Por Siouxsie Rigueiras, TechTudo — São Paulo


GFX Tool é um aplicativo com download grátis disponível para Android. O app, lançado em fevereiro de 2019, promete mudar e melhorar configurações dentro de jogos para smartphones, como PUBG Mobile, Battle Royale da Tencent Games, e Free Fire, da Garena. O software promete uma experiência de jogo mais completa e alto nível de jogabilidade sem travar o celular. Conheça mais sobre o GFX Tool e descubra se usar o app é contra as regras dos jogos.

GFX Tool promete melhorar desempenho de jogos mobile — Foto: Reprodução/GFX Tool GFX Tool promete melhorar desempenho de jogos mobile — Foto: Reprodução/GFX Tool

GFX Tool promete melhorar desempenho de jogos mobile — Foto: Reprodução/GFX Tool

Qual é a proposta do GFX Tool?

O aplicativo possui diversas funcionalidades. Ele permite, por exemplo, que o usuário mude as texturas do jogo, filtre cores até chegar na mais desejada, ligue ou desligue as sombras, reduza efeitos do gráfico, altere padrões de resolução, fixe a quantidade de FPS (Frames Per Second) e defina a resolução que o game rodará no celular.

Aplicativo promete melhorar jogabilidade — Foto: Reprodução/Google Play Aplicativo promete melhorar jogabilidade — Foto: Reprodução/Google Play

Aplicativo promete melhorar jogabilidade — Foto: Reprodução/Google Play

Essas configurações impactam extremamente na jogabilidade de diversos aparelhos celulares, principalmente os mais antigos, que não têm toda capacidade necessária para jogar em alto nível. Disponível apenas para o sistema de celulares Android, o app já conta com mais de cinco milhões de downloads em menos de um mês de lançamento. Além disso, o app oferece vendas dentro do próprio software, tendo uso destinado a todos os tipos de idades.

Afinal, GFX Tool pode dar ban?

Para muitos, o maior atrativo do GFX é o poder de redefinição das configurações dos jogos,para que rodem melhor. Porém, as regras dos jogos podem considerar o uso de um aplicativo terceiro como trapaça.

Versão mobile do battle royale é contra utilização do aplicativo — Foto: Reprodução/Tencent Games Versão mobile do battle royale é contra utilização do aplicativo — Foto: Reprodução/Tencent Games

Versão mobile do battle royale é contra utilização do aplicativo — Foto: Reprodução/Tencent Games

No manual Regras de Competição de PUBG MOBILE Club Open de 2019, uma regra no tópico 9.2.2 (Trapaça) define que "qualquer modificação do cliente do jogo PUBG Mobile por qualquer jogador, Equipe ou outro Membro da Equipe é proibida". Ou seja, qualquer tipo de mudança que ocorra dentro do jogo, não importando qual seja, é considerada uma trapaça aos olhos da desenvolvedora.

No Free Fire, dispositivos podem ser banidos — Foto: Reprodução/Garena International No Free Fire, dispositivos podem ser banidos — Foto: Reprodução/Garena International

No Free Fire, dispositivos podem ser banidos — Foto: Reprodução/Garena International

As regras de Free Fire vão mais longe. De acordo com informações do suporte do game, caso seja considerado que um jogador não jogou limpo e cometeu uma fraude, a conta do usuário pode ser proibida. Além disso, o dispositivo celular utilizado também entra na penalidade, sendo permanentemente impedido de rodar o jogo.

O regulamento de Free Fire também diz que "usar software de terceiros, explorar bugs, fazer modificações no usuário, e qualquer outro comportamento que dê vantagem indevida sobre outros jogadores será considerado fraude". Na página oficial também é possível descobrir como se deve agir caso encontre algum trapaceiro no jogo.

Assim, apesar do aplicativo não ser essencialmente um hack, ele pode ser interpretado pelos sistemas dos jogos como uma trapaça. Vale destacar que ambas as desenvolvedoras ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o uso do app.

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