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Por Louise Rodrigues, da Redação


O YouTube está no centro de uma polêmica envolvendo homofobia e racismo. Tudo começou quando o comediante Steven Crowder, fez vídeos com piadas sobre a sexualidade e raça do produtor de vídeos do site de notícias Vox, Carlos Maza. Segundo o Washington Post, o jornalista, que é gay e latino descendente de cubanos, disse que o assédio começou há cerca de dois anos.

Na semana passada, Maza publicou em seu Twitter um vídeo com todas as falas de Crowder que considerou ofensivas ao longo dos últimos anos. No compilado, o comediante se refere ao jornalista como "Senhor Gay Vox", "gayzinho furioso","gay mexicano","gay latino de Vox", entre outros. Além das palavras, Crowder faz gestos ofensivos e com conotação sexual. O jornalista conta que, após sofrer diversos ataques, passou a reportar os vídeos ao Youtube, mas nunca teve resposta.

O Youtube está no meio de uma polêmica envolvendo acusações de assédio racial e sexual em vídeos da plataforma — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo O Youtube está no meio de uma polêmica envolvendo acusações de assédio racial e sexual em vídeos da plataforma — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo

O Youtube está no meio de uma polêmica envolvendo acusações de assédio racial e sexual em vídeos da plataforma — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo

Após a viralização do vídeo publicado por Maza no Twitter, o YouTube se pronunciou dizendo que iria investigar o caso. Até que, na noite de ontem, a empresa se manifestou alegando que os comentários de Crowder não violam as políticas da plataforma, gerando muitas críticas nas redes sociais.

Em um comunicado, a empresa disse: "Nossas equipes passaram os últimos dias realizando uma análise detalhada dos vídeos sinalizados para nós e, embora tenhamos encontrado uma linguagem claramente prejudicial, os vídeos postados não violam nossas políticas. Como uma plataforma aberta, é crucial permitirmos que todos - de criadores de conteúdo a apresentadores de TV noturnos - expressem suas opiniões no escopo de nossas políticas. As opiniões podem ser profundamente ofensivas, mas, se elas não violarem nossas políticas, elas permanecerão em nosso site".

Para o jornalista, o YouTube está compactuando com assédio racial e sexual. Segundo o Washington Post, Maza defendeu que as falas de Crowder parecem uma clara violação. "Eu entendo que o discurso sempre envolve áreas obscuras, mas o fato de ser difícil aplicar políticas de discurso de ódio não deveria desviar a atenção do fato de que às vezes isso é extremamente claro. E este parece ser um desses casos", declarou o produtor de vídeos.

A política do YouTube proíbe explicitamente o discurso de ódio. Em seus termos, a empresa define como vetados "conteúdos que promovem a violência ou o ódio contra indivíduos ou grupos" com base em fatores como raça, sexualidade, nacionalidade e status de imigração. Nesse sentido, usar estereótipos que incitem ou promovam o ódio também é proibido.

Nos padrões da comunidade, a empresa também veta “comportamentos destinados a assediar, ameaçar ou intimidar os outros de forma maliciosa”. Isso contempla qualquer conteúdo “postado deliberadamente para humilhar alguém” ou que “faz comentários e vídeos pessoais ofensivos e negativos sobre outra pessoa”.

A polêmica se tornou ainda maior quando o Gizmodo publicou na manhã desta quarta-feira uma resposta recebida por e-mail da equipe de imprensa do Google. “Levamos em consideração se a crítica é focada principalmente em debater as opiniões expressas ou é apenas maliciosa. Aplicamos essas políticas de maneira consistente, independentemente de quantas exibições um vídeo tenha ”, afirma o texto.

Por outro lado, Crowder se defendeu das acusações em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, alegando que estaria sendo vítima de censura. Ele definiu como "amigáveis" as expressões que usou para se referir a Maza e disse que tudo não passava de um "show de comédia".

A Vox Media também se pronunciou a respeito do posicionamento do YouTube. "Ao se recusarem a tomar uma posição sobre o discurso de ódio, eles permitem que o pior de suas comunidades se escondam atrás de gritos de 'liberdade de expressão' e 'notícias falsas', enquanto direcionam cada vez mais pessoas com o mais ofensivo e odioso assédio", declarou a empresa.

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