Jogos de ação

Por Diego Borges, da Redação


The Surge 2 é o novo game da franquia que traz elementos de Dark Souls em um enredo de ficção científica. Ele será lançando no dia 24 de setembro para PS4, Xbox One e PC. E depois do sucesso do primeiro game, a Deck13 aposta em um novo enredo e melhorias para fazer com que cresça a relevância da série. O TechTudo testou uma versão prévia do game e conta tudo:

Evoluindo com uma nova história

O primeiro game da franquia pode não ter atraído tantos holofotes como merecia, mas ainda sim se consolidou como uma excelente opção para os fãs do "gênero Souls". Ou seja, um jogo de RPG onde o nível de dificuldade de seus inimigos é mais elevado que o normal. A grande diferença é a temática, até então inédita para um jogo desse estilo: um futuro apocalíptico onde as máquinas dominaram o mundo.

The Surge 2 traz história e protagonistas novos  — Foto: Divulgação The Surge 2 traz história e protagonistas novos  — Foto: Divulgação

The Surge 2 traz história e protagonistas novos — Foto: Divulgação

Em The Surge 2, a história não traz uma ligação entre os títulos. Agora, o jogador precisa sobreviver a um vírus mortal que devastou a Terra, fazendo com que aqueles que ainda resistem, recorram às máquinas para não sucumbirem ao caos. O desenrolar dessa trama só saberemos quando a versão completa estiver disponível, já que a demo testada só permitia jogar as primeiras regiões do game.

A diferença de enredo também se reflete bastante na ambientação do jogo. Enquanto no primeiro título o jogador era obrigado a vagar por cenários quase inabitados, em The Surge 2 há inimigos em cada corredor, rua e esquina, fazendo com que o game perca o clima de suspense e se torne um pouco mais estratégica. Essa questão pode gerar até um debate futuro, já que fãs desse game preferem o "fator surpresa" que, pelo menos nessa prévia, é quase inexistente do jogo, permitindo visualizar quase todos os oponentes pelo cenário.

The Surge 2 mostra nítidas evoluções desde o game anterior  — Foto: Divulgação The Surge 2 mostra nítidas evoluções desde o game anterior  — Foto: Divulgação

The Surge 2 mostra nítidas evoluções desde o game anterior — Foto: Divulgação

Ainda sobre as mudanças na movimentação, The Surge 2 melhorou outro elemento característico dos games "Souls": cenários que se interligam de formas bem curiosas. Por exemplo, logo após sair do complexo policial, é possível vagar pelas ruas de Jericho, onde o jogador pode seguir por ruas principais, subir em plataformas, e até mesmo atravessar carros destruídos para alcançar outras partes. Essa falta de linearidade acaba criando atalhos e facilitando alcançar determinadas áreas sem a necessidade de confrontar inimigos mais complexos.

Resta saber se esses mecanismos irão prevalecer por todo o jogo. A versão testada contém apenas um pequeno pedaço da cidade, cujo mapa mostra que será um ambiente bem maior quando comparado com o título anterior.

Jogabilidade evoluiu

A primeira coisa a se notar em The Surge 2 é o quanto a jogabilidade evoluiu. O game agora está mais solto, ainda sem perder a pegada "Robocop" da movimentação, afinal não é possível ser ágil com quilos e quilos de ferro atrelado ao seu corpo. Isso reflete em um combate mais justo e com mais opções estratégicas, principalmente no que diz respeito a defesa.

A jogabilidade de The Surge 2 traz uma boa evolução — Foto: Divulgação A jogabilidade de The Surge 2 traz uma boa evolução — Foto: Divulgação

A jogabilidade de The Surge 2 traz uma boa evolução — Foto: Divulgação

Um elemento que fez sucesso no primeiro game e que voltou ainda mais apurado foi o de escolher qual parte do corpo do seu inimigo você quer atacar. Além de ser fundamental para dar um upgrade em determinada peça do seu exoesqueleto, facilita bastante na hora de eliminar um determinado inimigo, principalmente certos chefes de região.

O sistema de evolução permanece praticamente o mesmo. Com Sucata é possível subir de níveis de experiência, trocando-as por pontos na Energia, Vitalidade ou na Força. Elas também servem como moedas para a evolução de partes da sua armadura e armamento. Entretanto, é preciso colher mais de um determinado item para que ele seja evoluído, em outras palavras, caso você queira melhorar o seu braço esquerdo, será necessário remover essa parte de seus inimigos até alcançar uma quantidade que permita você trocar e evoluir o que já possui.

The Surge 2 conta com novos inimigos  — Foto: Divulgação The Surge 2 conta com novos inimigos  — Foto: Divulgação

The Surge 2 conta com novos inimigos — Foto: Divulgação

De novidades, a principal delas é a possibilidade de ter um Drone. Ele é adquirido logo depois de eliminar o primeiro Boss e é um item que promete ajudar bastante, já que seu poder de fogo é capaz de eliminar inimigos sem ter um contato físico direto.

Visual caprichado

Por não ter contado com gráficos que chamasse atenção no primeiro título, The Surge 2 acaba impressionando pelo seu visual. A versão para PC testada, mostrou uma ambientação mais rica em detalhes, com personagens mais bem detalhados do que antes, e efeitos de iluminação mais convincentes.

Os gráficos de The Surge 2 chamam atenção — Foto: Divulgação Os gráficos de The Surge 2 chamam atenção — Foto: Divulgação

Os gráficos de The Surge 2 chamam atenção — Foto: Divulgação

A versão para PC rodou na seguinte configuração:

Placa de Vídeo: GeForce GTX 1080T
Processador Intel i7 8700
Memória RAM: 16GB DDR4 XPG

Entretanto, o jogo ainda não chega a ser uma referência no quesito visual. Há muita coisa que merecia melhorias, principalmente alguns inimigos, que trazem uma composição um tanto estranha e confundem pela similaridade. As cenas de animação também deixam a desejar, embora tudo isso ainda possa ser solucionado até o seu lançamento, no dia 24 de setembro.

Vale a pena?

The Surge 2 chega como uma das grandes promessa de 2019. Além de consolidar a franquia, ainda muito jovem, como uma excelente opção ao gênero Souls, há uma ambientação e jogabilidade que prometem agradar também os não adeptos ao estilo "difícil até demais". Resta saber como será o desenrolar do enredo, até então envolvente, e do seu cenário - bem mais amplo - a ser explorado.

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