Telefonia

Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Um experimento comprovou que os usuários podem esperar alta velocidade na internet 5G. Um vídeo em resolução 4K (também chamado de Ultra HD) foi baixado em apenas 14 segundos na rede montada pela fabricante Ericsson. Com isso, o download alcançou 4,3 Gigabits por segundo (Gb/s), um novo marco do setor.

Estima-se que as redes de quinta geração sejam capazes de atingir até 7,5 Gb/s. A empresa também superou recordes anteriores da Huawei, líder global no setor de infraestrutura de telecomunicações. A gigante chinesa havia conseguido atingir velocidade de 2,92 Gb/s.

Redes 5G terão capacidade de substituir a banda larga por fibra ótica, segundo a Ericsson — Foto: Reprodução/How-To Geek Redes 5G terão capacidade de substituir a banda larga por fibra ótica, segundo a Ericsson — Foto: Reprodução/How-To Geek

Redes 5G terão capacidade de substituir a banda larga por fibra ótica, segundo a Ericsson — Foto: Reprodução/How-To Geek

A velocidade alcançada pela Ericsson foi atingida com um celular que apresenta modem Snapdragon X55 da Qualcomm, presente parte dos smartphones compatíveis com 5G à venda mercado. A velocidade de 4,3 Gb/s pode ser convertida para aproximadamente 537 MB/s (megabytes por segundo), taxa que, segundo a Ericsson, enfatiza a capacidade do 5G em substituir conexões por fibra na oferta de serviços de banda larga.

Enquanto o smartphone usado nos testes foi um protótipo criado pela própria Qualcomm, a tecnologia de rede por trás da conectividade de alta velocidade foi a Radio System Street Macro 6701, que a Ericsson pretende oferecer a fabricantes até o fim do ano.

O site Venture Beat apontou para uma diferença em relação à abordagem de Ericsson e Huawei na obtenção dos números. A companhia chinesa usou uma rede comercial instalada na Turquia e tecnologia de agregação de dois canais diferentes (conceito pelo qual a conexão é feita com duas redes distintas para melhoria de performance). Já a Ericsson usou a agregação de oito canais para um total de 800 MHz de frequência de sinal (8CC), cenário que pode não ser comum na maioria das operadoras de telefonia.

Com informações de Ericsson, Venture Beat e Tech Radar

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