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Por Paulo Alves, para o TechTudo


Com a proximidade da Black Friday, que ocorre na próxima sexta-feira (29), o Reclame Aqui divulgou um compilado com as reclamações mais recorrentes do evento de descontos. A empresa monitora as queixas de consumidores desde 2013, quando ocorreu a terceira edição da campanha no país. O levantamento traz o histórico de principais problemas enfrentados ao longo dos anos, assim como as lojas com o maior número de registros no site. Consumidores reclamam principalmente de divergência de valores entre o anunciado e final, problemas na hora de fechar a compra e propaganda enganosa.

Reclame Aqui divulga lista de empresas com mais queixas na história da Black Friday — Foto: Reprodução/Luana Marfim

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O relatório de 2018 expandiu a coleta e alcançou 5.607 registros, puxado por Americanas.com, Casas Bahia e Netshoes. Apesar do volume maior do que as 3,5 mil queixas de 2017, o movimento é visto como consequência de uma procura maior dos consumidores pelo histórico dos lojistas. Já em 2016, o número ainda menor de 2,9 mil foi visto como resultado da adesão reduzida ao dia de ofertas de forma geral por conta da crise econômica.

Segundo o Reclame Aqui, o brasileiro comprou menos e pesquisou mais em 2015, motivo pelo qual o número de reclamações teria ficado no patamar de 4,4 mil, apesar dos bons resultados do varejo naquele ano. A quantidade foi praticamente um terço do ano anterior, quando 12 mil reclamações foram registradas. Problemas técnicos, maquiagem de preços e sumiço de produtos do carrinho, além de erros no pagamento foram algumas das mais comuns.

Em 2013, na terceira edição da Black Friday no Brasil, os consumidores protestaram em grande quantidade, apesar de o evento não ter tanta adesão do público. No primeiro monitoramento do Reclame Aqui, o site contabilizou 8,5 mil registros durante as 24 horas de oferta.

A seguir, confira a lista de empresas que mais tiveram reclamações durante esses anos. Vale ressaltar que lojas maiores costumam ter um número maior de queixas, porque também vendem mais.

2018

2017

  • Magazine Luiza (loja online): 263
  • Americanas.com (loja online): 245
  • KaBuM!: 173
  • Casas Bahia (loja online): 126
  • Submarino: 124
  • Netshoes: 88
  • Extra.com.br (loja online): 87
  • Walmart (loja online): 77
  • Burguer King: 73
  • Americanas Marketplace: 54

2016

  • KaBuM!: 588
  • Americanas.com (loja online): 249
  • Submarino: 149
  • Netshoes: 117
  • Magazine Luiza (loja online): 100
  • Extra.com.br: 89
  • Walmart (loja online): 83
  • Fast Shop: 62
  • Ponto Frio (loja online): 58
  • Casas Bahia (loja online): 56

2015

  • KaBuM!: 688
  • Americanas.com (loja online): 431
  • Submarino: 376
  • Netshoes: 155
  • Magazine Luiza (loja online): 143
  • Extra.com.br: 137
  • Ponto Frio (loja online): 128
  • Casas Bahia (loja online): 121
  • Walmart (loja online): 113
  • Shoptime: 110

2014

  • Americanas.com (loja virtual): 1219
  • Submarino: 1095
  • Saraiva (livraria, editora e loja virtual): 682
  • Shoptime: 233
  • KaBuM!: 197
  • NetShoes: 188
  • Extra.com.br: 158
  • Magazine Luiza (Loja Virtual, Site e Televendas): 139
  • WalMart (Loja Virtual): 137
  • Nescafe Dolce Gusto: 77

2013

  • Extra.com.br: 530
  • Submarino: 426
  • Ponto Frio (loja virtual): 363
  • Americanas.com (loja virtual): 262
  • Casas Bahia (loja virtual): 166

Como evitar problemas com lojas durante a Black Friday 2019

As reclamações mais recorrentes no Reclame Aqui indicam que o cuidado com o preço é essencial para escapar de problemas na Black Friday. Uma das precauções é fazer uma lista de desejos com antecedência e monitorar valores em comparadores como Compare TechTudo, Zoom e Buscapé. É importante também fugir das lojas consideradas proibidas pelo Procon e checar se um site é verdadeiro antes de comprar, sem esquecer de não salvar o cartão de crédito e evitar boleto.

Confirmar a existência de uma promoção nas redes sociais da loja com selo de verificado também são uma forma de driblar fraudes. A providência é necessária principalmente quanto a oferta chega por WhatsApp: como o mensageiro é alvo recorrente de golpes, evite clicar em links no chat e opte por acessar o site oficial manualmente.

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