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Por Filipe Garrett, para o TechTudo


O recém-lançado MacBook Pro 2019 de 16 polegadas ganhou nota 1 no índice de reparabilidade que vai de 1 a 10 do site especializado em desmontagens e reparos de eletrônicos iFixIt, espécie de avaliação sobre a assistência técnica do aparelho. A publicação observa que o design da Apple dificulta reparos em virtude da opção por trazer memória RAM SSD soldados na placa-mãe, além de tornar complexa a troca de peças como tela, Touch Bar, teclado e sensor de impressões digitais. A análise também aponta que o novo mecanismo do teclado deve eliminar dores de cabeça.

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Novo MacBook Pro restringe a capacidade de reparos e de upgrades — Foto: Reprodução/iFixIt Novo MacBook Pro restringe a capacidade de reparos e de upgrades — Foto: Reprodução/iFixIt

Novo MacBook Pro restringe a capacidade de reparos e de upgrades — Foto: Reprodução/iFixIt

O iFixIt aponta que os interruptores encarregados de acionar os sensores do teclado assumem um design muito próximo ao de outros modelos de teclado da Apple usados, por exemplo, nos Macs. A análise observa que é possível encaixar teclas de outros teclados da maçã diretamente no novo MacBook.

Os problemas ficam mais sérios se o usuário precisar substituir algum interruptor, já que a bandeja que forma o teclado é soldada à carcaça do computador, tornando difíceis o acesso e a substituição. Outras críticas ficam por conta do uso de um SSD também soldado na placa-mãe, algo que impede a troca da unidade em caso de falha ou desgaste, ou mesmo um eventual upgrade. Assim como a unidade de armazenamento, a memória RAM do laptop de 16” da Apple também é parte integral da placa e não pode ser substituída.

Componentes como RAM e SSD são soldados na placa — Foto: Reprodução/iFixIt Componentes como RAM e SSD são soldados na placa — Foto: Reprodução/iFixIt

Componentes como RAM e SSD são soldados na placa — Foto: Reprodução/iFixIt

Outros componentes até podem ser retirados e trocados, como bateria, sistema de alto-falantes, Touch Bar, tela e sensor de impressões digitais. Mas a publicação observa que o acesso a esses elementos é complexo e envolve a capacidade de aquecer grandes quantidades de cola para soltar as peças. Sobre o sensor de digitais, as coisas ficam um pouco mais complicadas já que não basta trocar o sensor: a peça é casada digitalmente com a placa-mãe do MacBook por questões de segurança e acaba impondo a necessidade de que a troca seja feita apenas pela Apple.

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