Placas

Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Montar um PC pode significar gastos elevados para quem procura o máximo de performance. Uma forma interessante de economizar é comprar componentes usados, diminuindo os gastos e liberando parte do orçamento para investir em outras peças. Ter um SSD novo, por exemplo, pode ser mais importante que um processador de primeira mão.

Mas, para comprar um processador usado, é importante saber possíveis riscos e vantagens, além da faixa de preço que pode ser considerada justa. Pensando nisso, o TechTudo reuniu algumas dicas para ajudar o leitor a saber o que considerar na hora de comprar um chip de segunda mão.

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Sem overclock, processadores devem apresentar boas condições por anos; veja mais dicas para comprar um bom processador usado — Foto: Filipe Garrett/TechTudo Sem overclock, processadores devem apresentar boas condições por anos; veja mais dicas para comprar um bom processador usado — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Sem overclock, processadores devem apresentar boas condições por anos; veja mais dicas para comprar um bom processador usado — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Desgaste

Processadores, como todo semicondutor, estão sujeitos a um pequeno desgaste, que deve ser imperceptível mesmo depois de anos de uso. Ao contrário de dispositivos mecânicos, por exemplo, os chips não possuem partes móveis e não devem perder capacidade de funcionamento ao longo do tempo, desde que tenham sido usados de forma correta.

Processadores com overclock

Linha FX da AMD aparece com bons preços, mas peças podem ter sido expostas a overclock — Foto: Divulgação/AMD Linha FX da AMD aparece com bons preços, mas peças podem ter sido expostas a overclock — Foto: Divulgação/AMD

Linha FX da AMD aparece com bons preços, mas peças podem ter sido expostas a overclock — Foto: Divulgação/AMD

Em geral, processadores devem apresentar boas condições, mesmo depois de anos de uso. Entretanto, pode acontecer de o processador que está sendo revendido tenha sido submetido a overclock. Essa prática acelera o chip por um processo que envolve a sobrealimentação de energia, o que, em casos mais agressivos, pode representar a diminuição da vida útil da CPU.

Dessa forma, pode ser uma boa ideia evitar linhas de processadores que permitem a prática que pode diminuir a vida útil do aparelho, focando apenas em chips sem o recurso. Isso não significa que todos os modelos com overclock são problemáticos, apenas que os riscos são maiores, já que não é possível saber as condições de uso ao longo de sua vida útil. A boa notícia é que, ao menos em se tratando de processadores Intel, a oferta de versões que não suportam overclock é muito maior, já que a marca lançou poucas unidades com o recurso.

AMD vs Intel

Processadores da Intel são mais comuns também no mercado de usados — Foto: Filipe Garrett/TechTudo Processadores da Intel são mais comuns também no mercado de usados — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Processadores da Intel são mais comuns também no mercado de usados — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Há alguns pontos importantes a respeito de AMD e Intel que precisam ser considerados. No caso da primeira, vale buscar por processadores Ryzen de primeira geração, que substituíram os FX. Essa linha mais antiga não obteve tanto sucesso, e pode ser mais difícil de encontrar. Mesmo mais caros, os Ryzen devem apresentar bom desempenho e mais opções em sites de revenda.

Muito mais comuns, os processadores da Intel tendem a variar algo entre 10 a 20% de performance a cada geração (ou arquitetura). Alguns modelos famosos da quarta geração (Haswell), como os Core i5 4690 e Core i7 4790 (as versões com “K” depois da nomenclatura permitem overclock) fizeram grande sucesso e foram tão relevantes no mercado que aparecem ainda hoje em comparativos e benchmarks de lançamentos.

Problemas de compatibilidade

Um processador mais antigo pode exigir uma placa-mãe também mais antiga, placas podem ser mais difíceis de encontrar — Foto: Divulgação/Gigabyte Um processador mais antigo pode exigir uma placa-mãe também mais antiga, placas podem ser mais difíceis de encontrar — Foto: Divulgação/Gigabyte

Um processador mais antigo pode exigir uma placa-mãe também mais antiga, placas podem ser mais difíceis de encontrar — Foto: Divulgação/Gigabyte

Há outros pontos que devem ser levados em conta na hora de ir atrás de uma CPU mais antiga. Caso ainda não tenha uma placa-mãe, uma dica é procurar o processador ideal e a placa ao mesmo tempo, já que esse tipo de componente pode ser difícil de encontrar, a depender do soquete do chip. Vale lembrar também que, quanto mais antigo o chip, maior deve ser a dificuldade para achar a placa-mãe correta.

Além disso, processadores podem representar algumas pequenas restrições a determinados componentes. CPUs mais antigas podem trabalhar apenas com memórias DDR3, por exemplo, ou com pentes de memória que atingem apenas uma determinada faixa de velocidade. Chips ainda mais velhos podem exigir RAM DDR2 e assim por diante.

Outros componentes, como periféricos PCI e unidades de armazenamento não devem ser afetados pela idade do processador. Mas, de qualquer forma, usar uma CPU muito antiga com uma placa de vídeo nova e poderosa pode gerar gargalos e diminuir o rendimento do computador.

Preços

Os Ryzen de primeira geração e as últimas gerações da Intel são alternativa para quem pode gastar mais — Foto: Divulgação/AMD Os Ryzen de primeira geração e as últimas gerações da Intel são alternativa para quem pode gastar mais — Foto: Divulgação/AMD

Os Ryzen de primeira geração e as últimas gerações da Intel são alternativa para quem pode gastar mais — Foto: Divulgação/AMD

Há boas ofertas para quem pesquisa mais. É possível encontrar processadores AMD FX 8150, um octa-core de 3,6 GHz, a preços na faixa dos R$ 269. Esse chip tem uma performance mais ou menos similar aos Intel Core i5 da sua época, como o Core i5 2500K, de segunda geração, que também pode ser encontrado na faixa dos R$ 250.

Processadores mais recentes podem custar mais, mas há opções menos badaladas que trazem um preço menor, apesar da performance superior. O Core i5 4570, por exemplo, quad-core de quarta geração, pode ser encontrado a R$ 470. Já o Core i7 4790 apareceu a R$ 845, valor um pouco salgado para um chip usado.

Os Ryzen de primeira geração da AMD, por sua vez, aparecem em anúncios, mas os preços oscilam bastante e não são tão baixos. Um Ryzen 5 1400 pode sair por R$ 600, enquanto o Ryzen 3 1200 aparece na faixa dos R$ 360. Em qualquer dos casos, é importante avaliar o produto antes de fechar o negócio. Outra dica bastante importante é procurar saber se a pessoa que está vendendo é confiável.

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