Computadores

Por Fernando Sousa, para o TechTudo


O Google disse recentemente que conquistou a supremacia quântica, marco que indica a capacidade da tecnologia para resolver cálculos inviáveis para computadores comuns. Isso foi possível por meio do Google Sycamore, supercomputador quântico que solucionou, em 200 segundos, uma questão que a máquina mais rápida do mundo levaria 10 mil anos para resolver. A IBM, que também investe no setor, contestou a metodologia adotada pelo Google para chegar ao resultado.

O site estadunidense CNET teve acesso ao computador e divulgou suas primeiras imagens. Com um visual bem diferente e tendo que comportar um sistema de resfriamento muito avançado, o Sycamore possui um aspecto bem curioso se comparado a computadores domésticos. Confira a seguir algumas fotos do modelo.

Quer comprar celular, TV e outros produtos com desconto? Conheça o Compare TechTudo

Computador Sycamore é mantido em tubo metálico que preserva temperatura praticamente negativa — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET Computador Sycamore é mantido em tubo metálico que preserva temperatura praticamente negativa — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET

Computador Sycamore é mantido em tubo metálico que preserva temperatura praticamente negativa — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET

A computação quântica requer um ambiente adequado, com sistema de resfriamento realmente avançado. Isso porque oscilações na temperatura podem influenciar o resultado dos cálculos realizados pelo chip. Por isso, o Google utiliza seu supercomputador em um cilindro metálico que visa manter a temperatura perto de zero por meio do elemento hélio, além de manter interferências externas como pulsos elétricos longe do chip principal.

O Google Sycamore utiliza até 216 canais de cabo coaxial para se comunicar com os qubits, variando de acordo com o tipo de pesquisa que está sendo realizado. Qubits, por sua vez, são os dados utilizados em computadores quânticos, que têm a capacidade de transcender a capacidade binária (zero e um) de sistemas convencionais.

Conexões do Google Sycamore podem variar de acordo com pesquisa realizada — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET Conexões do Google Sycamore podem variar de acordo com pesquisa realizada — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET

Conexões do Google Sycamore podem variar de acordo com pesquisa realizada — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET

Rivalidade com a IBM

Grandes empresas além do Google possuem soluções de computação quântica, incluindo as gigantes Microsoft e IBM. A IBM contestou os resultados obtidos pelo Google com o Sycamore, alegando que a estimativa da empresa é falha quando compara os resultados do supercomputador ao Summit, modelo da IBM e não considera alguns parâmetros de hardware do computador. Dessa forma, o resultado final seria diferente de acordo com a metodologia de testes utilizada.

Linhas que transmitem sinais eletromagnéticos para controlar a computação e ler dados dos qubits — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET Linhas que transmitem sinais eletromagnéticos para controlar a computação e ler dados dos qubits — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET

Linhas que transmitem sinais eletromagnéticos para controlar a computação e ler dados dos qubits — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET

Computação quântica acessível

Por enquanto, a tecnologia de computação quântica ainda está longe demais de se tornar acessível a ponto de substituir a computação binária convencional. Dessa forma, as iniciativas de supercomputadores devem se manter no campo da pesquisa e do desenvolvimento por mais alguns anos. A complexidade do hardware e sistema de refrigeração também mostram que, por agora, será difícil compactar esses computadores.

Parte superior do Google Sycamore exibe conexões e entrada para cabos com liquido refrigerante — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET Parte superior do Google Sycamore exibe conexões e entrada para cabos com liquido refrigerante — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET

Parte superior do Google Sycamore exibe conexões e entrada para cabos com liquido refrigerante — Foto: Reprodução/Stephen Shankland/CNET

Via CNET

Qual o futuro do armazenamento em nuvem? Opine no Fórum do TechTudo

Mais do TechTudo