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Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Cientistas afirmam ter criado um novo tipo de bateria que poderia deixar um smartphone em operação por cinco dias. Os resultados são fruto de uma nova aplicação de lítio e enxofre (Li-S) na concepção da bateria que permitem a criação de unidades que não são muito mais caras ou difíceis de fabricar do que as atuais, em geral produzidas com íons de lítio (Li-ion). Outra vantagem da bateria Li-S seria o potencial de diminuir os riscos para o meio-ambiente.

A tecnologia desenvolvida na Universidade Monash, da Austrália, poderia permitir também que um carro percorresse uma distância de mil quilômetros.

Bateria criada por cientistas teria capacidade de manter um celular funcionando por cinco dias — Foto: Divulgação/Universidade Monash Bateria criada por cientistas teria capacidade de manter um celular funcionando por cinco dias — Foto: Divulgação/Universidade Monash

Bateria criada por cientistas teria capacidade de manter um celular funcionando por cinco dias — Foto: Divulgação/Universidade Monash

Outro aspecto importante do projeto está no fato de que a ideia não é inédita, já que baterias que combinam enxofre e lítio são investigadas pela comunidade científica já há alguns anos. O que diferencia o projeto e pode torná-lo mais próximo da realidade é o fato de que há testes em maior escala da tecnologia planejados para ocorrer ao longo do ano na Austrália. Além disso, há também interesse de fabricantes da China e da Europa em investir no desenvolvimento comercial da Li-S.

Os resultados animadores da nova tecnologia foram obtidos por conta de um processo químico inspirado em detergentes em pó. Aplicada sobre o enxofre, que no experimento forma o polo negativo da bateria, a técnica permitiu que o protótipo mantivesse a performance mesmo quando submetido a cargas maiores.

Em baterias convencionais, um efeito de cargas mais fortes libera calor e degrada a performance do componente ao longo do tempo. Segundo os cientistas, a preparação do enxofre resolveu o problema, dando à bateria mais durabilidade e capacidades maiores.

Os pesquisadores também destacam que o novo componente é menos agressivo ao meio-ambiente, já que o processo de fabricação usa água e pode reduzir a geração de rejeitos tóxicos, em geral associados à manufatura das baterias Li-ion atuais.

Além disso, os cientistas acreditam que os custos podem ser atrativos para a indústria. Eles afirmam que o eventual processo de migração para baterias de lítio e enxofre seria amenizado pelo fato de que boa parte dos materiais empregados na fabricação da bateria Li-S são os mesmos usados atualmente.

Com informações da Monash University, Engadget, SlashGear

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