Por Filipe Garrett, para o TechTudo


O dia 4 de outubro de 1957 marca o início da Era Espacial, com o lançamento bem-sucedido do Sputnik, primeiro satélite artificial colocado na órbita terrestre. Modesto quando comparado aos padrões atuais, o Sputnik dava o pontapé inicial para a exploração e descoberta o Espaço. Depois de 62 anos do seu lançamento, o homem pode colocar os pés na Lua, criar uma estação orbital permanente e enviar sondas e veículos exploradores para todos os planetas do Sistema Solar, além de várias de suas Luas. Além da exploração espacial, o Sputnik abriria espaço também para o uso de satélites de comunicações, algo que é essencial para inúmeras tecnologias do dia a dia, como a Internet, telefonia, TV e GPS.

O Sputnik

Quase rústico, Sputnik foi lançado há 62 anos e inaugurou uma nova era para a humanidade — Foto: Divulgação/Nasa Quase rústico, Sputnik foi lançado há 62 anos e inaugurou uma nova era para a humanidade — Foto: Divulgação/Nasa

Quase rústico, Sputnik foi lançado há 62 anos e inaugurou uma nova era para a humanidade — Foto: Divulgação/Nasa

O satélite era de formato esférico e pesava aproximadamente 83 quilos. No interior, o Sputnik carregava alguns instrumentos que enviavam sinais via rádio. Além disso, o satélite carregava também outros detectores, que foram criados exclusivamente para analisar as características do espaço. Esses detectores se tornaram peças fundamentais para a exploração no Espaço pois, a partir deles, era possível saber se a comunicação funcionaria fora da atmosfera terrestre.

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Além disso, o pequeno satélite deu aos cientistas os primeiros dados que permitiram estimar qual era a densidade das camadas mais externas da atmosfera. Em operação por aproximadamente seis meses, o Sputnik foi destruído ao retornar para a Terra e hoje existem apenas réplicas e protótipos de teste criados pela URSS.

Entretanto, o impacto do Sputnik foi muito maior do que seus feitos científicos. Fruto da Guerra Fria, disputada entre os Estados Unidos e União Soviética, o pequeno satélite chocou o mundo porque mostrava que a URSS estava na vanguarda da ciência e que, se tinha a capacidade de colocar um transmissor em órbita, eventualmente, poderia colocar também armas nucleares.

Nasce a Corrida Espacial

Corrida Espacial teve auge nos anos 1960 com o programa Apollo — Foto: Divulgação/Nasa Corrida Espacial teve auge nos anos 1960 com o programa Apollo — Foto: Divulgação/Nasa

Corrida Espacial teve auge nos anos 1960 com o programa Apollo — Foto: Divulgação/Nasa

Como forma de combater o trunfo soviético, os Estados Unidos anunciaram a criação da NASA e se preparam para lançar também seus satélites, desenvolver foguetes e veículos espaciais num processo de disputa que foi rivalizado ao longo dos anos 1960 pela URSS. Além do Sputnik, os soviéticos seriam ainda os primeiros a mandar um ser vivo ao espaço, mandar um homem, uma mulher e em realizar a primeira caminhada espacial. Aos Estados Unidos, no entanto, caberia o trunfo maior do período: o programa Apollo, que levou o homem a pisar na Lua pela primeira vez em 1969.

Além dos marcos históricos estabelecidos ao longo dos anos 1960, a era da exploração espacial permitiu que o estudo sobre os planetas do Sistema Solar fosse iniciado. Além disso, também foi iniciado o processo de descoberta e conhecimento das Luas existentes em nosso sistema. Algumas sondas, rovers e outros tipos de exploradores robóticos vêm sendo usados, nos últimos 20 anos, como uma forma de descobrir de o homem poderá habitar o planeta Marte. Recentemente, até mesmo asteróides foram visitados por missões da ESA (a Agência Espacial Europeia) e pelo Japão.

Além de desbravar o desconhecido, as missões espaciais abriram espaço para novas tecnologias, que podem ser usadas no dia a dia. Exemplos são as chamadas espumas de memória, materiais como o teflon e a fibra de carbono, cobertores térmicos, aparelhos auditivos, purificadores de ar, corações artificiais, práticas de inspeção e qualidade de comida, lentes resistentes à riscos, bebidas em pó (como sucos) e até mesmo fones de ouvido com a tecnologia Bluetooth.

O que vem por aí

Corrida espacial reaquece com bilionários interessados em colonizar Marte e Lua — Foto: Divulgação/SpaceX Corrida espacial reaquece com bilionários interessados em colonizar Marte e Lua — Foto: Divulgação/SpaceX

Corrida espacial reaquece com bilionários interessados em colonizar Marte e Lua — Foto: Divulgação/SpaceX

A exploração espacial vem recebendo muito interesse e reconhecimento nos últimos anos. Bilionários como Elon Musk e Jeff Bezos investem grandes somas anualmente em projetos ousados de desenvolvimento de super foguetes capazes de levar a humanidade para a Lua, Marte e além. A Nasa também anunciou, neste ano, que pretende levar a primeira mulher a pisar na Lua até 2024.

Além destas inovações, o projeto Gateway, uma mini estação espacial na órbita, está sendo planejada para facilitar o acesso à Lua. Ela funcionaria de forma permanente na órbita lunar e teria capacidade de receber astronautas por meses. Esta espécie de 'acampamento espacial' poderia facilitar a construção e manutenção de ônibus espaciais, por exemplo.

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