Impressoras 3D

Por Filipe Garrett, para o TechTudo


O óleo de cozinha utilizado pelo McDonald's em suas frituras pode ser transformado em resina para impressoras 3D. O método foi criado por pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, e aparece como uma alternativa mais barata ao material convencional utilizado no processo. Enquanto o conteúdo original custa cerca de US$ 500 por litro, o equivalente a R$ 2.195 na cotação atual, cada litro do óleo convertido sai a aproximadamente US$ 0,30 (R$ 1,30).

Cientistas usaram um molde de borboleta para testar as várias versões da resina criada com óleo — Foto: Divulgação/Universidade de Toronto

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O desenvolvimento se deu a partir da análise da composição química da resina, em que os cientistas perceberam a presença de gorduras encontradas no óleo de cozinha. Além de baratear o material utilizado na impressão 3D, a novidade permite a criação de objetos em alta resolução, resistentes em qualquer temperatura e com detalhes de 100 micrômetros.

Para isso, os estudantes entraram em contato com unidades do McDonald's próximas ao campus da Universidade e conseguiram 10 litros de óleo usado nas lojas da rede. Antes de passar pelo processo, o líquido foi filtrado para eliminar impurezas e restos de comida.

Uso do óleo abre nova forma de reciclar o material e rende resina muito mais barata — Foto: Divulgação/Universidade de Toronto

Isso deu início a um processo de alguns meses, em que porções do óleo eram convertidas de formas diferentes para a obtenção da resina. O resultado final, além de estável e com bom nível de detalhes, rendeu um material com propriedades curiosas, como um aspecto “emborrachado” dos objetos ao toque dos dedos, além de um a superfície que, a exemplo do óleo de cozinha, repele água.

Além do baixo custo, outras vantagens do uso do óleo são a reciclagem e o fato de que materiais impressos com essa resina alternativa são biodegradáveis. Um dos cientistas relata que enterrou uma borboleta impressa com a resina por duas semanas, período suficiente para que 20% da forma fosse naturalmente consumida pelas formas de vida no solo.

Via CNN, Slashdot

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