opção mais portátil, mas menos eficiente — Foto: Divulgação/Geizeer

Climatizador de ar pessoal é a opção mais portátil, mas menos eficiente — Foto: Divulgação/Geizeer

Ar-condicionado portátil

Os ar-condicionados portáteis são mais compactos e permitem maior mobilidade, já que podem ser transportados de um cômodo para outro. Esses modelos dispensam a necessidade de obras ou instalações mais complexas dentro de casa. Outro ponto interessante é a questão da voltagem: muitos modelos tradicionais funcionam a 220 V. Caso você more em uma cidade com voltagem estabelecida em 110 V, provavelmente vai precisar mexer na parte elétrica da casa. Então, um ar-condicionado portátil acaba sendo uma solução prática e barata.

Apesar disso, nem todos são leves. Um modelo de 12 mil BTUs, por exemplo, pode chegar a pesar pesar de 30 a 40 kg. Os portáteis exigem ainda o uso de um tubo extensor para a saída do ar quente, que deve ser posicionado na janela. Outra desvantagem é o aspecto visual, já que a aparência pode não ser tão agradável com um duto de aproximadamente 14 cm de circunferência saindo pela janela.

O acessório também costuma ser curto, medindo em média dois metros. Ou seja, o aparelho portátil precisa estar, necessariamente, a poucos metros da janela. Vale ressaltar que improvisar uma extensão para esse tubo não é uma boa opção, já que isso pode exigir mais força do aparelho e até danificá-lo.

Ar-condicionado portátil Elgin é indicado para cômodos pequenos — Foto: Divulgação/Elgin Ar-condicionado portátil Elgin é indicado para cômodos pequenos — Foto: Divulgação/Elgin

Ar-condicionado portátil Elgin é indicado para cômodos pequenos — Foto: Divulgação/Elgin

Uma vez posicionado, o problema passa a ser outro: o duto tem saída circular. As empresas oferecem um suporte de régua para isolar o ar de fora, mas esse sistema só funciona com janelas de correr. Portanto, dependendo da estrutura do ambiente, a versão portátil não será tão eficiente, já que o ar quente volta facilmente se não estiver isolado.

Outra questão é o baixo rendimento se comparado aos modelos tradicionais. O eletrodoméstico ligado gera calor também no ambiente em que está, exigindo mais força para chegar à temperatura programada. Portanto, toda a energia consumida pelo ar está dentro do cômodo, gerando 30% mais calor a ser resfriado, tornando sua eficiência menor.

Esse tipo de ar-condicionado é facilmente encontrado no Brasil. O MAF-9000, da Elgin, é indicado para cômodos pequenos, refrigerando ou aquecendo tanto dentro quanto fora do ambiente – o aparelho possui revestimento externo resistente à chuva e à exposição ao sol. O eletrodoméstico traz controle remoto e capacidade de 9 mil BTUs, com preços por volta de R$ 1.700.

MAF-9000, da Elgin, custa cerca de R$ 1.700 — Foto: Divulgação/Elgin MAF-9000, da Elgin, custa cerca de R$ 1.700 — Foto: Divulgação/Elgin

MAF-9000, da Elgin, custa cerca de R$ 1.700 — Foto: Divulgação/Elgin

Outro exemplo é o Ventisol ACP10-F1, da Ventisol, que tem design mais atraente e se destaca por ser compacto e de fácil mobilidade, já que traz rodinhas embutidas. O aparelho refrigera, desumidifica e ainda seleciona a melhor temperatura para o ambiente, graças ao modo automático. Com capacidade de 10 mil BTUs, o ar-condicionado é encontrado por R$ 2.328.

Já o Springer Midea MPH-12CRV1, da Midea, trabalha com o gás refrigerante R-410a, que não agride tanto o meio ambiente e consegue trazer ao ambiente da casa um ar mais saudável. Além disso, ele vem com as funções "Dormir", capaz de regular a temperatura do ambiente por até 7 horas durante o sono, "Timer", para desligar no momento que preferir, e Não Perturbe. A capacidade é de 12 mil BTUs e o aparelho está à venda por R$ 1.965,55.

Ar-condicionado com Wi-Fi

Controlados por meio de aplicativos para celulares Android e iPhone (iOS), esses aparelhos podem ser regulados de qualquer lugar. Os eletrodomésticos smart são do tipo Split e trazem a tecnologia Inverter, que mantém o compressor sempre em funcionamento e leva a uma economia de energia de aproximadamente 60%.

Uma das principais vantagens dos ar-condicionados com Wi-Fi é a possibilidade de programar e salvar preferências, definindo um horário para ligar, temperatura, direção do vento, entre outras configurações. Dessa forma, é possível controlar diversos aparelhos com apenas um dispositivo, o que pode ser interessante em ambientes de empresas, por exemplo. Em alguns casos, há também o monitoramento do ambiente externo, e o ar liga automaticamente quando o tempo estiver muito quente.

Apesar dos pontos positivos, instalar um eletrodoméstico do tipo pode ser um problema, já que é necessário mudar o ambiente e ter espaço suficiente para a parte externa do produto, a condensadora. Além disso, o design da parte interna, ou evaporadora, pode atrapalhar: os aparelhos normalmente vêm na cor branca ou cinza e são relativamente grandes, pesando em torno de 7 a 10 kg.

Ar-condicionado Wind Free, da Samsung — Foto: Divulgação/Samsung Ar-condicionado Wind Free, da Samsung — Foto: Divulgação/Samsung

Ar-condicionado Wind Free, da Samsung — Foto: Divulgação/Samsung

Entre os dispositivos à venda no Brasil, estão o Digital Inverter Frio Wind Free, da Samsung, que possui 21 mil micro-orifícios em toda a parte frontal para auxiliar na passagem do ar. O ar-condicionado pesa 9,4 kg, tem potência que pode variar de 9 a 12 mil BTUs e preços entre R$ 2.549 e R$ 2.999. Outro modelo é o Springer Midea Inverter, da Midea, com tamanho que varia conforme a capacidade. A empresa oferece opções de 9, 12, 18 e até 24 mil BTUs, podendo pesar de 7,3 a 8,4 kg. O preço, por sua vez, varia entre R$ 1.400 e R$ 2.000.

Climatizador pessoal

O climatizador de ar nada mais é do que um tipo de ventilador com reservatório d'água, que deixa o ambiente mais fresco. Esses aparelhos funcionam também como uma espécie de umidificador. O produto é uma boa opção para ambientes pequenos, e consegue reduzir a temperatura a cerca de 2 a 5 graus. O principal ponto negativo é que, se o calor estiver muito intenso, o climatizador por si só talvez não seja tão eficaz quanto um ar-condicionado convencional.

O funcionamento desse tipo de produto se dá por meio de um tanque d'água, com cerca de 6 a 7 litros de capacidade. Esse tanque puxa o ar do ambiente, trazendo-o de volta com gotículas que ajudam a reduzir a temperatura. Existem modelos menores, com capacidade para cerca de 1 litro, e que podem ser deixados em cima de uma mesa, por exemplo, refrescando diretamente o usuário.

Entre as vantagens dos climatizadores, destaca-se o fato de serem bem mais baratos que um ar condicionado. É possível encontrar modelos com valores entre R$ 170 e R$ 700. Outro ponto positivo é a recomendação para pessoas com alergias ou doenças respiratórias, já que evitam o ressecamento do ambiente.

Artic Air é um climatizador de ar que promete refrescar o ambiente — Foto: Divulgação/Polishop Artic Air é um climatizador de ar que promete refrescar o ambiente — Foto: Divulgação/Polishop

Artic Air é um climatizador de ar que promete refrescar o ambiente — Foto: Divulgação/Polishop

A instalação também é mais simples, já que não são necessárias mudanças na estrutura do ambiente. Os modelos costumam ainda ter quatro tipos de ventilação: constante, espaçada ou em ciclos programados, além de uma para a noite.

Entre os modelos disponíveis no Brasil, está o Artic Air, à venda pela Polishop. Compacto, o climatizador é ideal ser deixado ao lado da cama ou sofá, ou até mesmo em cima da mesa de trabalho. O produto pode ser encontrado por cerca de R$ 250. Outra opção é o climatizador Magic Air, da Elgin, que segue a mesma linha do Artic Air. Com peso de apenas 1,29 kg, o aparelho pode ser encontrado por valores a partir de R$ 200.

Escolhendo a melhor opção

Os diferentes modelos têm também diferentes tipos de uso. Se mexer na estrutura da casa ou escritório não for um problema, os ar-condicionados smart do tipo split podem ser ideais, já que têm boa capacidade e desempenho para refrigerar ambientes maiores.

Caso a ideia seja comprar um aparelho que refresque bem um quarto pequeno, por exemplo, os dispositivos portáteis são uma boa opção de compra. Já para fazer o ar circular melhor e ficar mais agradável em espaços pequenos, um climatizador é mais interessante, inclusive, por conta do preço.

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