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Por Filipe Garrett, para o TechTudo


A terceira geração de processadores Ryzen já é realidade. Com arquitetura Zen 2 de 7 nanômetros, a AMD recuperou a liderança tecnológica em processos de manufatura e passou a frente da Intel pela primeira vez em mais de uma década. O melhor é que o salto tecnológico veio junto a promessas de desempenho superior, maior eficiência, preços competitivos em relação à concorrência.

Além disso, a AMD adotou novas tecnologias, como o design em chiplets e suporte às interfaces PCIe de quarta geração. A nova linha Ryzen de processadores da AMD deve entrar em comercialização no próximo dia 7 de julho nos Estados Unidos. Por enquanto, não há previsão de lançamento e preço no Brasil. A seguir, conheça mais detalhes sobre as CPUs Ryzen 3000.

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Novos Ryzen de terceira geração usam tecnologia de 7 nanômetros — Foto: Divulgação/AMD Novos Ryzen de terceira geração usam tecnologia de 7 nanômetros — Foto: Divulgação/AMD

Novos Ryzen de terceira geração usam tecnologia de 7 nanômetros — Foto: Divulgação/AMD

O novo Zen

Dentro de cada processador Ryzen da AMD – não importa a geração – há núcleos de uma arquitetura chamada de Zen. A diferença das novas CPUs é que o design amadureceu nos últimos anos, ganhando recursos e mais eficiência: os núcleos Zen 2 são mais rápidos, gastam menos energia e permitem acesso a novas tecnologias.

Em meio a isso tudo, o salto em eficiência, que é expressivo, talvez seja o mais importante. Os ganhos de performance dos chips de terceira geração da AMD podem ser colocados na conta da migração de um processo de manufatura de 14 nanômetros para os 7 nanômetros (um nanômetro equivale a um bilionésimo de um metro). Nessa escala tão diminuta, a AMD consegue agregar mais componentes dentro da área do chip, diminuindo valores de consumo de energia e de dissipação de calor a margens. Essa característica, pela primeira vez em muitos anos, torna os processadores da marca tecnologicamente mais avançados do que os rivais da Intel.

Os ganhos de eficiência podem estar relacionados diretamente aos valores de TDP dos processadores. Uma das surpresas nesse quesito é o Ryzen 7 3700X: o novo octa-core da AMD dissipa apenas 65 watts, valor bem abaixo do que é comum entre CPUs de oito núcleos para PCs top de linha.

Os novos Ryzen

Processador Núcleos/threads Velocidade Cache TDP
Ryzen 9 3900X 12/24 3,8 a 4,6 GHz 70 MB 105 Watts
Ryzen 7 3800X 8/16 3,8 a 4,6 GHz 36 MB 105 Watts
Ryzen 7 3700X 8/16 3,6 a 4,4 GHz 36 MB 65 Watts
Ryzen 5 3600X 6/12 3,8 a 4,4 GHz 35 MB 95 Watts
Ryzen 5 3600 6/12 3,6 a 4,2 GHz 35 MB 65 Watts

Outro diferencial relevante da nova linha de processadores da AMD é o uso do design com os chamados chiplets: o processador é dividido em um pacote que separa, de um lado, os núcleos de processamento e, do outro, as estruturas de controle de entrada e saída de dados do chip. Nascido nas CPUs para servidores, esse design pode ser o responsável por outro destaque da AMD na guerra contra a Intel: o preço.

A emprese surpreendeu a todos não apenas com a promessa de desempenho equivalente ou melhor do que os produtos da Intel, mas também por conta de preços que chegam a ser 50% mais baratos do que processadores rivais.

Performance e novas tecnologias

AMD promete desempenho superior, menor consumo e preço melhor que a Intel — Foto: Divulgação/AMD AMD promete desempenho superior, menor consumo e preço melhor que a Intel — Foto: Divulgação/AMD

AMD promete desempenho superior, menor consumo e preço melhor que a Intel — Foto: Divulgação/AMD

Durante o anúncio dos processadores, a CEO da AMD, Lisa Su, apresentou alguns comparativos de performance com relação a rivais diretos da Intel. No entanto, vale ressaltar que aferições reais de performance só serão possíveis quando os Ryzen de terceira geração chegarem ao consumidor no mês de julho.

Dito isso, o embate mais impactante foi entre o novo Ryzen 9 3900X contra o top de linha Core i9 9900K. Uma comparação de performance obtido via Cinebench – software de benchmark popular entre PCs – mostrou resultados de 2.040 pontos para o i9 e 2.057 pontos para o Ryzen 9. A diferença em si não chega a ser gritante, mas o destaque é que o Ryzen entrega tudo isso com a promessa de custar menos da metade: a AMD prometeu que o processador top de linha terá preço de US$ 499 (cerca de R$ 1.989, em conversão direta), valor consideravelmente mais baixo do que os US$ 1.189 (aproximadamente R$ 4.740) cobrados pela Intel no i9, considerando o mercado norte-americano.

A Advanced Micro Devices também deu uma ideia de como seus novos Ryzen se comparam com os modelos anteriores. Segundo a empresa, o salto para a arquitetura Zen 2 de 7 nanômetros rende ganhos de desempenho 15% superior para os novos chips, quando comparados com seus antecessores diretos.

Os novos processadores também trazem novas tecnologias. O maior destaque é o suporte aos barramentos PCI Express 4.0, com promessa de ganhos de largura de banda entre sistema e periféricos da ordem de 50%.

Compatibilidade

Mesmo com nova arquitetura, processadores Ryzen de terceira geração continuam compatíveis com soquetes AM4 — Foto: Divulgação/AMD Mesmo com nova arquitetura, processadores Ryzen de terceira geração continuam compatíveis com soquetes AM4 — Foto: Divulgação/AMD

Mesmo com nova arquitetura, processadores Ryzen de terceira geração continuam compatíveis com soquetes AM4 — Foto: Divulgação/AMD

Quando lançou os Ryzen, a AMD prometeu que acabaria com a confusão de plataformas que imperava entre suas linhas de processadores: APUs e processadores chegaram a conviver com três soquetes diferentes no mercado, situação é ruim para o consumidor, que perde a capacidade de planejar upgrades incrementais. Essa situação mudou com as CPUs Ryzen, que chegaram às prateleiras compatíveis com o soquete AM4 e promessa de que a plataforma resistiria por algumas gerações, permitindo que o consumidor, em tese, usasse a mesma placa-mãe comprada em 2016 em um processador lançado em 2019, por exemplo.

A boa notícia é que a AMD cumpriu a promessa: os Ryzen 3000 utilizam placas com soquete AM4 e, a princípio, a placa-mãe de três anos atrás irá funcionar com os novos processadores. A única questão, no entanto, é que alguns modelos – especialmente os que usam chipsets de entrada – podem não ser compatíveis. Se você usa uma placa com B350 ou X370, deve antes consultar a fabricante para descobrir se há compatibilidade com o seu modelo por meio de atualização de BIOS. Placas com chipset A320 – o mais simples da AMD – não são suportadas pelos novos Ryzen.

AM4 e os novos Ryzen

Chipset 1ª geração Ryzen 1ª geração de APUs Zen 2ª geração Ryzen 2ª geração de APUs Zen 3ª geração Ryzen
X570 não compatível não compatível compatível compatível compatível
X470 compatível compatível compatível compatível compatível
B450 compatível compatível compatível compatível compatível
X370 compatível compatível compatível compatível via atualização de BIOS
B350 compatível compatível compatível compatível via atualização de BIOS
A320 compatível compatível compatível compatível não compatível

Disponibilidade

De acordo com a AMD, os primeiros Ryzen 3000 chegam ao consumidor no próximo dia 7 de julho, no mercado internacional. Por enquanto, ainda não há previsão de lançamento e preços dos processadores no Brasil.

Via AMD (1 e 2)

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