Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Escolher entre uma smart TV Full HD ou 4K pode ser uma das dúvidas do consumidor na hora da compra. Embora o 4K seja a opção mais avançada, com direito a novas tecnologias e qualidade superior de imagem, detalhes como preços e oferta de conteúdo ainda restringem a adoção do formato.

Já os aparelhos com resolução Full HD têm muito mais conteúdos disponíveis e podem ser encontrados com preços muito mais baixos. A seguir, conheça as diferenças entre as tecnologias e descubra os pontos positivos e negativos de cada uma delas.

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Smart TV: o que você precisa saber para comprar um aparelho novo

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Smart TV Full HD

O termo Full HD serve para classificar telas que atingem resolução de 1920 x 1080 pixels. Isso significa que o display é formado por um total de 2.073.600 de pixels individuais, que combinados formam as imagens reproduzidas, seja em um computador, TV ou celular. Presente há bastante tempo no mercado, a resolução Full HD também é conhecida como FHD ou 1080p, em alusão ao total de pixels verticais do display.

Full HD tem se tornado cada vez mais acessível — Foto: Divulgação/AOC Full HD tem se tornado cada vez mais acessível — Foto: Divulgação/AOC

Full HD tem se tornado cada vez mais acessível — Foto: Divulgação/AOC

Pontos positivos

Os grandes trunfos do Full HD são o preço mais em conta e a oferta de conteúdo. Embora seja verdade que televisores 4K estão ficando cada vez mais baratos, ainda assim é possível encontrar TVs com resolução Full HD por preços ainda mais baixos. A TCL L40S4900FS, por exemplo, tem 40 polegadas e aparece por R$ 1.300, de acordo com o Compare TechTudo. Uma opção de 43" é a AOC LE43S5970, encontrada por a partir de R$ 1.240.

Além do preço atrativo, as smart TVs Full HD também ficam em ampla vantagem no quesito oferta de conteúdo: os catálogos de Netflix e Amazon Prime Video, canais de TV e até mesmo jogos nos consoles usam essa faixa de resolução como padrão atualmente. Isso não acontece com o 4K, que, no caso do streaming de vídeo, vai exigir uma Internet mais poderosa, além da assinatura de planos específicos no seu serviço de preferência.

Pontos negativos

Sony 665F é uma raridade: TV é Full HD e ainda assim oferece imagem com HDR, típico em TVs 4K — Foto: Divulgação/Sony Sony 665F é uma raridade: TV é Full HD e ainda assim oferece imagem com HDR, típico em TVs 4K — Foto: Divulgação/Sony

Sony 665F é uma raridade: TV é Full HD e ainda assim oferece imagem com HDR, típico em TVs 4K — Foto: Divulgação/Sony

Um dos pontos negativos do Full HD é a relativa defasagem tecnológica. Como a indústria passou a apostar no 4K, telas 1080p não foram desenvolvidas a ponto de receber as melhorias que o 4K tem recebido, como o HDR e Dolby Vision. Além disso, se considerarmos a própria tecnologia de tela, avanços como Micro LED, OLED com alta intensidade de brilho e pontos quânticos são exemplos de recursos que não são encontrados em TVs Full HD. Essas questões fortalecem a ideia de que uma TV 4K atual, que acesse a essas novas tecnologias, terá melhor qualidade de imagem de um conteúdo Full HD do que a melhor TV Full HD do mercado atualmente.

De resto, embora o conteúdo 4K não seja ainda tão difundido quanto o Full HD, a tendência é que a oferta se intensifique a curto prazo. Um exemplo são os futuros consoles da Sony e Microsoft, que devem ter hardware potente o suficiente para rodar jogos em 4K de forma nativa, além da ampliação natural de novos filmes e séries em UHD nas plataformas de streaming.

Smart TV 4K

Também chamado de UHD ou 2160p, a resolução 4K nos televisores representa 3840 x 2160 pixels, o equivalente a quatro telas Full HD ao mesmo tempo. Além do salto na qualidade, a migração para o 4K veio acompanhada de melhorias nas tecnologias de imagem, como HDR e Dolby Vision, além de novas funcionalidades de tela.

4K, ou UHD, conta com muito mais resolução e qualidade de imagem — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo 4K, ou UHD, conta com muito mais resolução e qualidade de imagem — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

4K, ou UHD, conta com muito mais resolução e qualidade de imagem — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Pontos positivos

O grande trunfo do 4K está na qualidade de imagem. Com quatro vezes mais pixels do que uma tela Full HD, um display 4K tem capacidade de exibir conteúdo com uma qualidade e definição muito maiores. Além disso, televisores com acesso a HDR e/ou Dolby Vision podem reproduzir imagens com níveis de cor, brilho e contraste de maior qualidade.

Dependendo do seu orçamento e nível de exigência, é possível ter acesso a TVs com tecnologias de tela mais avançadas, algo que se traduz também de forma perceptível na qualidade de imagem: televisões OLED, por exemplo, estão entre os melhores do mercado atualmente e só aparecem nas prateleiras com telas 4K.

Outro ponto, talvez menos decisivo, é o fato de que as marcas têm investido mais no formato 4K, o que significa que sistemas operacionais mais avançados e recursos inovadores tendem a aparecer apenas nas linhas UHD. Versões mais completas do sistema Tizen da Samsung, do webOS da LG, com recursos de inteligência artificial e outras funções são alguns exemplos dessas tendências.

Além disso, TVs 4K estão muito mais acessíveis hoje do que há dois anos. A Samsung NU7100 de 40”, por exemplo, é um dos modelos mais baratos do país na atualidade, saindo por R$ 1.425. A UK6510 da LG, com direito a reforço de inteligência artificial, pode ser encontrada na faixa dos R$ 1.600.

Pontos negativos

4K tem se tornado mais acessível, mas preços ainda são mais altos e há ainda custos extras com planos e conexão para dar conta da resolução — Foto: Divulgação/Samsung 4K tem se tornado mais acessível, mas preços ainda são mais altos e há ainda custos extras com planos e conexão para dar conta da resolução — Foto: Divulgação/Samsung

4K tem se tornado mais acessível, mas preços ainda são mais altos e há ainda custos extras com planos e conexão para dar conta da resolução — Foto: Divulgação/Samsung

A oferta de conteúdo ainda é um fator limitante da adoção do 4K. Se considermos o streaming, é preciso pagar a assinatura do plano mais caro da Netflix, que sai por R$ 45,90 no momento. Além disso, sua conexão com a Internet precisa garantir taxas de transferência na faixa dos 25 Mb/s, algo que não é ainda a realidade de muitos brasileiros.

Já se considerarmos a oferta de conteúdo nos canais de TV, as coisas ficam ainda mais turbulentas. A TV aberta ainda não exibe programas em 4K. Nos canais por assinatura, é possível encontrar alguns conteúdos, mas isso vai depender da sua operadora, plano e até mesmo se o seu decoder compatível com o sinal UHD. Com relação ao download de arquivos, os vídeos em 4K são muito maiores do que o comum, o que pode gerar algumas complicações se a sua Internet for lenta ou se você não tiver espaço sobrando para guardar muitos gigabytes de arquivos de vídeo.

Outro ponto menos evidente é que embora as TVs 4K sejam superiores às Full HD, vale considerar que, dentro do nicho dos televisores 4K, há muita variação. Modelos de entrada oferecem telas com especificações mais simples e que não chegam à mesma qualidade de imagem dos aparelhos mais avançados.

Conclusão

O 4K já é uma realidade e, com preços cada vez mais acessíveis, é a melhor escolha. Se a diferença que existe entre as TVs 4K mais baratas e as Full HD for demais para o seu bolso, talvez seja interessante esperar promoções. Já se a necessidade é urgente, escolher o Full HD vai poupar o seu orçamento, mas no médio e longo prazo pode representar limitações na experiência de uso, especialmente, se você for exigente com qualidade de imagem.

Embora a questão do conteúdo 4K exista, a tendência é que a situação melhore com o tempo, com a chegada dos futuros consoles de Sony e Microsoft, trazendo jogos com suporte aprimorado ao UHD. De resto, a TV 4K ainda é a melhor opção para curtir streamings com resolução alta e qualidade maior do HDR/Dolby Vision.

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