Celulares

Por Thássius Veloso, da redação


Enquanto alguns brasileiros se preparam para ir aos Estados Unidos comprar o iPhone 11 importado, especialistas alertam que os celulares vendidos naquele país não vão funcionar em todos os tipos de internet 4G do Brasil. Existem diferenças entre os modelos americano e brasileiro, este último totalmente compatível com a rede nacional de telecomunicações. Por lá, as vendas em lojas da Apple se iniciam ainda neste mês.

iPhone 11 em mãos: saiba preço e tudo sobre o lançamento da Apple de 2019

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A diferença está num dos subtipos de rede 4G. Atualmente, os dados podem trafegar por três caminhos diferentes: 2.600 MHz, 1.800 MHz e 700 MHz. Funcionam como pistas de uma rodovia. Os iPhones trazidos de lá não têm suporte aos 700 MHz – não poderiam desviar para a terceira faixa em busca de um caminho mais livre.

O diretor de redes da multinacional Ericsson, Paulo Bernardocki, explica que o 4G em 700 MHz traz como principal benefício a maior cobertura. O sinal fica mais forte, porém com menor velocidade de transmissão de dados.

iPhone 11 ganha câmera dupla — Foto: Thássius Veloso/TechTudo iPhone 11 ganha câmera dupla — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

iPhone 11 ganha câmera dupla — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

Este tipo de rede aos poucos ganha força no Brasil por ocupar um espaço anteriormente destinado à TV analógica. O principal impacto é sentido em prédios localizados nas grandes cidades. O sinal consegue penetrar as paredes, ainda que com um download mais lento. Também tem importância em áreas rurais.

“Eu não compraria um smartphone sem o 4G de 700 MHz”, diz o especialista. Ele afirma que os compradores de celulares no patamar do iPhone 11 são pessoas que normalmente dependem do serviço de telecomunicações. “Não sei se a economia compensa”, pondera Bernardocki quando questionado sobre o preço do produto importado dos Estados Unidos em comparação com o nacional.

A equipe de comunicação da Apple confirma que os três novos modelos – iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max também entram nesta – vendidos em território americano “podem operar no 4G do Brasil, mas nas bandas de 2.600 MHz e 1.800 MHz”. A faixa de 700 MHz fica de fora. Segundo a gigante do Vale do Silício, os novos telefones repetem a mesma combinação de conectividade vista no iPhone XR. A situação não é nova, pois a linha de 2018 teve a mesma restrição.

iPhone 11: usuário pode gravar simultaneamente vídeo proveniente de duas câmeras — Foto: Thássius Veloso/TechtTudo iPhone 11: usuário pode gravar simultaneamente vídeo proveniente de duas câmeras — Foto: Thássius Veloso/TechtTudo

iPhone 11: usuário pode gravar simultaneamente vídeo proveniente de duas câmeras — Foto: Thássius Veloso/TechtTudo

A limitação será maior nas regiões em que só existe o 4G de 700 Mhz, explica o diretor da Ericsson, uma vez que esta forma de transmissão de informações foi pensada para localidades carentes dos outros subtipos de 4G. A lógica da indústria é de que uma rede lenta é melhor do que nenhuma rede.

Motoristas com o pé na estrada também devem perceber mais tempo sem sinal caso troquem um smartphone totalmente compatível com o 4G brasileiro por outro mais moderno, mas sem a funcionalidade.

Os simpatizantes da maçã teriam mais sorte caso comprassem o iPhone 11 importado da Europa. Modelos vendidos em diversos países do Velho Continente replicam as mesmas características técnicas do iPhone nacional.

Confira também as novidades do iPhone 11 Pro e do iPhone 11 Pro Max

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A nova geração de telefones chega às lojas dos Estados Unidos em 20 de setembro com preço a partir de US$ 699 (cerca de R$ 2.800). O desembarque oficial no Brasil está previsto “até o fim do ano”. A Apple segue a tradição de não divulgar antecipadamente o preço nacional. A expectativa é de que isso ocorra em novembro.

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