Notebooks

Por Anna Kellen Bull*, da IFA 2019 — em Berlim


Com o Intel Projeto Athena (Project Athena, em inglês), notebooks podem chegar às suas mãos com bateria "turbinada" de longa duração. A promessa é que os aparelhos aguentem até nove horas longe das tomadas, além de contar com modo de carregamento rápido. A nova solução da Intel – em conjunto com outras fabricantes, como Acer, Asus, Lenovo, Dell e HP – tem o objetivo de redesenhar laptops para que eles atendam melhor às necessidades dos usuários. A empresa espera que os futuros computadores sejam mais inteligentes, mais rápidos (graças ao 5G) e mais eficientes em termos de energia.

A maior premissa por trás da iniciativa é tornar os notebooks ainda mais móveis, assim como os smartphones. O programa já havia sido anunciado na CES 2019, em Las Vegas, e no Intel Day, em São Paulo. Porém, a marca apresentou mais informações sobre o Projeto Athena nesta terça-feira (3), em uma conferência pré-IFA 2019, feira de eletrônicos que ocorre em Berlim, na Alemanha. A seguir, veja cinco perguntas e respostas sobre a iniciativa.

Veja perguntas e respostas sobre o Projeto Athena, da Intel — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo Veja perguntas e respostas sobre o Projeto Athena, da Intel — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Veja perguntas e respostas sobre o Projeto Athena, da Intel — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

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1. O que é e como funciona o Projeto Athena?

Basicamente, o Projeto Athena pode ser considerado um conjunto de padrões de qualidade que a Intel deseja para notebooks. A marca garante que seus engenheiros trabalharão com fabricantes de computadores – como Dell, HP e Lenovo – para que elas desenvolvam aparelhos que atendam às suas normas. Para garantir o acesso à novidade, a Intel explica que as características dos dispositivos serão testadas antes de serem certificados pelo Projeto Athena, desde o design até performance e bateria.

Para chegar aos padrões "ideais", a empresa ficou responsável por conduzir diversas pesquisas que identificaram as reais necessidades dos usuários ao comprar um notebook. Melissa Gregg, engenheira sênior especializada em etnografia e ciências sociais da Intel, explicou ao TechTudo mais detalhes sobre o estudo durante o evento. "Como pesquisadora da Intel, meu trabalho é sentar com pessoas de diversas partes do mundo para entender as diferentes formas de usar os dispositivos. Assim, posso fazer recomendações pontuais aos engenheiros para que o usuário se sinta mais confortável ao usar os notebooks", comentou a executiva.

2. Quais as principais vantagens do programa?

A empresa determinou uma série de requisitos de qualidade para que as fabricantes adotem em seus produtos a partir de seis vertentes. O primeiro é a performance: notebooks devem oferecer respostas rápidas e bom desempenho. Em relação à bateria, os dispositivos precisam proporcionar até nove horas de energia, além de contar com recurso de carregamento rápido.

Durante uma demonstração no evento, dois notebooks reproduziram o mesmo vídeo em condições idênticas de consumo de energia. A diferença ficou por conta apenas do Projeto Athena, que estava presente em um e ausente no outro. Resultado: em poucos minutos de exibição, o primeiro consumiu apenas 4% de bateria (96%), enquanto o segundo gastou 7% (93%).

A conectividade também recebeu atenção especial no projeto: a proposta é que os laptops possam estar sempre conectados e prontos para uso, graças à conexão 5G e latência baixa. Já no quesito de gráficos, o computador deve estar sempre pronto para uso, com rápido tempo de inicialização. A inovação de design é outro ponto abordado pela fabricante: os novos modelos devem atender a diferentes necessidades do usuário, podendo ser usados como notebook ou tablet, por exemplo. Por fim, a inteligência artificial deve ajudar na execução de tarefas e otimização do sistema, principalmente por meio de comandos de voz.

Intel comparou performance de notebooks com e sem a tecnologia — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo Intel comparou performance de notebooks com e sem a tecnologia — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Intel comparou performance de notebooks com e sem a tecnologia — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

3. Para quem é indicado?

Os notebooks construídos sob os requisitos do Projeto Athena buscam atender a três demandas dos usuários. Segundo a Intel, os aparelhos precisam ser projetados para ajudar pessoas a se concentrarem, com desempenho eficiente e responsivo, independentemente da tarefa. Além disso, os dispositivos devem se adaptar às necessidades dos consumidores, seja com características de ultrabooks ou recursos de inteligência artificial. Os modelos precisam ainda oferecer conexões de rede confiáveis ​​e bateria potente para que não haja preocupação com a falta de carga no meio do dia.

4. Quais computadores podem receber?

A Intel já divulgou alguns notebooks que chegam equipados com a iniciativa do Projeto Athena. São eles: Dell Inspiron 14 5000, Dell Latitude 7400 2-em-1, Dell XPS 13 2-em-1, HP EliteBook x360 1040, HP EliteBook x360 1030 G4, HP EliteBook x360 830 e Lenovo ThinkPad X1 Carbon. Por enquanto, ainda não há informações sobre preço ou lançamento no Brasil.

5. Existe um logotipo do Projeto Athena?

A Intel afirma que não há marca ou logotipo do Projeto Athena na carcaça dos notebooks. Porém, existe uma forma de identificar visualmente um produto que atenda às normas de qualidade do programa. O selo de "Engineered for Mobile Performance" ("Projetado para Desempenho Móvel", em tradução livre) será usado em páginas de compra online, sistemas de exibição de lojas físicas e embalagens de laptops participantes do programa.

Selo indica produtos que atendem às normas de qualidade do programa — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo Selo indica produtos que atendem às normas de qualidade do programa — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Selo indica produtos que atendem às normas de qualidade do programa — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Processadores Intel de 10ª geração

A apresentação da iniciativa Projeto Athena também coincide com o lançamento dos novos processadores móveis de 10ª geração da Intel. As CPUs deste ano estão divididos em duas linhas com arquiteturas distintas: Comet Lake (14nm) e Ice Lake (10nm). Os Comet Lake têm suporte a tecnologias para inicialização rápida e melhor desempenho energético dos chips, de acordo com a exigência do sistema. Ao todo, foram lançados oito modelos, separados entre as séries U e Y.

Já os Ice Lake, que chegam em 11 modelos, trazem novidades que vão desde tecnologias para o uso de inteligência artificial até as novas placas de vídeo integradas Iris Plus. Além disso, os modelos de arquitetura Sunny Cove apresentam suporte ao Wi-Fi 6, padrão mais recente do mercado. Durante a IFA 2019, as fabricantes de notebooks vão anunciar os produtos que chegam equipados com os novos processadores Intel de 10ª geração.

*A jornalista viajou para a Alemanha a convite da Intel

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